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Obras no pátio de Cruzeiro

Parcerias são sempre fundamentais para bom andamento dos trabalhos. Aqui temos um exemplo de parceria: ABPF e Prefeitura Municipal de Cruzeiro.

A atual gestão sempre recebeu a ABPF e encarou com muito entusiasmo os projetos da entidade para com o município, principalmente a criação do museu ferroviário e recuperação da ferrovia.

E tudo isso não ficou apenas na conversa e reuniões, hoje vemos de forma prática a parceria rendendo frutos e cada um se ajudando como pode. Com a reforma das linhas e limpeza, está sendo criada uma enorme quantidade de terra e entulho e a prefeitura prontamente auxiliou a ABPF na retirada desse material, somente essa semana, foram retirados 11 (ONZE) caminhões de entulho do pátio ferroviário.

E o melhor de tudo, esse material não vai ser descartado, a prefeitura faz manutenção de centenas de kms de estradas de terra na zona rural e segundo informações do pessoal de obras, esse material tem grande valor para eles, pois a terra por conter muitas pedras é muito útil na manutenção dessas estradas!

Mais uma vez a preservação ferroviária contribuindo não somente para manutenção do patrimônio, mas ajudando a comunidade!

Como outros exemplos de parcerias de grande sucesso, podemos citar o caso de Jaguariúna. Assim como Cruzeiro, no passado uma visão política duvidosa colocou tudo a perder na preservação ferroviária. Mas bastou uma nova gestão, preocupada com o patrimônio ferroviário e o turismo, que o resultado foi um novo viaduto ferroviário e o trem voltando a cidade após mais de duas décadas.

Outro exemplo é a parceria da ABPF com a prefeitura de Guararema, onde todo ano milhares de crianças da rede municipal e pessoas atendidas por diversos projetos sociais da prefeitura realizam o passeio de trem gratuitamente, sendo esse 100% custeado pela ABPF, não havendo nenhum custo para o município ou qualquer outro órgão ou empresa. Isso possibilita a estas pessoas terem contato com o patrimônio ferroviário e a própria história do seu município!

 
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Publicado por em 19 de junho de 2020 em Uncategorized

 

Transporte da locomotiva nº10

Chegou hoje nas oficinas de Cruzeiro a locomotiva nº10, ex SPR, fabricada na Inglaterra pela Sharp, Stewart & Co. em 1867. Essa é hoje a terceira locomotiva mais antiga existente no país, ficando atrás apenas da Baroneza (1852) e da nº15, ex SPR (1862) e, após todo o processo de reforma, será a mais antiga em funcionamento no Brasil.

Essa é de fato a primeira locomotiva da ABPF, doada a associação em fins dos anos 70 pelo seu proprietário anterior, o Frigorífico Bordon, que por sua vez a adquiriu anos antes da então EFSJ para uso nas manobras dentro de seu pátio.

Foi levada para Jaguariúna, sede da ABPF na época onde permaneceu por algum tempo, aguardando a oportunidade de ser recuperada. O fato de ser uma locomotiva de bitola larga era um grande limitador para o uso da mesma, uma vez que na época a ABPF só possuía o trecho em bitola métrica de Campinas a Jaguariúna mas, o mais importante havia sido conquistado: a preservação da mesma.

A possibilidade de se realmente a utilizar só veio na década de 1990, quando a ABPF conseguiu a cessão do antigo desvio da Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo capital. Esse desvio, de cerca de 1km em bitola larga abriu a possibilidade para a ABPF de resgatar e utilizar o material de bitola larga.

Em 2001 foi concluída a restauração, com apoio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Engenheiro Lincoln Palaia, passando a locomotiva então a trabalhar junto com a nº5, ex. EFCB no “Trem dos Imigrantes”.

Posteriormente, com o projeto do “Trem dos Ingleses”, foi levada para Paranapiacaba para tracionar o trem turístico no pátio do museu.

Lá funcionou por alguns anos, até que a sua fornalha, feita de cobre assim como em todas as locomotivas a vapor fabricadas até a década de 1870 e, em alguns casos até depois dessa década, sofreu com a fadiga do material, apresentando diversas trincas, um problema crônico de todas as locomotivas a vapor que possuem fornalhas feitas com esse material (por isso a adoção do aço a partir da década de 1870).

