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Locomotiva 327

Locomotiva 327 em São Lourenço

Locomotiva 327 em São Lourenço

Fabricante: Beyer Peacock & Co. 
Ano de fabricação: 1928
Placa: 6509
Tipo: Pacific (4-6-2)
Bitola: 1,00m (3′ 3 3/8″)
Expansão do vapor: Simples
Produção de vapor: Superaquecido
Combustível: lenha (madeira) ou carvão.
Procedência: Leopoldina Railway e EF Leopoldina.

A locomotiva 327 é uma Pacific Beyer Peacock (rodagem 4-6-2) construída em 1928 para a Leopoldina Railway. Foi adquirida num lote 28 locomotivas, providas de super aquecedores e força de tração a 85% de pressão de 8.355kg.

O lote foi composto por:

  • 10 locomotivas nº. 306 a 315, fabricadas em 1925
  • 10 locomotivas nº. 316 a 325, fabricadas em 1927
  • 08 locomotivas nº. 326 a 333, fabricadas em 1928.

As locomotivas nº. 301 a 305 já haviam sido adquiridas em 1914, fabricadas na Inglaterra pela Kitson & Co com as mesmas especificações técnicas; as de nº. 339 a 349 foram adquiridas em 1940 da própria Beyer, porém já com um projeto revisado, mais moderno.

A locomotiva 327 inicialmente foi trabalhar na baixada fluminense, tracionando trens expressos rápidos e noturno entre Barão de Mauá e Cachoeiro do Itapemirim-ES, Campos RJ e Vitória-ES.

Mais tarde foi transferida para rede mineira, tracionando trens expressos entre Petrópolis (Alto da Serra) RJ, Ponte Nova MG e Carangola MG. Também era usada para tracionar noturnos entre Petrópolis (Alto da Serra) RJ, Manhuaçu MG e Dom Silvério MG.

Com advento da tração diesel ela foi colocada em serviços secundários, indo por fim ficar estacionada em Porto Novo MG. Era acesa de vez em quando para fazer trens especiais ou para filmagens. Sendo que nesta mesma época foi padronizado o sistema de freios e engates em todas as ferrovias brasileiras e a 327 teve trocado o freio a vácuo pelo freio a ar comprimido (Westinghouse), sendo colocado compressor de ar e trocados os engates de pino e manilha por automáticos. Para troca dos engates foi necessário trocar o limpa trilhos de longo para curto.

Desenho técnico Locomotiva 327

Desenho técnico Locomotiva 327

A RFFSA a transferiu então para Ouro Preto MG por volta de 1986, onde ela fazia um trem de turismo entre esta e a cidade de Mariana. O trem durou pouco tempo e com o fim das operações a locomotiva e os carros de passageiros voltaram para Porto Novo. Em Ouro Preto também operavam a locomotiva 1424 e a locomotiva 1170, sendo esta ultima conveniada com a ABPF de Campinas e encontra-se em operação na VFCJ.

Uma nova tentativa de trem turístico foi realizada em Miguel Pereira RJ, descendo a serra até Conrado RJ, sendo que nesse local a 1424 ficou como locomotiva reserva da 327. Nessa mesma época ocorreu um defeito grave na 327, o tubo condutor de vapor do domo aos cilindros furou e a locomotiva ficou sem controle, andando para frente e para traz, até que um funcionário mais experiente conseguiu colocar a locomotiva em “ponto morto”. A locomotiva foi então recolhida a oficina de Porto Novo onde o tubo defeituoso foi trocado. Devido a um deslizamento de terra na serra o trem foi interrompido e as locomotivas foram transferidas para Três Rios, onde ficaram estacionadas.

Com a inauguração do contorno ferroviário da cidade de Curvelo MG em 1997, o presidente da RFFSA solicitou a ABPF que levasse até la uma composição com o melhor material rodante disponível, tendo sido colocado a disposição da ABPF toda a logística necessária para levar o material até o local. Foram levadas a locomotiva 1424, quatro carros de passageiros da regional de Campinas e um administração da Viação Férrea do Rio Grande do Sul. Após este evento, todas as locomotivas foram cedidas a ABPF, mas continuaram estacionadas em Três Rios RJ. Nesta ocasião Luiz Valle Fróes, diretor da regional do RJ, solicitou ao presidente da FCA (Ferrovia Centro Atlântico), que acabara de assumir toda a malha da Leopoldina e de bitola estreita da Central, que rebocasse todo o material até Visconde do Itaboraí, este lote incluía as locomotivas 327 e 1424, diversos carros de passageiros da ex Central e ex Leopoldina que estavam estacionados em Três Rios, além de um caboose em Porto Novo e um carro administração que estava em Campos. Em Visconde do Itaboraí RJ a locomotiva 1424 foi acesa e completou a viagem levando o material até Guapimirim. Em Guapimirm a regional do RJ havia alugado da Flumitrens um desvio e um galpão para acondicionar o material de forma adequada.

