RSS

Arquivo da categoria: Uncategorized

ABPF PRESERVA EQUIPAMENTOS EM LOCOMOTIVA E A HOMOLOGA PARA TRAFEGAR NA CPTM

Visando adequar a locomotiva C30-7A nº 7202 para operação nas linhas da CPTM, foi necessário a instalação de sistemas de sinalização de bordo. Para isso, ao invés de instalar um equipamento novo, optamos por utilizar um antigo sistema de Cab Signal fabricado pela USS (Union Switch & Signal) na década de 1960, que exibia as condições da sinalização na cabine de controle para o maquinista.

Esse equipamento foi amplamente utilizado nas linhas da EFSJ até meados de 2007, quando deixou de ser utilizado pelas ferrovias. Para tornar isso possível, técnicos da ABPF desenvolveram um sistema de interface baseado em falha segura, que possibilita o equipamento funcionar no monitoramento e controle de velocidade da locomotiva, funcionando como A.T.C. – speed control, exigido para se operar atualmente.

Os equipamentos recuperados pela ABPF: Cab Signal à esquerda e o RT9 à direita.

O monitoramento da velocidade foi feito utilizando o cronotacógrafo RT9, fabricado na Suíça pela Hasler Bern, equipamento esse original da locomotiva e amplamente utilizado na época da Fepasa.

O sistema já foi verificado, testado e aprovado pela engenharia da CPTM e a locomotiva agora está homologada para circular pela malha da companhia.

Foram realizados três dias de testes, sendo o sistema exaustivamente testado conforme a seguir:

  • O primeiro na linha de testes para conferência do sistema e identificação das correções necessárias;
  • O segundo no trecho, da Lapa até Jundiaí;
  • O terceiro novamente na linha de testes para verificação final.

Concluídos todos os testes e comprovado o correto funcionamento do sistema, foi dada a homologação para a locomotiva.

Para além, durante o período de confecção do sistema, foram realizados vários testes afim de ir se verificando cada etapa da montagem, garantindo assim um produto final com o mínimo de correções a serem realizadas.

Interface do sistema montado na 7202.

Pela primeira vez os recursos oferecidos pelo cab signal e velocímetro RT9 foram totalmente utilizados, trazendo segurança, economia, e permitindo a preservação de equipamentos da década de 60 na operação ferroviária.

Nossos agradecimentos para Bruno Scagliusi, William Imkamp e Beny Imkamp, que conceberam e executaram a construção/instalação do sistema e realizaram a recuperação dos equipamentos e a CPTM pelo apoio e confiança, em especial nas pessoas do sr. Adalberto Oliveira e do sr. Maurício Trindade.

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 16 de maio de 2019 em Uncategorized

 

COMPOSIÇÃO ESPECIAL ESTARÁ PRESENTE NO ENCONTRO DE FERROMODELISMO DE CAMPINAS

A composição durante os testes de campo. Foto: Paulo Lima

A ABPF, em parceria com a Rumo Logística e com a CPTM, estará presente no 7º Encontro de Ferromodelismo em Campinas/SP, levando até o evento uma composição especial, formada pela locomotiva nº 7202, o carro salão-bar PI-3102 e a Automotriz CPTM 1.

Após cerca de um mês de intensos trabalhos na locomotiva nº 7202 nas oficinas da Lapa da CPTM, concluímos a instalação do sistema ATC para que assim a locomotiva possa trafegar pela malha da CPTM sem a necessidade de uma locomotiva auxiliar. Os testes de campo foram realizados na madrugada do último dia 12/05 e tiveram pleno êxito.

Preparamos também o carro salão-bar ex. E.F. Araraquara para participar do evento, com revisão e limpeza completa.

Ainda em parceria com a CPTM, foi elaborado um plano para que a automotriz RDC pudesse fazer parte da composição. Testes foram realizados, revisão e limpeza completa e assim ela estará na composição que segue para o evento.

A composição ao chegar em Campinas será estacionada na estação e será aberta à visitação, oferecendo aos presentes uma oportunidade de conhecer uma locomotiva diesel-elétrica e principalmente um carro de passageiros e uma automotriz, veículos esses que não são vistos trafegando regularmente pelas ferrovias a décadas, promovendo assim o acesso da população em geral a este meio de transporte bem como o reconhecimento da ferrovia como instrumento de desenvolvimento e representação cultural e parte de nosso legado histórico e do desenvolvimento técnico e logístico, além de foco de nossos mecanismos de preservação da memória e da história nacionais.