A solução para este problema é a substituição completa da fornalha por uma nova, feita de aço, algo que é impossível de ser feito no local onde ela estava, uma vez que depende de muitos recursos (uma oficina completa, com grandes equipamentos), além de estrutura para realizar a desmontagem completa da locomotiva e a remoção da caldeira do chassi; por isso foi trazida para Cruzeiro, onde todo esse trabalho será realizado e, aproveitando-se a desmontagem completa, toda a mecânica será refeita.

Transporte para Cruzeiro

Toda a operação para transporte da locomotiva levou meses; foi necessário muito planejamento e preparação da locomotiva para poder ser rebocada. A MRS Logística foi uma parceira primordial para essa realização, uma vez que é impossível acessar o pátio de Paranapiacaba com carretas e guindastes para uma operação como essa. Desde o início, a MRS nos recebeu e começou a trabalhar em conjunto conosco para que a operação pudesse ser feita da melhor maneira possível, com plena segurança para todos e para a locomotiva.

No dia 26/05 a locomotiva nº10 manualmente (puxada e empurrada com cabos de aço e alavancas) foi levada até uma das linhas da MRS no pátio de Paranapiacaba onde uma locomotiva diesel-elétrica daquela concessionária finalmente pode rebocá-la. Nos metros finais foi puxada por uma escavadeira da MRS, gentilmente cedida pela equipe de via que estava no local.

A locomotiva nº10 já nas linhas da MRS, aguardando para ser rebocada
Aguardando a locomotiva diesel da MRS para rebocá-la até o pátio de Campo Grande

A locomotiva nº10 foi mais uma vez revistada e lubrificada e então seguiu rebocada para o pátio de Campo Grande, onde permaneceu aguardando até ontem, dia 27/05 para ser carregada na carreta para seguir viagem.

Composição com a locomotiva nº10 pronta para partir
A 10 no trecho, seguindo para Campo Grande
Parada para verificação da temperatura dos mancais e buchas das braçagens
Já no pátio de Campo Grande

Esta operação foi extremamente complexa, devido a delicadeza da locomotiva nº10 em relação as grandes locomotivas hoje usadas pela MRS, mas foi tudo planejado de forma cuidadosa pela empresa de forma a evitar “stress” desnecessário a locomotiva nº10.

Içamento da locomotiva nº 10
Sendo colocada sobre a carreta
Já devidamente ancorada à carreta, pronta para seguir viagem
Deixando o pátio de Campo Grande…
… chegando em Cruzeiro
Sendo preparada para ser descarregada

Nossos agradecimentos a MRS Logística S/A por todo o apoio e empenho para essa grande realização; sem essa parceria não teria sido possível realizar essa remoção, que é o primeiro passo para a recuperação plena da 3ª locomotiva mais antiga e que será em breve a mais antiga em funcionamento do país.

 
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Publicado por em 28 de maio de 2020 em Uncategorized

 

Obras nas linhas da Regional Sul de Minas

As obras nas vias permanentes sob responsabilidade da ABPF – Regional Sul de Minas não param. Estamos avançando nas melhorias de forma constante, com recuperação completa dos trechos onde além da manutenção periódica estamos também fazendo reformas completas, com limpeza, descontaminação de lastro, substituição de dormentes, nivelamento e alinhamento da via, complementação com lastro novo, limpeza da faixa de domínio e melhorias na drenagem da plataforma da via.

