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GE 2-C+C-2 6381

Fabricante: General Electric Co., E.U.A. 

Ano de fabricação: 1946
Placa: 27778
Tipo: 2-C+C-2
Bitola: 1,60m
Transmissão: Elétrica
Rodagem:  2-C+C-2
Combustível: eletricidade
Procedência: Cia. Paulista de E.F. e FEPASA

Esta é uma locomotiva elétrica rodagem 2-C+C-2 construída pela General Electric Company nos Estados Unidos em 1946. A locomotiva 6381 faz parte de uma série de 22 unidades adquiridas originalmente pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro em quatro lotes: o primeiro em 1939, o segundo em 1945, o terceiro em 1946 e o último em 1947, sendo numeradas inicialmente como 370 a 391. Foram as locomotivas elétricas mais potentes fabricadas até então.

A primeira viagem da então 381 ocorreu no dia 17/02/1947; era utilizada assim como as demais em trens de passageiros e de carga na linha tronco da Paulista e logo se tronaram um símbolo da “moderna tração” e receberam o apelido de “V-8”. Elas eram então as locomotivas mais potentes e importantes da frota da CP, trabalhando intensivamente. Passaram praticamente toda a vida baseadas no depósito de Campinas. Com a chegada dos carros Pullman, nasceu o “Trem R”, que tracionado pelas “V-8” era sinônimo de excelência.

A partir de 1967, com a chegada das “Vandecas”, a intensidade de uso das “V-8” começou a reduzir. As “V-8” foram protagonistas dos recordes de velocidade nas ferrovias brasileiras, chegando a 150km/h.

Já na fase FEPASA, passaram a ser distribuídas entre os depósitos de Campinas, Bauru e Rincão. Com a redução da demanda de passageiros, passaram a ser utilizadas cada vez mais nos trens de carga.

Na década de 1980, o projeto “Trem Expresso” motivou o interesse em se atingir velocidades maiores, culminando em uma séries de estudos. As locomotivas “V-8” receberam modernizações, sendo equipadas com rolamentos em todos os rodeiros e com pantógrafos Faiveley, sendo que a 6381 recebeu essas melhorias nos truques em julho de 1980 e nos jogos de guia em dezembro de 1981 e, os novos pantógrafos em 1987.

Com a retificação do trecho entre Camaquã-nova e Itirapina, a 6386 atingiu a velocidade de 164km/h em 16 de maio de 1898, recorde de velocidade brasileiro sobre trilhos que não foi quebrado até os dias de hoje.

A início da década de 1990 marca a decadência das “V-8”; a grande redução dos trens de passageiros motivou a primeira paralização dessas locomotivas em 1995, iniciando o processo de extinção da tração elétrica nas linhas de bitola larga da FEPASA.

Em 1996, houve uma tentativa de recuperação do transporte de passageiros, onde 4 locomotivas foram reformadas para esse fim, recebendo inclusive o último padrão de pintura da FEPASA. Nessa época a concessão da malha ferroviária nacional à iniciativa privada estava cada vez mais próxima e, houve um grande corte no orçamento da ferrovia paulista, inviabilizando o projeto.

Em fins de 1996, apenas 12 locomotivas estavam em boas condições, as quais ainda foram utilizadas nos trens de passageiros que restavam e, conforme seu estado ia se degradando, iam sendo encostadas. Entre 1997 e 1998 chegaram a puxar alguns poucos trens de carga até que pararam de vez em janeiro de 1999. A 6381 foi oficialmente baixada em 01/01/1999.

As locomotivas começaram a ser levadas para o pátio de Triagem Paulista, onde se formou uma “fila da morte”, com as locomotivas pouco a pouco sendo saqueadas.

A CPTM resolveu pegar as 4 últimas locomotivas que foram reformadas, 6371, 6378, 6381 e 6383 com a intenção de utilizá-las no transporte metropolitano, trazendo-as para o pátio de Presidente Altino. Os planos não foram adiante e as quatro “V-8” ficaram ali estacionadas até meados do ano de 2003, quando a 6371 foi levada para o pátio das oficinas da Lapa e depois seguiu para o pátio da ABPF na Mooca.

As outras três locomotivas foram levadas para o depósito da Luz por volta de 2008, onde permaneceram até 2020.

A Regional Sul de Minas passou então a negociar com o DNIT, CPTM e MRS e após alguns meses de conversas, acertos burocráticos foi feita a inspeção e preparação da 6381 para que pudesse seguir viagem para Cruzeiro/SP. Hoje a locomotiva encontra-se no pátio das oficinas onde irá integrar o acervo do museu ferroviário que ali está sendo constituído.

 

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