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Arquivo mensal: junho 2013

Restauração do Depósito de Locomotivas de Passa Quatro

Em fevereiro demos inicio a mais uma etapa do projeto de restauração do complexo ferroviário de Passa Quatro com a construção de um novo telhado para o depósito de locomotivas de Passa Quatro.

Depósito de Passa Quatro (a esquerda) no seu aspecto original

Depósito de Passa Quatro (a esquerda) no seu aspecto original

O depósito foi inaugurado em 1900, tendo sido construído pela empresa Minas e Rio para servir de oficina às locomotivas que ficavam lotadas em Passa Quatro, especialmente aquelas que trabalhavam no lado mineiro da Serra da Mantiqueira, fazendo o trajeto Passa Quatro – Estação Coronel Fulgêncio, sendo que hoje este é o trajeto percorrido pelo Trem da Serra da Mantiqueira.

Nesta primeira etapa da reforma foi construído um novo telhado, pois o antigo já estava com diversos problemas, principalmente no madeiramento. A reforma visa também trazer o depósito para um estado mais próximo de sua construção original, sendo que os principais trabalhos planejados e em execução são:

  • Fabricação de novas janelas e batentes em madeira, seguindo o estilo original e substituição das atuais “barras” instaladas pela RFFSA.
  • Fabricação de um novo portão de metal, seguindo o desenho do portão existente no depósito de Baldeação em Cruzeiro-SP, que também foi construído pela ferrovia Minas e Rio.
  • Remoção de todo o revestimento feito pela RFFSA para retornar o depósito ao seu aspeto original de “tijolinhos”, sendo que ainda esta sendo analisado a viabilidade deste item.
  • Concretagem da área interna para melhorar o ambiente de trabalho no interior do depósito e re-estruturação da oficina.
  • Demarcação e criação de um caminho para visitação do depósito após concluída a reforma.

Além da reforma do depósito, os trabalhos de restauração do complexo ferroviário envolvem:

  • Reforma das áreas da estação sob responsabilidade da ABPF
  • Criação de um pequeno museu ferroviário na estação após reforma
  • Reforma e restauração da caixa d’agua para abastecimento de locomotivas
  • Modificações e melhorias na linha do pátio ferroviário para otimizar sua utilização
  • Reforma da casa da turma de via, utilizada hoje como alojamento pela turma de via permanente e equipagem do trem.

Um item importante a se destacar é que o depósito sofreu diversas modificações ao longo de sua existência, como, por exemplo, modificação dos portões para permitir a entrada de locomotivas maiores, substituição das janelas de madeira por barras de metal, expansão do depósito, etc.

Alguns itens são inviáveis para se restaurar como no projeto original, um exemplo são os portões, pois se voltarmos ao tamanho original, o material rodante hoje em uso pelo Trem da Serra da Mantiqueira não vai mais poder entrar no depósito, pois é muito maior que o material rodante utilizado nos primeiros anos da ferrovia Minas e Rio.

A seguir, algumas fotos do trabalho feito até o momento, que além do madeiramento novo do telhado, inclui a troca de todas as 12.000 telhas:

Aspecto do depósito no inicio dos trabalhos, observe o telhado já sendo removido

Aspecto do depósito no inicio dos trabalhos, observe o telhado já sendo removido

Detalhe da remoção do telhado antigo e da nova estrutura

Detalhe da remoção do telhado antigo e da nova estrutura

O depósito praticamente já todo destelhado

O depósito praticamente já todo destelhado, observe a pilha de telhas novas

Vista do outro lado do depósito, já com novas telhas sendo instaladas no lanternim

Vista do outro lado do depósito, já com novas telhas sendo instaladas no lanternim

Novo telhado completo

Novo telhado completo

Vista do outro lado do depósito com o novo telhado

Vista do outro lado do depósito com o novo telhado

 

Remoção do Revestimento Antigo

Como pode ser observado nas fotos anteriores, foi feita também a remoção do revestimento das paredes para se estudar a possibilidade de retornar o depósito a sua característica original, ou seja, sem revestimento de cimento, mas com tijolos a vista.

Até o momento este projeto não tem se mostrado totalmente viável, devido as dificuldades em se remover o revestimento sem danificar os tijolos, no momento estão sendo analisadas alternativas.

Remoção do reboco feito pela RFFSA para análise da situação dos "tijolinhos"

Remoção do reboco feito pela RFFSA para análise da situação dos “tijolinhos”

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