Aspecto do km 27+650 antes dos trabalhos
Aspecto do km 27+650 durante a realização dos trabalhos de limpeza da faixa de domínio
Aspecto do km 27+650 após a conclusão dos trabalhos
Km 27+700 com a limpeza feita em uma das laterais da via
Km 27+700 após limpeza das duas laterais da via
Aspecto do km 28+900 antes dos trabalhos
Aspecto do km 28+900 após serviço de limpeza da faixa de domínio
Aspectos antes e depois dos trabalhos no km 32+050: substituição de dormentes, descontaminação de lastro, alinhamento e nivelamento da via além de limpeza da faixa de domínio
Km 32+200 no início dos trabalhos: remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+200 após a conclusão dos trabalhos: descontaminação do lastro antigo, substituição de dormentes, alinhamento e nivelamento da via, aplicação de novo lastro para complementação do antigo e limpeza da faixa de domínio
Aspecto do km 32+230 no início dos trabalhos
Km 32+230 após conclusão dos trabalhos
Km 32+320 no início dos trabalhos: remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+320 após a conclusão dos trabalhos
Km 32+300 antes
Km 32+300 depois
Início dos trabalhos no km 32+400: limpeza da faixa de domínio na lateral direita
Trabalhos no km 32+400: faixa de domínio já limpa, lastro removido para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+400 após a conclusão dos trabalhos: faixa de domínio limpa, lastro descontaminado e complementado, dormentes substituídos e via alinhada e nivelada
Início dos trabalhos no km 32+500: limpeza da faixa de domínio e remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Trabalhos concluídos no km 32+500
Início dos trabalhos no km 32+550: limpeza da faixa de domínio, remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+550 após conclusão dos trabalhos

O Trecho de São Lourenço a Soledade de Minas, excetuados os pátios das estações, está todo com dormentação de concreto bi-bloco. Os pátios estão sendo completamente reformados, com substituição dos dormentes antigos de madeira por novos, além de descontaminação do lastro, aplicação de novo para complementação, nivelamento e alinhamento das vias. Houveram inclusive remodelações nos pátios para melhoria das condições de operação, garantindo maior segurança e praticidade.

Aspecto da via na estação de Soledade de Minas antes dos trabalhos
Trabalhos em andamento: remoção do assoreamento e do lastro para descontaminação e substituição dos dormentes
Aspecto do trecho final da linha, após o pátio de Soledade de Minas
O mesmo trecho, sendo recuperado para expansão do pátio de manobras

Nossas linhas estão hoje atingindo patamares que não eram vistos desde os anos 30/40, uma vez que depois dessa época iniciou-se a decadência dessas linhas até a total desativação e abandono em 1990.

São grandes investimentos que se tornaram possíveis graças a cessão da superestrutura, feita pelo DNIT, o que ofereceu a segurança jurídica necessária para que a ABPF pudesse realizar isso. A cessão se deu por meio do Termo 86 Bens Móveis /2018/SEATEC CGPF/DIF/DNIT, processo 50600.023266/2018-77.

 
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Publicado por em 12 de maio de 2020 em Uncategorized

 

INICIADOS OS TRABALHOS DE RECUPERAÇÃO DA ANTIGA MINAS E RIO EM CRUZEIRO

Iniciamos essa semana os trabalhos de recuperação do trecho da antiga E. F. Minas e Rio em Cruzeiro/SP. Nessa primeira etapa, vamos reformar todo o pátio de Cruzeiro, com construção de novas linhas para armazenamento do material rodante afim de se liberar as linhas que serão utilizadas pelo trem turístico que será implantado.

Organização dos dormentes para liberação das linhas e melhoria da logística do trabalho
Dormentes sendo organizados na área do pátio, paralelos a linha principal (enterrada a direita da foto)
Os dormentes estavam depositados sobre algumas vias que agora serão reformadas

O estoque de dormentes está sendo organizado para liberar as linhas que vão ser trabalhadas e para otimizar a logística das obras. Estamos com duas equipes trabalhando, formadas com alguns trabalhadores das equipes de via de Passa Quatro e São Lourenço: uma na movimentação dos dormentes e a outra na limpeza do pátio. Essa semana também já devem entrar para equipe mais dois colaboradores contratados em Cruzeiro.

O pátio está sendo totalmente limpo
Todo o mato e sujeira estão sendo recolhidos e retirados

Assim que a primeira etapa for concluída, iniciaremos os trabalhos na linha que segue para Passa Quatro/MG.

Com isso, a ABPF está nesse momento recuperando 41 quilômetros de ferrovia no país: além dos 25 quilômetros em Cruzeiro/SP, estão sendo recuperados 16 quilômetros em Morretes/PR. Não existe prazo para conclusão dessas obras, que estão sendo executadas com recursos próprios da ABPF.

 
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Publicado por em 11 de março de 2020 em Uncategorized

 

Ampliação do pátio de Cruzeiro

Iniciamos essa semana obras de expansão do pátio da estação de Cruzeiro, algo necessário para podermos manobrar o material de bitola larga que chegou, além de desocupar a linha 2 (de bitola mista) que será fundamental para a operação do trem turístico num futuro próximo; por essa via a locomotiva fará a volta quando o trem turístico estiver em operação, além de manobras da composição quando necessário.

Os dormentes já sendo posicionados para ampliação da via de estacionamento do pátio

Essa não é uma obra diretamente na linha que vai ser usada para o trem turístico, mas é uma etapa absolutamente necessária para se preparar a estação para receber essas obras. Essa é uma via secundária de pátio, que vai ser usada primariamente apenas para estacionamento de material rodante, não tendo sentido usar dormentes novos nesse caso. Para além, os dormentes que estão sendo utilizados foram inspecionados e tem plenas condições de suportar a via e o material rodante que nela for estacionado.

Os trilhos sendo colocados para ampliação da via de estacionamento do pátio

Ainda não temos data prevista para iniciar as obras diretamente no trecho de Cruzeiro ao túnel grande, no alto da Serra da Mantiqueira pois a equipe que irá trabalhar nessa revitalização da ferrovia ainda está finalizando a manutenção do trecho do Trem das Águas, entre São Lourenço e Soledade de Minas; assim que esse trabalho for finalizado, uma parte dessa equipe será transferida para Cruzeiro, além de ser complementada com a contratação de mão de obra local para aí sim iniciarmos os trabalhos no trecho.

 
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Publicado por em 21 de novembro de 2019 em Uncategorized

 

ABPF REGIONAL SUL DE MINAS ADQUIRE A LOCOMOTIVA Nº 9380

A singular locomotiva chamou a atenção da associação quando foi colocada a venda em um leilão devido a sua relevância, não só no Brasil mas também no mundo, uma vez que apenas 3 unidades desse modelo foram fabricadas.

9380 0

A ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Regional Sul de Minas não só deu mais um importante passo adiante na preservação da memória ferroviária nacional, mas também mundial. Como parte de nossa atenção voltada ao material rodante mais “novo” e significativo historicamente, a ABPF segue adiante no resgate de locomotivas diesel-elétricas e, agora adquire mais uma locomotiva diesel-elétrica de grande porte: trata-se da locomotiva GE modelo C36-7 nº 9380 ex. Ferronorte/Fiagril.

A locomotiva foi adquirida do seu proprietário, a empresa Fiagril, em um leilão realizado no último dia 10. Essa é mais uma ação voltada ao resgate da memória das ferrovias brasileiras.

Breve histórico

A locomotiva 9380, originalmente uma C36-7, foi fabricada em abril de 1978 para a Hamersley Iron Railroad, na Austrália; chegou naquela ferrovia com mais duas unidades idênticas, sendo numeradas como 5057, 5058 e 5059, todas fabricadas pela A. Goninan & Co, em Broadmeadow, Newcastle, Austrália, sob licença da GE. Essas locomotivas foram utilizadas na citada ferrovia até 1997, quando foram retiradas de operação devido a chegada das novas locomotivas GE Dash-9.

Em agosto de 1998, as três foram vendidas para a National Railway Equipment Company – NREC e exportadas para os Estados Unidos onde foram inicialmente alugadas para a Norfolk Southern Railway. Em 2005, a 5059 foi vendida para a Minnesota Commercial Railroad, onde recebeu o nº 59 e as outras duas foram vendidas para o Brasil, adquiridas pela Fiagril, uma empresa de comercialização de soja, sediada em Lucas do Rio Verde-MT, para escoar parte de sua soja pelos trilhos da então Brasil Ferrovias.

As locomotivas foram então reformadas na MGE em Hortolândia-SP e ainda em 2005 colocadas em serviço na Brasil Ferrovias – Ferronorte. A antiga 5057 tronou-se a 9380 e a antiga 5058 tornou-se a 9381 e ambas iniciaram suas “vidas” no Brasil sob as cores da Brasil Ferrovias – Ferronorte. Pouco depois, a BF rebaixou todas as C36 para C30.

Em 2006 a ALL – América Latina Logística adquiriu a BF. A 9381 foi transferida pela ALL para a MRS em 2007 em troca da EMD SD40-2 5238. A 9381 foi então renumerada pela MRS e tornou-se a 3749 e permanece ativa atualmente, repontecializada novamente como C36 e com micorprocessamento.

Em 2008 a 9380 recebeu então as cores da ALL (as quais mantém até hoje).

Em 2015 a ALL foi adquirida pela Rumo Logística, que manteve a 9380 em operação até fins 2018, quando então foi devolvida para o proprietário.

Em setembro de 2019 foi colocada à venda pelo proprietário em um leilão, sendo arrematada pela ABPF – Regional Sul de Minas.

A antiga 5059, que tornou-se 59 da ferrovia norte-americana Minnesota Commercial foi retirada de serviço e atualmente encontra-se recolhida em um pátio, aguardando destinação.

A 9380 é uma locomotiva rara, sendo uma das três únicas fabricadas no mundo e uma das duas que vieram para o país. Seu diferencial em relação às demais C36-7 e C30-7 existentes no país se dá, primeiro, em razão da origem (locomotiva fabricada na Austrália) e, pela característica admissão de admissão de ar para o soprador dos motores de tração e armários elétricos, maior do que a padrão, com uma “corcova com aletas” afim de comportar algum tipo de sistema de filtros de ar, necessários provavelmente devido às condições de trabalho na ferrovia Australiana, que corta regiões desérticas, com presença de muita poeira.

Diferencia-se também pelo tanque de combustível de maior capacidade, o qual é “mais alto”, com sua parte superior chegando até a saia do estrado, além de ser mais comprido, uma vez que os reservatórios de ar são montados somente atrás do tanque, permitindo então que esse chegue até próximo do truque dianteiro. Outra característica única é o revestimento térmico duplo da cabine, aplicado para amenizar as altas temperaturas enfrentadas na Austrália.

A 9380 agora será incorporada à frota da ABPF em Guararema/SP e, possivelmente, irá antes para Cruzeiro para receber manutenção.

Ficha Técnica da 9380

Fabricante: A. Goninan & Co, – Newcastle, Austrália (licenciada pela GE)

Data de fabricação: abril de 1978

Número de série: 53

Modelo: C36-7 (rebaixada pela BF para C30-7)

Data entrada em operação no Brasil: Jun/2005

Peso: 190 toneladas

Ferrovias: original Hamersley Iron Railroad nº 5057; depois NREX nº 5057; depois BF nº 9380

A 5057 sendo içada no porto de Dampier para embarcar no navio MV Iron Baron em 1978. Fonte: railheritagewa.org.au

A 5057 sendo içada no porto de Dampier para embarcar no navio MV Iron Baron em 1978. Fonte: railheritagewa.org.au

Já em serviço, a 5057 liderando trem de minério de ferro na Hamersley Iron Railroad, na Austrália em 11/12/1983. Foto: Rodney Gaulke

Já em serviço, a 5057 liderando trem de minério de ferro na Hamersley Iron Railroad, na Austrália em 11/12/1983. Foto: Rodney Gaulke

Foto da 5057 já fora de serviço na Austrália, recolhida em Dampier em julho de 1998 – foto publicada no site Pilbara Trains.

Foto da 5057 já fora de serviço na Austrália, recolhida em Dampier em julho de 1998 – foto publicada no site Pilbara Trains.

A 5057 recém chegada no Brasil. A pintura ainda era a da HI, somente com as inscrições daquela ferrovia tampadas e com a aplicação do “NREX” nas laterais da cabine. Foto: Rafael Dutil

A 5057 recém chegada no Brasil. A pintura ainda era a da HI, somente com as inscrições daquela ferrovia tampadas e com a aplicação do “NREX” nas laterais da cabine. Foto: Rafael Dutil

A 5057 em reforma na MGE, já recebendo as cores da Brasil Ferrovias. Foto: Rafael Dutil

A 5057 em reforma na MGE, já recebendo as cores da Brasil Ferrovias. Foto: Rafael Dutil

A 5057, agora 9380 saindo da reforma, pronta para entrar em operação na Ferronorte. Foto: Rafael Dutil

A 5057, agora 9380 saindo da reforma, pronta para entrar em operação na Ferronorte. Foto: Rafael Dutil

A 9380 pouco tempo após receber a pintura ALL, no pátio de São Carlos em 30/08/2008. Foto: Matheus Teixeira

A 9380 pouco tempo após receber a pintura ALL, no pátio de São Carlos em 30/08/2008. Foto: Matheus Teixeira

A 9380 em Itirapina, em 21/08/2018, pouco antes de ser retirada de serviço. Foto: Felipe Carvalho

A 9380 em Itirapina, em 21/08/2018, pouco antes de ser retirada de serviço. Foto: Felipe Carvalho

A 9380 em 2019, já recolhida e colocada à venda em foto do site oficial do leiloeiro. Foto: SUPERBID.

A 9380 em 2019, já recolhida e colocada à venda em foto do site oficial do leiloeiro. Foto: SUPERBID.

Primeira visita da equipe da ABPF a 9380 após a compra: ela encontra-se abrigada em um dos galpões em Araraquara. Foto: Beny Imkamp.

Primeira visita da equipe da ABPF a 9380 após a compra: ela encontra-se abrigada em um dos galpões em Araraquara. Foto: Beny Imkamp.

 
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Publicado por em 3 de outubro de 2019 em Uncategorized

 

COMPOSIÇÃO ESPECIAL FOI ATRAÇÃO EM ENCONTRO DE FERROMODELISMO DE SÃO CARLOS

A composição estacionada no pátio da estação de São Carlos atraiu grande número de visitantes

A composição estacionada no pátio da estação de São Carlos atraiu grande número de visitantes

A ABPF, mais uma vez em parceria com a Rumo Logística e com a CPTM esteve presente em um evento de ferromodelismo no interior do estado de São Paulo; dessa vez a composição especial, formada pela locomotiva C30-7A nº7202, o carro salão-bar PI-3102 e a automotriz CPTM nº1 teve como destino a estação de São Carlos, onde ocorre todos os anos um dos mais tradicionais encontros de ferromodelismo do país.

Toda a composição ficou estacionada no pátio da estação e permaneceu aberta à visitação durante todo o período de realização do evento, possibilitando o contato do público com a mesma, sendo para muitos a primeira oportunidade de subir e entrar na cabine de uma locomotiva diesel-elétrica, bem como entrar em um carro de passageiros e, conhecer uma automotriz, equipamento esse raro nas ferrovias brasileiras, tendo sido pouco utilizadas e apenas em trechos específicos. No caso das linhas da antiga Cia. Paulista de Estradas de Ferro, depois FEPASA e hoje Rumo Malha Norte, as automotrizes nunca foram utilizadas, sendo essa então a primeira vez que uma delas chega e permanece em São Carlos sendo, portanto, um fato inédito.

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O interesse dos presentes em visitar a composição foi grande; filas se formaram durante todos os dias do evento.

O interesse dos presentes em visitar a composição foi grande; filas se formaram durante todos os dias do evento.

A locomotiva C30-7A nº7202 foi adquirida de um particular no ano passado sendo, portanto, um bem particular, de propriedade da associação, e foi reformada em parceria com a Rumo Logística, importante parceira na causa da preservação ferroviária. O carro PI-3102 foi doado pelo DNIT para a ABPF, que o resgatou e realizou toda a manutenção necessária para que o mesmo voltasse a ter plenas condições operacionais e de segurança. A automotriz por sua vez pertence a frota da CPTM e foi inteiramente recuperada pela companhia.

O evento foi um grande sucesso, e a composição foi a cereja do bolo: foi muito grande o número de visitantes nos dois dias de realização do evento, sendo o movimento constante, chegando a formar filas de interessados para tal visitação, sendo recebidos pela tripulação da ABPF, sempre disponível para esclarecer dúvidas, prestar informações e matar a curiosidade das pessoas, muitas delas tendo o primeiro contato com um “trem”.

A equipe responsável pelo translado da composição, sendo da esquerda para a direita: Bruno Scagliusi (ABPF), Adalberto Oliveira (CPTM), Danilo Souza (maquinista Rumo), Edibar (supervisor Rumo), (coordenador Rumo) e Beny Imkamp (ABPF)

A equipe responsável pelo translado da composição, sendo da esquerda para a direita: Bruno Scagliusi (ABPF), Adalberto Oliveira (CPTM), Danilo Souza (maquinista Rumo), Edvar (supervisor Rumo), Mattos (coordenador Rumo) e Beny Imkamp (ABPF)

A ABPF mais uma vez cumpre com a sua missão, que é promover o resgate e a conservação do patrimônio histórico ferroviário brasileiro, disponibilizando os bens à visitação pública, desde que a conservação dos mesmos não seja colocada em risco.

Juntamente com as parceiras, Rumo Logística e CPTM, mais uma vez firmamos o compromisso perante a sociedade no reconhecimento da ferrovia como instrumento de desenvolvimento e representação cultural, parte de nosso legado histórico e do desenvolvimento técnico e logístico, além de contribuir para a perpetuação da memória e da história nacionais.

Aproveitamos também para deixar nosso agradecimento a MRS Logística, também nossa parceria na preservação ferroviária e que mais uma vez gentilmente colaborou com o evento, dando apoio para o translado da composição no trajeto Guararema – Estudantes (Mogi das Cruzes).

 
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Publicado por em 6 de agosto de 2019 em Uncategorized

 

Primeiro lote de dormentes para recuperação da linha em Cruzeiro chegou

Primeiro lote chegou na manhã do dia 03/06/2019

Chegou hoje o primeiro lote com 320 dormentes para recuperação do trecho entre a estação de Cruzeiro e a estação Rufino de Almeida, com aproximadamente 6 quilômetros de extensão.

Os dormentes, cinco mil ao todo, foram comprados pela ABPF no interior do Maranhão e estão sendo transportados por rodovia até Cruzeiro.

Os dormentes já sendo descarregados no pátio de Cruzeiro

Esse será o primeiro passo do projeto que visa recuperar todo o trecho até o túnel grande, na divisa do estado com Minas Gerais, perfazendo o total de 24 quilômetros.

Os dormentes já descarregados no pátio de Cruzeiro

As obras vão ser iniciadas ainda esse ano, mas não temos uma data definida, pois vai ser usada parte da nossa equipe de via que já trabalha em outras frentes e necessitamos terminar certos trabalhos para poder dar início em Cruzeiro.

O trecho a ser recuperado na primeira etapa, da estação Central até a estação Rufino de Almeida

Todos os recursos investidos nessa obra são da ABPF, obtidos com a bilheteria dos trens operados pela Regional em São Lourenço/MG, Passa Quatro/MG e Guararema/SP, sem nenhum ônus para qualquer entidade ou órgão público.

 
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Publicado por em 3 de junho de 2019 em Uncategorized

 

ABPF PRESERVA EQUIPAMENTOS EM LOCOMOTIVA E A HOMOLOGA PARA TRAFEGAR NA CPTM

Visando adequar a locomotiva C30-7A nº 7202 para operação nas linhas da CPTM, foi necessário a instalação de sistemas de sinalização de bordo. Para isso, ao invés de instalar um equipamento novo, optamos por utilizar um antigo sistema de Cab Signal fabricado pela USS (Union Switch & Signal) na década de 1960, que exibia as condições da sinalização na cabine de controle para o maquinista.

Esse equipamento foi amplamente utilizado nas linhas da EFSJ até meados de 2007, quando deixou de ser utilizado pelas ferrovias. Para tornar isso possível, técnicos da ABPF desenvolveram um sistema de interface baseado em falha segura, que possibilita o equipamento funcionar no monitoramento e controle de velocidade da locomotiva, funcionando como A.T.C. – speed control, exigido para se operar atualmente.

Os equipamentos recuperados pela ABPF: Cab Signal à esquerda e o RT9 à direita.

O monitoramento da velocidade foi feito utilizando o cronotacógrafo RT9, fabricado na Suíça pela Hasler Bern, equipamento esse original da locomotiva e amplamente utilizado na época da Fepasa.

O sistema já foi verificado, testado e aprovado pela engenharia da CPTM e a locomotiva agora está homologada para circular pela malha da companhia.

