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TRANSPORTE E TESTE DA LOCOMOTIVA 327: A NOVA LOCOMOTIVA DO TREM DA SERRA DA MANTIQUEIRA JÁ ESTÁ EM PLENO SERVIÇO

Na última semana a locomotiva 327 foi preparada, embarcada, transportada para Passa Quatro. Foi testada pela primeira vez naquele trecho rebocando a locomotiva 332 com pleno sucesso e já assumiu os trabalhos a frente do Trem da Serra da Mantiqueira.

A 327 foi inteiramente reformada nas oficinas de Cruzeiro, processo esse que levou aproximadamente 6 anos, com atenção total a todos os componentes e detalhes, deixando-a em condições muito próximas as de 0 km.

A 327 finalizada em Cruzeiro, aguardando o embarque

Aspecto do interior da cabine concluído

A 327 sendo embarcada na carreta que a transportou para Passa Quatro

Já embarcada e devidamente amarrada à carreta

O tênder seguiu separado, na carroceria do caminhão

Saída de Cruzeiro, bem cedinho, na madrugada ainda

Chegada em Passa Quatro, já no pátio da estação

Chegada em Passa Quatro, já no pátio da estação

O caminhão com o Tênder também já no pátio da estação de Passa Quatro

No último dia 27 foram realizados os testes com a locomotiva 327 no trecho em Passa Quatro – MG, onde todo o trajeto foi feito com a 327 rebocando a 332 com pleno sucesso. No final de semana dos dias 28 e 29 todas as viagens foram feitas pela 327.

Acendimento da 327 de manhã cedo para os testes

Já acesa, na linha 1 do pátio da estação

Já acesa, na linha 1 do pátio da estação

Lado a lado com a 332, locomotiva a qual ela vai substituir

O trem de testes na estação de Coronel Fulgêncio; a 332 foi rebocada para criar lastro afim de se testar a capacidade da 327

Breve parada no trecho para se verificar a locomotiva

O trem já na estação de Coronel Fulgêncio; teste coroado com pleno êxito

Com a entrada em serviço da 327 é o fim de uma era; a 332 estava a frente do Trem da Serra da Mantiqueira desde a inauguração, em 2004 e em breve ela voltará para São Lourenço para substituir a 1424 temporariamente, que entrará em manutenção.

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Publicado por em 31 de julho de 2018 em Uncategorized

 

RESGATE DA LOCOMOTIVA GE C30-7A Nº 7202

A ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Regional Sul de Minas hoje dá mais um importante passo adiante na preservação da memória ferroviária nacional. Avançando na linha do tempo, nossa atenção está cada vez mais voltada ao material rodante mais “novo” e significativo historicamente. A ABPF já vem nos últimos anos resgatando locomotivas diesel-elétricas, diesel-hidráulicas, diesel-mecânicas, carros de aço carbono e inox dentre outros itens e agora adquire uma locomotiva diesel-elétrica de grande porte de geração mais recente do que as anteriores: trata-se da locomotiva GE modelo C30-7A nº 7202 ex. Cutrale-Quintella.

A 7202 bem cedo, sendo preparada para o translado de Rio Claro para as oficinas de Araraquara

A locomotiva foi adquirida da empresa de reciclagem que a adquiriu juntamente com as seis demais afim de se evitar que a mesma tivesse o mesmo destino das outras: o desmanche para reaproveitamento dos materiais.

A ABPF e a Rumo firmaram uma grande parceria e hoje, dia 16/07, a locomotiva segue para as oficinas da Rumo em Araraquara, onde será recuperada e colocada em ordem de marcha. Projetos estão sendo elaborados em parceria para posterior utilização da mesma. A Rumo tem sido uma grande parceira da ABPF na causa da preservação ferroviária; tem demosntrado grande sensibilidade e interesse no resgate da memória ferroviária do país e vem sendo um valoroso parceiro.

A ABPF agradece à Rumo e a todos os seus colaboradores, em especial ao seu presidente, Dr. Júlio Fontana e a sra. Carmen, que tem sido preponderantes em grandes realizações no tocante à ações voltadas ao resgate da memória das ferrovias brasileiras.

Breve histórico

A GE C30-7A nada mais é do que uma variante da antiga C30-7 com algumas atualizações. Externamente é similar ao modelo antigo, tendo como diferença mais significativa o arranjo das portas de acesso ao longo do corpo longo da locomotiva; são seis portas altas de cada lado (ao invés de oito como nas C30-7). A principal diferença entre o modelo atualizado e o antigo é a motorização: o antigo motor diesel FDL de 16 cilindros foi substituído por um de 12 capaz de produzir os mesmos 3.000 cavalos de com um cosnumo menor de combustível.

Foto da 7202 recém completada em dezembro de 1990 – foto de divulgação publicada na Revista Ferroviária de dezembro de 1990 – Acervo de Flávio Cavalcanti – Centro-Oeste Brasil

A 7202 no pátio de manobras da Fepasa em Jundiaí, em 1996. Fotos: Fernando Picarelli Martins

A 7202 no pátio de manobras da Fepasa em Jundiaí, em 1996. Fotos: Fernando Picarelli Martins

A ferrovia norte-americana Conrail foi a primeira e única daquele país a adiqurir as C30-7A, sendo 50 unidades fabricadas entre maio e junho de 1984 e entregues no mesmo ano, não havendo encomendas posteriores.