Apesar da volta enorme que o trajeto de transferência fazia, na época foi a forma mais barata e conveniente de transferir todo esse material.

Antes de transferir o material, foi feita uma inspeção em ambas locomotivas (327 e 1424). Devido aos vários problemas constados nos tubos da 327 a 1424 foi então eleita para rebocar o material no final da viagem.

Locomotiva 327 em Guapimirim antes de ser transferida para Cruzeiro

Locomotiva 327 em Guapimirim antes de ser transferida para Cruzeiro

Com a chegada do material a regional do RJ começou a operar um trem entre Guapimirim e Suruí ou Guapimirim e Visconde de Itaboraí, ambos via Magé. Este trecho pertencia extinta Flumitrens, que além de autorizar o uso da via cedia um inspetor de locomotivas para acompanhar a viagem.

Nessa época a composição chegou inclusive a ser usada em filmagens de novelas e do filme sobre o Barão de Mauá.

Com a verba arrecada com essas operações a regional do RJ pode então realizar reparos no compressor da 1424 e realizar a troca dos tubos da 327. Para a troca dos tubos da 327 foi contratado uma firma especializada que do lado da fornalha foram mandrilados e soldados e do lado da caixa de fumaça levaram uma luva de cobre e foram mandrilados.

Por fim, em virtude das autoridades estaduais e municipais que haviam prometido ajudar no sucesso do projeto não terem comparecido com o prometido, a regional do RJ resolveu suspender a continuidade do projeto e ofereceu o material para regionais de Campinas e Cruzeiro, o aluguel do galpão da Flumitrens foi interrompido e o material foi então transferido por carretas.

Trem da Serra

Locomotiva 327 na Estação Rufino de Almeida com o Trem da Serra

Locomotiva 327 na Estação Rufino de Almeida com o Trem da Serra

Este era o nome dado ao trem operado pela regional Sul de Minas (na época ainda conhecida como Regional de Cruzeiro). O trem funcionou na cidade de Cruzeiro de 1996 a 2001 e inicialmente operava de Cruzeiro a Rufino de Almeida, sendo que aos poucos foi esticando o trajeto até o grande túnel, no km 25 (hoje ponto final do Trem da Serra da Mantiqueira).

No ano 2000 com inicio das operações do Trem das Águas a locomotiva 332 foi transferida para São Lourenço e a locomotiva 2 assumiu o trem em caráter temporário, operando até a estação Rufino de Almeida (km 6) enquanto a 327 era restaurada.

A 327 logo entrou em operação e manteve o trem em operação regular até o meio da serra, no km 13, pois a linha tinha sido danificada no inicio de 2000 devido a fortes chuvas na região e não era mais possível chegar ao grande túnel.

Trem das Águas

Locomotivas 332 e 327 em Trem Especial

Locomotivas 332 e 327 em Trem Especial

Com o final das operações regulares de passageiros em Cruzeiro a 327 foi transferida para São Lourenço onde passou a revezar a operação do Trem das Águas com a locomotiva 332.

Nessa época também ocorreram alguns trens especiais e em uma ocasião com visita de aficionados dos Estados Unidos foi feito um trem especial com tração dupla com a 332 e a 327.

Com inicio das operações em Passa Quatro a 332 foi transferida e a 327 teve que cuidar sozinha do Trem das Águas até que em 2010 passou a contar com a ajuda da locomotiva 1424.

Atualmente a locomotiva 327 esta sendo reformada nas Oficinas de Cruzeiro e em breve deve entrar em serviço novamente.

Curiosidades

Em 2011 parte da equipe da regional sul de minas foi a passeio na Europa e aproveitou para visitar diversos museus e ferrovias preservadas para troca de experiências.

Um dos museus visitados foi o National Railway Museum em York, Inglaterra. O museu conta com dezenas de locomotivas a vapor preservadas e uma vasta biblioteca. Na biblioteca com auxilio dos prestativos funcionários do museu foi possível encontrar uma cópia dos registros da fábrica Beyer Peacok, onde foi localizado o registro da encomenda da locomotiva 327, que pode ser visto nas imagens abaixo:

Registro de encomenda da Locomotiva 327 - National Railway Museum

Registro de encomenda da Locomotiva 327 – National Railway Museum

Registro de encomenda da Locomotiva 327 - National Railway Museum

Registro de encomenda da Locomotiva 327 – National Railway Museum

Links

Colaboraram

  • Bruno Sanches
  • Felipe Sanches
  • Helio Gazetta
  • José Luiz Valle Fróes

Galeria de Fotos

 

28 Respostas para “Locomotiva 327

  1. almyr pereira de rezende

    13 de outubro de 2011 at 14:29

    essa locomotiva (327 da antiga leopoldina) andou algum tempo em governador portela e miguel pereira, juntamente com a 1424 e a 1170, da efcb ,todas atualmente com abpf.
    elas foram transferidas de lá, juntamente com 06 carros que estão em são lourenço.
    sorte, porque, não havia ninguém interessado em recupera-los, principalmete a prefeitura, que se ficassem por lá por mais tempo, teriam colocado fogos em tudo.
    finalizando, afirmo que estão em boas mãos
    .

     
  2. bcsanches

    13 de outubro de 2011 at 15:32

    O maior problema no RJ foi falta de apoio, ocorreram muitas promessas, mas nada foi cumprido.

     
  3. almyr pereira de rezende

    16 de dezembro de 2011 at 21:38

    ESTIVE SÃO LOURENÇO E FIQUEI SATISFEITO EM VER AS LOCOS 1424 E A 327 E OS CARROS DE PASSAGEIROS EM EXC.ELENTE ESTADO.
    COMO HAVIA DITO NO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR, SE ESTIVESSEM FICADO EM MIGUEL PEREIRA JOGADOS EM UM DESVIO, HOJE, SERIAM SOMENTE SAUDADES.
    ALMYR/BRASÍLIA DF 16 DE DEZEMBRO 2011

     
    • bcsanches

      16 de dezembro de 2011 at 21:43

      Obrigado Almyr, ficamos felizes em saber que gostou da visita!

       
  4. João Emílio de Assis Reis

    12 de julho de 2012 at 5:31

    Sou de Manhuaçu e hoje moro no sul de Minas. Quando estive em São Lourenço para conhecer o Trem das águas, não vi a 327 lá. Passeei na 1424, e infelizmente sequer sabia que a 327 estava por lá.
    Pelo que contam dessa locomotiva em Manhuaçu, mesmo quando foram colocando as locomotivas a Diesel, volta e meia ela tracionava o comboio até Manhuaçu no período do inverno, pois as locomotivas a Diesel costumavam não dar partida. Assim a 327 (entre outras) costumava levar o comboio até Manhuaçu ou seguindo, sentido Rio, até que encontrasse outra locomotiva pra fazer uma “chupeta elétrica”.

     
    • bcsanches

      12 de julho de 2012 at 10:00

      Interessante a história João, obrigado por compartilhar.

      A 327 em São Lourenço fica dentro das oficinas, as vezes dependendo da disposição dos carros ela fica meio escondida.

       
  5. João Emilio de Assis Reis.

    23 de agosto de 2012 at 17:03

    Sanches, conheço muitas histórias dessa locomotiva. A Zona da Mata mineira se fez pelos trilhos da Leopoldina. Na verdade, Belo Horizonte só se tornou capital para a região de Manhuaçu, Muriaé e Leopoldina, depois que o último carro de passageiros da Leopoldina deixou de trafegar. Estou escrevendo um livro sobre isso.

    Na verdade, comecei a procurar locomotivas da Leopoldina para fotos ilustrativas do livro. Estou concluindo um livro sobre a importância da Estrada de Ferro Leopoldina para a Zona da Mata Mineira, e, como perfeccionista que sou, queria a foto de uma locomotiva em funcionamento, que realmente tenha percorrido os trilhos da Leopoldina. Tenho que conseguir fotografar a 327 em São Lourenço num dia em que estiver de fora.

    Alguém tem notícia de outra das Vaporeiras da Leopoldina em funcionamento? Se alguém souber onde e puder me informar, agradeço.

     
    • bcsanches

      23 de agosto de 2012 at 20:57

      Olá João,

      em funcionamento não conheço. Em Cruzeiro temos mais duas na fila da reforma. Se tudo correr bem ano que vem uma deve entrar em operação.

       
  6. Victor Manoel

    25 de agosto de 2012 at 23:47

    É uma pena que à 327 deixou Miguel Pereira RJ, saúdades que eu sinto, e mais ainda os meus dois filho não tiveram a oportunidade de conheçer e passear nesta composição. A verdade é que o valor do passeio era o olho da cara como sempre no nosso pais tudo é caro….e tudo se acaba assim……….e entra Governo e sai Governo todos elês são a mesma coisa deixa tudo se extragar……
    Victor – Pavuna – Rio de Janeiro.

     
    • bcsanches

      26 de agosto de 2012 at 19:27

      Bom, eles ainda podem conhecer exatamente a mesma composição, que hoje opera em São Lourenço.

       
    • bcsanches

      7 de setembro de 2013 at 19:48

      Que bacana José, obrigado pela visita e pelo comentário!

       
  7. José Lúcio de Faria

    7 de setembro de 2013 at 11:01

    Meu pai e alguns de meus irmãos eram ferroviários da extinta E.F.LR- estrada de ferro Leopoldina, e fico feliz em saber que existe pessoas interessadas em manter viva essa chama das locomotivas á vapor.
    Abraço .
    José Lucio Faria

     
  8. Mauricio Lannes

    20 de outubro de 2013 at 3:30

    Sou de Porciúncula noroeste fluminense, quando garoto viajei na trem Noturno da Leopoldina, que sai de Manhuaçu e ia até Barão de Mauá, e que por coincidência uma das viagens foi tracionada pela 327.Havia também a 320, 321, 322, 324 e 325.Sei porque meus pais moravam as margens onde passava a ferrovia.

     
    • bcsanches

      21 de outubro de 2013 at 8:52

      Muito bacana Mauricio! A 327 esta sendo reformada no momento e em breve vai voltar a circular.

       
  9. Mauricio Lannes

    21 de outubro de 2013 at 23:37

    Caro bcsanches, se tiver oportunidade de vir para estes lados, venha conhecer a nossa antiga estação de trens, esta reformadinha e nela funciona o centro cultural de Porciúncula, vais ver fotos raríssimas de diversas locomotivas antigas e conhecer ferroviários que ainda moram aqui, que são arquivos vivos da estrada de ferro leopoldina. Porciúncula é única cidade do estado do rio entre Alem Paraíba e Manhuaçu, na qual o trem mineiro passava, além de ser entrocamento para a linha campista.
    Grande abraço.

     
    • bcsanches

      22 de outubro de 2013 at 9:45

      Obrigado Mauricio! Quando tiver oportunidade vou sim!

       
  10. Welington Loureiro Filho

    20 de fevereiro de 2014 at 11:22

    Meu avô ANTONIO LOUREIRO FILHO (FILINHO LOUREIRO) que era maquinista da antiga Estrada de Ferro Leopoldina foi maquinista desta locomotiva nas décadas de 40, 50 e princípio da década de 60 onde aposentou-se. Em breve irei a São Lourenço com meu pai e meus filhos ver se consigo tirar uma foto nesta locomotiva para guardar de lembrança as 3 gerações seguintes do meu avô.

     
    • bcsanches

      20 de fevereiro de 2014 at 16:05

      Olá Wellington, muito obrigado pelo comentário e pela visita!

      Só uma aviso: no momento a locomotiva 327 se encontra toda desmontada, partes em São Lourenço, partes em Cruzeiro. Planejamos finalizar o trabalho ainda este ano, mas no momento não temos data prevista para a conclusão.

      Obrigado

       
  11. carlosdiascampos

    17 de julho de 2014 at 19:43

    Sou do Rio de Janeiro, meu pai de Carangola-MG, viajei , algumas vezes no noturno que saia de Barão-de-Mauá para Carangola, ficávamos em Tombos, que possuia linda estação, lembro-me de ter viajado em trem com leito(cama),viajei muito no ramal de Barão-de-Mauá até Casimiro de Abreu-RJ , para Macaé, até de trem húngaro, com ar-condicionado, vagão metálico, um luxo, creio com o nome Cacique, ramal Rio-Campos, bem cheguei,menino a subir a Serra de Petropolis ,no trem de cremalheira, tudo com meu pai, um fascinado por trem a vapor. Continuo amando trens antigos, locomotivas à vapor. Saudações.

     
    • bcsanches

      18 de julho de 2014 at 11:55

      Opa! OBrigado!

       
    • Stefano

      4 de junho de 2015 at 11:54

      Eu sou de Carangola também. Morei pouco tempo lá, mas, parte da infância morei próximo de uma ferrovia, numa cidade no interior de Minas. Curto muito o transporte ferroviário, é uma pena que no Brasil isso praticamente só existe em alguns livros e filmes.
      Abç.

       
  12. duque

    9 de julho de 2015 at 21:49

    Gostaria que as autoridades deste país dessem mais atenção aos trens de passageiros interestaduais e preservassem e respeitassem a memória das ferrovias.

     
    • bcsanches

      10 de julho de 2015 at 9:14

      A população é que tem que fazer, se fomos esperar as autoridades…

       
  13. Mauricio Lannes

    27 de agosto de 2016 at 1:02

    Alguém sabe do paradeiro das articuladas da Leopoldina(Garrett), também conhecida como ramona, se não falha a memória n.393 ou 394.

     
    • bcsanches

      27 de agosto de 2016 at 19:59

      As garrats da Leopoldina foram todas cortadas. Se não me falha a memória, as Ramonas não eram as articuladas, mas locomotivas tanque.

       

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