Foram realizados três dias de testes, sendo o sistema exaustivamente testado conforme a seguir:

  • O primeiro na linha de testes para conferência do sistema e identificação das correções necessárias;
  • O segundo no trecho, da Lapa até Jundiaí;
  • O terceiro novamente na linha de testes para verificação final.

Concluídos todos os testes e comprovado o correto funcionamento do sistema, foi dada a homologação para a locomotiva.

Para além, durante o período de confecção do sistema, foram realizados vários testes afim de ir se verificando cada etapa da montagem, garantindo assim um produto final com o mínimo de correções a serem realizadas.

Interface do sistema montado na 7202.

Pela primeira vez os recursos oferecidos pelo cab signal e velocímetro RT9 foram totalmente utilizados, trazendo segurança, economia, e permitindo a preservação de equipamentos da década de 60 na operação ferroviária.

Nossos agradecimentos para Bruno Scagliusi, William Imkamp e Beny Imkamp, que conceberam e executaram a construção/instalação do sistema e realizaram a recuperação dos equipamentos e a CPTM pelo apoio e confiança, em especial nas pessoas do sr. Adalberto Oliveira e do sr. Maurício Trindade.

 
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Publicado por em 16 de maio de 2019 em Uncategorized

 

COMPOSIÇÃO ESPECIAL ESTARÁ PRESENTE NO ENCONTRO DE FERROMODELISMO DE CAMPINAS

A composição durante os testes de campo. Foto: Paulo Lima

A ABPF, em parceria com a Rumo Logística e com a CPTM, estará presente no 7º Encontro de Ferromodelismo em Campinas/SP, levando até o evento uma composição especial, formada pela locomotiva nº 7202, o carro salão-bar PI-3102 e a Automotriz CPTM 1.

Após cerca de um mês de intensos trabalhos na locomotiva nº 7202 nas oficinas da Lapa da CPTM, concluímos a instalação do sistema ATC para que assim a locomotiva possa trafegar pela malha da CPTM sem a necessidade de uma locomotiva auxiliar. Os testes de campo foram realizados na madrugada do último dia 12/05 e tiveram pleno êxito.

Preparamos também o carro salão-bar ex. E.F. Araraquara para participar do evento, com revisão e limpeza completa.

Ainda em parceria com a CPTM, foi elaborado um plano para que a automotriz RDC pudesse fazer parte da composição. Testes foram realizados, revisão e limpeza completa e assim ela estará na composição que segue para o evento.

A composição ao chegar em Campinas será estacionada na estação e será aberta à visitação, oferecendo aos presentes uma oportunidade de conhecer uma locomotiva diesel-elétrica e principalmente um carro de passageiros e uma automotriz, veículos esses que não são vistos trafegando regularmente pelas ferrovias a décadas, promovendo assim o acesso da população em geral a este meio de transporte bem como o reconhecimento da ferrovia como instrumento de desenvolvimento e representação cultural e parte de nosso legado histórico e do desenvolvimento técnico e logístico, além de foco de nossos mecanismos de preservação da memória e da história nacionais.

Agradecemos as importantes parcerias e apoios recebidos, tanto da Rumo Logística, na pessoa do sr. Marcelo Rodrigues e toda a equipe quanto à CPTM, na pessoa do seu Presidente, sr. Pedro Moro, ao sr. Maurício Trindade, ao sr. Adalberto Oliveira, ao sr. Francis Regis da Silva, ao sr. Aguinaldo Milan e a toda a equipe; a Rumo, não poderíamos deixar de registrar e agradecer mais uma vez por todas as realizações em conjunto do ano passado, com a reforma da C30-7A e a realização do Expresso de Natal; a CPTM também agradecemos a parceria para realização do Expresso de Natal em parte de sua malha.

Não podemos deixar de agradecer também aos associados da ABPF que trabalharam arduamente para que todos esses planos se concretizassem, destacando-se aí Bruno Scagliusi, William Imkamp e Beny Imkamp, principais responsáveis pela elaboração e instalação do sistema ATC na C30-7A.

Agradecemos também aos organizadores do 7º Encontro de Ferromodelismo em Campinas pela receptividade e apoio.

 
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Publicado por em 14 de maio de 2019 em Uncategorized