RSS

EFSJ C+C 9016

Fabricante: EFSJ, oficinas da Lapa, Brasil

Ano de fabricação: 1955
Placa: 
Tipo: C+C
Bitola: 1,60m
Transmissão: Elétrica
Rodagem:  C+C
Combustível: eletricidade
Procedência: E.F. Santos a Jundiaí e RFFSA

Esta é uma locomotiva elétrica rodagem C+C nas oficinas da EFSJ em 1955 com peças sobressalentes das English recebidas em 1950/51.

A viagem inaugural das English se deu em 20 de julho de 1950, com uma unidade conduzindo um trem de passageiros de oito carros entre São Paulo e Jundiaí com uma comitiva liderada pelo então ministro dos transportes João Valdetaro de Amorim e Mello. As últimas locomotivas foram entregues em 1951 e o seu bom desempenho motivou a construção dessa 16ª em 1955 nas oficinas da Lapa.

Originalmente numerada como 1015, foi posteriormente renumerada como 9016.

Já na década de 1970, o crescimento no tráfego de cargas fez com que as locomotivas sofressem com problemas técnicos (agravados pelo fim da English Electric em 1968), retirando três locomotivas do tráfego ainda em 1972. Para amenizar a situação, a Rede Ferroviária Federal trouxe para São Paulo algumas locomotivas elétricas GE 2-C+C-2 (Escandalosas) e Siemens-Schuckert B-B (RFFSA/EFCB) para aliviar o trabalho das English. Isso deu uma sobrevida às essas locomotivas.

No entanto, as GE pouco serviram e logo foram baixadas e as Siemens-Schuckert foram retiradas de serviço em curto prazo, sendo desativadas em 1987. A RFFSA então optou pela aquisição de novas locomotivas similares à Série 251 da Renfe e colocou as locomotivas English em fase de aposentadoria. Entretanto, em fins da década de 1980 o país estava em crise econômica, o que provocou o cancelamento da aquisição das novas locomotivas, restando então a alternativa de realizar uma reforma emergencial em algumas das locomotivas English existentes. Essa reforma permitiu uma operação precária até a desativação das locomotivas, por obsolência, alguns anos depois. Em 1995, a locomotiva 9016 chegou a passar por uma reforma onde foi aplicado o segundo padrão de pintura da RFFSA (amarelo e cinza), sendo “batizada” como “Jundiaí”; foi a única locomotiva desse tipo a receber essa pintura. Cerca de um ano depois, todas foram desativadas e três locomotivas (entre elas a 9016) foram recolhidas no pátio da Luz, na capital paulista e lá permaneceram por décadas. Todas as demais foram sucateadas.

A Regional Sul de Minas passou então a negociar com o DNIT, CPTM e MRS e após alguns meses de conversas, acertos burocráticos foi feita a inspeção e preparação da 9007 e da 9016 para que pudessem seguir viagem para Cruzeiro/SP. Hoje as locomotivas encontram-se no pátio das oficinas onde irão integrar o acervo do museu ferroviário que ali está sendo constituído.

 

Os comentários estão desativados.

 
%d blogueiros gostam disto: