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Pintura da locomotiva 327

Abordaremos sucintamente aqui o procedimento de pintura dos filetes e letreiros realizado na locomotiva nº 327 da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, trabalho esse executado entre os dias 21/05/2018 e 24/05/2018 nas oficinas de Cruzeiro.

Salientamos que um dos principais viés da ABPF como instituição preservacionista é a manutenção e resgate das características originais do material histórico pertencente ao seu acervo.

Dentro dos procedimentos que a ABPF já tem implementado à algum tempo, um minucioso trabalho de pesquisa, catalogação e registro de todos os elementos gráficos aplicados no material rodante que compõem seu acervo vem sendo realizado. O material que ainda apresenta esses elementos semi-preservados, está sendo catalogado, com o registro de todos os elementos, com a coleta de todas as dimensões, desenhos e fotografias, além dos tons de tinta utilizados, para que posteriormente, após a conclusão dos trabalhos de recuperação do veículo, sejam reaplicados da forma original.

Para a 327 houve todo o cuidado de se pesquisar, através de documentos e fotografias antigas a tipologia das letras e dos números bem como suas dimensões através de cálculo de escala na fotografia baseado nas medidas reais de cada veículo além das dimensões (espessura, raios de curva e espaçamento) dos filetes, feitos com as medidas das especificações da Leopoldina; as cores foram determinadas com base em dezenas de fotografias antigas, para que se chegasse em tonalidades o mais próximas possível das antigas.

Preparação das máscaras “Leopoldina” para pintura no tênder

Preparação da máscara para pintura do “327” no para-choque da locomotiva

Houve o mesmo cuidado na preparação das medidas dos filetes da cabine, tênder, domo e areeiro

Toda essa pesquisa e o trabalho para o desenvolvimento dos elementos gráficos o mais próximos possível dos originais levou meses até que se obteve o resultado mais fidedigno possível, visando a fidelidade e a preservação do material ferroviário histórico.

A locomotiva 327 pronta para receber a pintura dos letreiros e filetes

Início da marcação dos filetes da cabine

Conferindo as medidas da espessura do filete

Filetes já marcados na cabine para pintura

Os filetes já pintados nas cores do último padrão de pintura para locomotivas a vapor da leopoldina

A placa com a numeração da locomotiva já instalada; houve também o cuidado de se pintar os números e as letras com as cores corretas

Início da marcação dos filetes do tênder

Filetes do tênder já marcados para pintura

Isolamento da lateral da cabine e do tênder para a pintura dos filetes: foi utilizada pistola de pintura para um melhor acabamento

Aplicação da máscara com o “Leopoldina” no tênder

Início da pintura do “Leopoldina” no tênder

O filete amarelo foi pintado na mesma etapa da inscrição “Leopoldina”

Pintura do tênder concluída

Início da marcação dos filetes no domo de vapor

Marcação dos filetes no areeiro

Máscara aplicada e isolamento feito para a pintura do número no para-choque da locomotiva

O número já pintado no para-choque da locomotiva

A 327 já com a pintura concluída

Outra vista da 327 já com a pintura concluída

A execução da pintura desses elementos levou quatro dias inteiros com dedicação de uma equipe que em alguns momentos chegou a contar com até quatro colaboradores nas oficinas de Cruzeiro e mostra um pouco a dimensão do trabalho necessário para a integral recuperação de uma locomotiva; foram quatro dias apenas para a aplicação dos elementos, isso feito após um extenso trabalho de pintura de toda a locomotiva que já foi realizado após um extenso trabalho de funilaria e acabamento que por sua vez foi realizado após um extenso trabalho de reconstrução completa da locomotiva, que levou cerca de 6 anos para ser concluído, deixando a locomotiva em condições de nova, 100% apta ao trabalho com plenas condições de segurança e confiabilidade.

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Publicado por em 30 de maio de 2018 em Uncategorized

 

Relatório Anual da Regional Sul de Minas

No final do mês de dezembro elaboramos o primeiro relatório anual da Regional Sul de Minas, diagramado na forma de jornal, recebendo o título de “RSM – Informativo”. Nele expusemos as principais ações da Regional Sul de Minas ao longo do ano de 2017 com um pouco mais de detalhes e informações.

O informativo completo encontra-se disponível clicando na imagem abaixo:

 
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Publicado por em 5 de fevereiro de 2018 em Uncategorized

 

Auto de linha é resgatado pela Sul de Minas

No último dia 29 de janeiro, recebemos o auto de linha de bitola larga cedido pelo DNIT. Após toda a burocracia estar resolvida, o auto foi liberado e pudemos buscá-lo em Cachoeira Paulista. O auto já está no pátio de Cruzeiro onde futuramente será reformado e receberá a transmissão, a qual ele não possui.

Agradecemos mais uma vez ao DNIT por acreditar em nosso trabalho e em especial a MRS Logística, que auxiliou na liberação e no acesso ao local para a retirada.

O auto-de-linha no local onde foi resgatado em Cachoeira Paulista

O auto já carregado e pronto para seguir viagem até Cruzeiro

Já descarregado no pátio de Cruzeiro

 
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Publicado por em 5 de fevereiro de 2018 em Uncategorized

 

Testes com a Locomotiva 327

Testes com a Locomotiva 327

No dia 15/08/2017 foi um dia especial, pois pela primeira vez em anos após entrar em reforma a locomotiva 327 andou novamente, abaixo alguns vídeos gravados na oficina de Cruzeiro durante os testes:

Andando pela linha de testes:

A previsão é que ainda este ano a Locomotiva 327 seja transferida para Passa Quatro, para substituir a locomotiva 332, que será então transferida para São Lourenço para substituir temporariamente a locomotiva 1424.

 

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Manutenção no pátio de Cel. Fulgêncio

Nas últimas semanas a Regional Sul de Minas realizou trabalho de manutenção no pátio da estação de Coronel Fulgêncio. Foi realizada a troca de dormentes, correção da geometria das vias além de compactação do lastro. Foi realizado também uma intervenção na área do pátio para melhoria da drenagem das águas pluviais, com abertura de uma nova valeta para escoamento das águas.

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Esse trabalho está alinhado com o plano de manutenção e melhoria da superestrutura da ferrovia implantado pela ABPF Sul de Minas, onde visa-se resgatar o padrão de qualidade que não se via desde os tempos de RSM/RMV. O foco principal é a plena segurança nas operações bem como o atendimento às normas reguladoras existentes. Todo o trecho ferroviário vem recebendo atenção, com renovação do lastro, descontaminação do existente e aplicação de novo para complementação, troca de dormentes e correções na geometria da via. O trabalho de manutenção de via permanente é constante; a Regional conta com uma equipe especializada contratada, a qual trabalha diariamente no serviço de manutenção. Aqui no site mostramos apenas alguns exemplos dos diversos trabalhos que são realizados.

 
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Publicado por em 23 de janeiro de 2017 em Uncategorized

 

RECUPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MATERIAL HISTÓRICO DA ABPF

Abordaremos brevemente um dos principais viés da ABPF como instituição preservacionista que é: a manutenção e resgate de características originais do material histórico pertencente ao seu acervo.

Além de todo o trabalho já amplamente divulgado e conhecido nessa área, com a recuperação de locomotivas a vapor, diesel, vagões, carros de passageiros, estações e etc., existem detalhes que muitas vezes passam desapercebidos pela maioria das pessoas e são de alguns desses detalhes, não menos importantes do que todo o restante do trabalho desenvolvido que falaremos agora: a recuperação dos antigos padrões de pintura e da tipologia dos letreiros, marcações e símbolos aplicados pelas estradas de ferro em seus respectivos materiais rodante.

A ABPF vem desenvolvendo um minucioso trabalho de pesquisa, catalogação e registro de todos os elementos gráficos aplicados no material rodante que compõem seu acervo. O material que ainda apresenta esses elementos semi preservados, está sendo catalogado, com o registro de todos os elementos, com a coleta de todas as dimensões, desenho e fotografias, além dos tons de tinta utilizados, para que posteriormente, após a conclusão dos trabalhos de recuperação do veículo, sejam reaplicados da forma original.

Para os casos onde não mais existem esses elementos (principalmente em se tratando das pinturas originais das ferrovias, que depois foram incorporadas à RFFSA e/ou FEPASA que aplicaram suas respectivas pinturas padrão), tem sido desenvolvido amplo trabalho de pesquisa, através de documentos e fotografias antigas que nos permitem entender e recuperar a tipologia das letras, números, símbolos, etc. bem como suas dimensões através de cálculo de escala na fotografia baseado nas medidas reais de cada veículo. Em alguns raros casos, encontra-se as folhas normativas originais das ferrovias com as especificações dos letreiros e cores de pintura, mas são casos bem raros.

A pesquisa e o trabalho para o desenvolvimento dos elementos gráficos o mais próximos possível dos originais leva dias e até meses até que se obtenha o resultado mais fidedigno possível, o qual a cada dia aperfeiçoa-se mais visando a fidelidade e a preservação do material ferroviário histórico.

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  • Processo de registro/catalogação dos elementos ainda existentes em veículountitled-1
  • Processo de criação das máscaras dos elementos, baseado nas medidas encontradas e fotografias dos mesmosimg_20161214_170755138
  • Aplicação de máscara para pintura em carro de passageirosimg_20161215_121249594
  • O carro já com o trabalho de pintura concluídoimg_20161215_100357714
  • Detalhe da marcação de primeira classe, feita com o estilo da épocaimg_20161215_131135075_hdr
  • Mascara aplicada em carro de aço carbono, pronto para receber a pinturaimg_20161216_081951337_hdr
  • Carro de aço carbono com pintura concluída; foram aplicados também os elementos de identificação de classe e de matrícula do veículo
 
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Publicado por em 26 de dezembro de 2016 em Uncategorized

 

Regional recebe mais uma locomotiva Locomotiva GE 45Ton

A Regional Sul de Minas recebeu esse mês mais uma locomotiva Ge 45ton; dessa vez, a mesma foi cedida a nós pela CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo) em uma parceria, que além dela, inclui a atualização do contrato de cessão da locomotiva Manuela (que hoje se encontra em São Lourenço). Em troca a ABPF vai fazer a restauração cosmética da locomotiva Lavoura, uma pequena locomotiva a vapor, 0-4-0, “irmã” da Manuela, além de construir uma pequena gare para o abrigo da Lavoura no pátio do museu da CODESP em Santos. Após visitas para verificação da locomotiva e tratativas burocráticas a locomotiva foi desmontada e transportada por carreta até o pátio de Cruzeiro onde já se encontra nos trilhos e junto com as outras duas locomotivas de mesmo modelo adquiridas pela regional no final de 2015.

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A locomotiva ainda em operação no porto de Angra dos Reis em outubro de 1991; foto gentilmente cedida pelo Eliezer Magliano

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Quando chegamos para verificar a locomotiva em julho de 2014 ela estava assim: fechada dentro de um cercado metálico para proteção; os operários iniciaram então a remoção do mesmo para a locomotiva pudesse ser inspecionada

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Após a remoção do cercado, pudemos ver a locomotiva

A operação de retirada da locomotiva durou no total 3 dias, iniciou-se no dia 10 de Maio quando o pessoal da ABPF foi ao local preparar a locomotiva para o içamento, no dia seguinte foi feito o carregamento da locomotiva na carreta e finalmente no terceiro dia, a locomotiva foi entregue em Cruzeiro.

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Equipe da ABPF preparando a locomotiva para o içamento sem os truques

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Içamento da locomotiva com dois guindastes para remoção dos truques

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Após içada e estabilizada, iniciou-se o reboque dos truques para fora

Para a operação de transporte foi necessário o aluguel de dois guindastes, um caminhão munck (para fazer o içamento dos truques da locomotiva), uma carreta prancha (para o transporte da locomotiva) e um caminhão comum (para o transporte de trilhos e ferramentas usados na operação).

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Um dos truques já removido e rebocado aguardando embarque na carreta

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Um caminhão munk foi utilizado para embarcar os truques na carreta

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Um dos truques sendo posicionado nos trilhos instalados na carreta

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Após a colocação dos truques nos trilhos instalados na carreta, foi a vez de recolocar a locomotiva sobre eles

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Carregamento concluído e a locomotiva já deixando o porto

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Chegada no pátio de Cruzeiro: ela foi recebida pela “Rebeca”, uma das locomotivas adquiridas no leilão de dezembro de 2015 e recebidas pela regional no início desse ano; a mesma já estava operacional e foi então utilizada para desembarcar a locomotiva recebida de Angra dos Reis

Agradecemos ao Tharles Alves de Angra dos Reis que nos ajudou com os primeiros contatos no Porto de Angra e ao Eng. Antônio Carlos da Mata Barreto, que foi a pessoa da CODESP que cuidou de toda a burocracia e pacientemente, fez tudo acontecer. O processo todo se iniciou em 2014 e foram necessários praticamente dois anos para se concretizar todo este trabalho.

 
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Publicado por em 7 de junho de 2016 em Uncategorized