Das 50 unidades da Conrail, em 2001 doze foram adquiridas pela Chicago Freight Car Leasing Australia em 2001 que utilizou seus componentes de tração na reconstrução de 442 locomotivas da classe GL, que vieram a entrar em operação na Austrália a partir de 2003.

Somente em 1990 a Cutrale-Quintella veio a realizar um segundo pedido de locomotivas desse modelo, sendo essa a última compra de locomotivas C30-7A no mundo. Foram sete unidades ao todo, numeradas de 7201 a 7207 destinadas a tracionar tracionar trens de soja e laranja (farelo cítrico) para exportação, no trecho da estação Boa Vista (Campinas) à estação Perequê (baixada santista), com cerca de 250 km de extensão, sendo entregues para operação no dia 10 de janeiro de 1991. Eram operadas e mantidas pela FEPASA e quando do processo de desetatização da malha ferroviária, passaram a ser operadas e mantidas pela Ferroban, que se tornou Brasil Ferrovias, posteriormente incorporada pela ALL e finalmente Rumo.

Foram retiradas de operação em 2017, sendo devolvidas ao proprietário (Cutrale-Quintella) que veio a vendê-las, sendo todas as unidades adquiridas por uma empresa de reciclagem que chegou a desmontar seis das sete locomotivas, restando apenas a nº7202.

A 7202 no dia da primeira visita da equipe da ABPF – Regional Sul de Minas

Após algum tempo, a 7202 foi oferecida para a ABPF pelo proprietário, onde o mesmo manifestou-se que caso não houvesse interesse da associação em adquirí-la, a mesma teria o mesmo destino das demais: desmanche para reaproveitamento dos materiais. Uma visita foi então agendada para se avaliar o estado atual da locomotiva e a partir daí iniciaram-se as negociações, onde os detalhes e valores foram acordados e a locomotiva então adquirida da empresa de reciclagem pela ABPF, evitando-se assim que a mesma tivesse o mesmo destino das demais.

A 7202 sendo rebocada até o entroncamento onde seria anexada ao trem que a levará para as oficinas de Araraquara

Manobras ao entardecer, já aguardando o trem que chegaria para anexá-la para seguir viagem até Araraquara

Aspecto da 7202 aguardando as manobras para anexação ao trem que ainda não havia chego

Aspecto da 7202 aguardando as manobras para anexação ao trem que ainda não havia chego

 

Já era noite quando o trem chegou e as manobras aconteceram

Já era noite quando o trem chegou e as manobras aconteceram

O trem pronto, aguardando a licença para partir com a 7202 anexada

Mais uma foto da 7202 como estava em Rio Claro quando foi vista pela primeira vez. Esse foi o primeiro passo dado em direção às negociações que propiciaram a garantia de salvaguarda da mesma

 
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Publicado por em 16 de julho de 2018 em Uncategorized

 

Pintura da locomotiva 327

Abordaremos sucintamente aqui o procedimento de pintura dos filetes e letreiros realizado na locomotiva nº 327 da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, trabalho esse executado entre os dias 21/05/2018 e 24/05/2018 nas oficinas de Cruzeiro.

Salientamos que um dos principais viés da ABPF como instituição preservacionista é a manutenção e resgate das características originais do material histórico pertencente ao seu acervo.

Dentro dos procedimentos que a ABPF já tem implementado à algum tempo, um minucioso trabalho de pesquisa, catalogação e registro de todos os elementos gráficos aplicados no material rodante que compõem seu acervo vem sendo realizado. O material que ainda apresenta esses elementos semi-preservados, está sendo catalogado, com o registro de todos os elementos, com a coleta de todas as dimensões, desenhos e fotografias, além dos tons de tinta utilizados, para que posteriormente, após a conclusão dos trabalhos de recuperação do veículo, sejam reaplicados da forma original.

Para a 327 houve todo o cuidado de se pesquisar, através de documentos e fotografias antigas a tipologia das letras e dos números bem como suas dimensões através de cálculo de escala na fotografia baseado nas medidas reais de cada veículo além das dimensões (espessura, raios de curva e espaçamento) dos filetes, feitos com as medidas das especificações da Leopoldina; as cores foram determinadas com base em dezenas de fotografias antigas, para que se chegasse em tonalidades o mais próximas possível das antigas.

Preparação das máscaras “Leopoldina” para pintura no tênder

Preparação da máscara para pintura do “327” no para-choque da locomotiva

Houve o mesmo cuidado na preparação das medidas dos filetes da cabine, tênder, domo e areeiro

Toda essa pesquisa e o trabalho para o desenvolvimento dos elementos gráficos o mais próximos possível dos originais levou meses até que se obteve o resultado mais fidedigno possível, visando a fidelidade e a preservação do material ferroviário histórico.

A locomotiva 327 pronta para receber a pintura dos letreiros e filetes

Início da marcação dos filetes da cabine

Conferindo as medidas da espessura do filete

Filetes já marcados na cabine para pintura

Os filetes já pintados nas cores do último padrão de pintura para locomotivas a vapor da leopoldina

A placa com a numeração da locomotiva já instalada; houve também o cuidado de se pintar os números e as letras com as cores corretas

Início da marcação dos filetes do tênder

Filetes do tênder já marcados para pintura

Isolamento da lateral da cabine e do tênder para a pintura dos filetes: foi utilizada pistola de pintura para um melhor acabamento

Aplicação da máscara com o “Leopoldina” no tênder

Início da pintura do “Leopoldina” no tênder

O filete amarelo foi pintado na mesma etapa da inscrição “Leopoldina”

Pintura do tênder concluída

Início da marcação dos filetes no domo de vapor

Marcação dos filetes no areeiro

Máscara aplicada e isolamento feito para a pintura do número no para-choque da locomotiva

O número já pintado no para-choque da locomotiva

A 327 já com a pintura concluída

Outra vista da 327 já com a pintura concluída

A execução da pintura desses elementos levou quatro dias inteiros com dedicação de uma equipe que em alguns momentos chegou a contar com até quatro colaboradores nas oficinas de Cruzeiro e mostra um pouco a dimensão do trabalho necessário para a integral recuperação de uma locomotiva; foram quatro dias apenas para a aplicação dos elementos, isso feito após um extenso trabalho de pintura de toda a locomotiva que já foi realizado após um extenso trabalho de funilaria e acabamento que por sua vez foi realizado após um extenso trabalho de reconstrução completa da locomotiva, que levou cerca de 6 anos para ser concluído, deixando a locomotiva em condições de nova, 100% apta ao trabalho com plenas condições de segurança e confiabilidade.

 
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Publicado por em 30 de maio de 2018 em Uncategorized

 

Relatório Anual da Regional Sul de Minas

No final do mês de dezembro elaboramos o primeiro relatório anual da Regional Sul de Minas, diagramado na forma de jornal, recebendo o título de “RSM – Informativo”. Nele expusemos as principais ações da Regional Sul de Minas ao longo do ano de 2017 com um pouco mais de detalhes e informações.

O informativo completo encontra-se disponível clicando na imagem abaixo:

 
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Publicado por em 5 de fevereiro de 2018 em Uncategorized

 

Auto de linha é resgatado pela Sul de Minas

No último dia 29 de janeiro, recebemos o auto de linha de bitola larga cedido pelo DNIT. Após toda a burocracia estar resolvida, o auto foi liberado e pudemos buscá-lo em Cachoeira Paulista. O auto já está no pátio de Cruzeiro onde futuramente será reformado e receberá a transmissão, a qual ele não possui.

Agradecemos mais uma vez ao DNIT por acreditar em nosso trabalho e em especial a MRS Logística, que auxiliou na liberação e no acesso ao local para a retirada.

O auto-de-linha no local onde foi resgatado em Cachoeira Paulista

O auto já carregado e pronto para seguir viagem até Cruzeiro

Já descarregado no pátio de Cruzeiro

 
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Publicado por em 5 de fevereiro de 2018 em Uncategorized

 

Testes com a Locomotiva 327

Testes com a Locomotiva 327

No dia 15/08/2017 foi um dia especial, pois pela primeira vez em anos após entrar em reforma a locomotiva 327 andou novamente, abaixo alguns vídeos gravados na oficina de Cruzeiro durante os testes:

Andando pela linha de testes:

A previsão é que ainda este ano a Locomotiva 327 seja transferida para Passa Quatro, para substituir a locomotiva 332, que será então transferida para São Lourenço para substituir temporariamente a locomotiva 1424.

 

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Manutenção no pátio de Cel. Fulgêncio

Nas últimas semanas a Regional Sul de Minas realizou trabalho de manutenção no pátio da estação de Coronel Fulgêncio. Foi realizada a troca de dormentes, correção da geometria das vias além de compactação do lastro. Foi realizado também uma intervenção na área do pátio para melhoria da drenagem das águas pluviais, com abertura de uma nova valeta para escoamento das águas.

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Esse trabalho está alinhado com o plano de manutenção e melhoria da superestrutura da ferrovia implantado pela ABPF Sul de Minas, onde visa-se resgatar o padrão de qualidade que não se via desde os tempos de RSM/RMV. O foco principal é a plena segurança nas operações bem como o atendimento às normas reguladoras existentes. Todo o trecho ferroviário vem recebendo atenção, com renovação do lastro, descontaminação do existente e aplicação de novo para complementação, troca de dormentes e correções na geometria da via. O trabalho de manutenção de via permanente é constante; a Regional conta com uma equipe especializada contratada, a qual trabalha diariamente no serviço de manutenção. Aqui no site mostramos apenas alguns exemplos dos diversos trabalhos que são realizados.

 
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Publicado por em 23 de janeiro de 2017 em Uncategorized