Agradecemos as importantes parcerias e apoios recebidos, tanto da Rumo Logística, na pessoa do sr. Marcelo Rodrigues e toda a equipe quanto à CPTM, na pessoa do seu Presidente, sr. Pedro Moro, ao sr. Maurício Trindade, ao sr. Adalberto Oliveira, ao sr. Francis Regis da Silva, ao sr. Aguinaldo Milan e a toda a equipe; a Rumo, não poderíamos deixar de registrar e agradecer mais uma vez por todas as realizações em conjunto do ano passado, com a reforma da C30-7A e a realização do Expresso de Natal; a CPTM também agradecemos a parceria para realização do Expresso de Natal em parte de sua malha.

Não podemos deixar de agradecer também aos associados da ABPF que trabalharam arduamente para que todos esses planos se concretizassem, destacando-se aí Bruno Scagliusi, William Imkamp e Beny Imkamp, principais responsáveis pela elaboração e instalação do sistema ATC na C30-7A.

Agradecemos também aos organizadores do 7º Encontro de Ferromodelismo em Campinas pela receptividade e apoio.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 14 de maio de 2019 em Uncategorized

 

Reforma da locomotiva GE C30-7A nº 7202

Em parceria com a Rumo Logística, a locomotiva GE C30-7A nº 7202 da ABPF foi reformada nas oficinas de Araraquara, sendo colocada em ordem de marcha, com revisão de toda a parte mecânica e elétrica bem como recebeu trabalho intenso de funilaria em toda a lataria para aplicação de nova pintura.

Numa iniciativa inédita no Brasil, foi concebido um layout de pintura “heritage”, a exemplo do que já vem sendo praticado pelas ferrovias norte-americanas a anos. O que ficou conhecido como pintura “heritage” nos E.U.A. nada mais é do que um layout de pintura inspirado nos padrões de pintura de antigas companhias ferroviárias daquele país que já deixaram de existir a anos sendo então uma forma de homenagem e reconhecimento por parte das atuais companhias a aquelas que antes circulavam por aquelas linhas.

No caso do layout de pintura desenvolvido para a 7202 partiu-se da mesma premissa dos norte-amercianos: homenagear uma antiga companhia ferroviária que foi a construtora das linhas por onde hoje a locomotiva circulará.

Layout de pintura para a 7202: homenagem a Cia. Paulista de E. F. e integração entra a preservação ferroviária e a atualidade numa parceria entre ABPF e Rumo Logística

Para tanto foi elaborado um esquema de pintura alusivo à antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que para além estaria completando 150 anos em 2018 (1868-2018). Foram então adotadas as cores básicas para pintura de locomotivas diesel-elétricas da antiga companhia, bem como simbologia (letreiros, logotipos) adaptando-as ao modelo da 7202; para além, visou-se também preservar a história da própria locomotiva na parte traseira, onde foi mantido o padrão de pintura original, inclusive com a inscrição e logotipo da FEPASA, que foi a primeira sucessora da Companhia Paulista. Para a transição suavizada entre a pintura “heritage” e a porção onde foi mantida o padrão original da 7202 foram utilizadas duas faixas na diagonal, sendo uma mais estreita na cor azul e uma mais larga na cor creme, além de serem as cores utilizadas pela Paulista.

Na porção central do corpo da locomotiva, sobre o fundo pintado na cor prata, foram aplicados a inscrição “PAULISTA” com a tipologia original da época e um logotipo que simboliza a ferrovia e a união entre a Rumo Logística e a ABPF na causa da preservação da memória ferroviária. Logo atrás da cabine, foi incluída a inscrição: “homenagem aos 150 anos da ferrovia “padrão””, em alusão ao da Cia. Paulista de Estradas de Ferro que ficou conhecida no meio ferroviário como “a ferrovia padrão” devido ao auto nível de suas linhas, material rodante e qualidade dos serviços prestados, se destacando das demais existentes no país.

Hoje, Rumo e ABPF buscam ser o “padrão” em suas respectivas áreas de atuação, sendo a Cia. Paulista uma inspiração para ambas.

A 7202 prestes a deixar o pátio de Rio Claro

A 7202 já nas oficinas de Araraquara aguardando para ser lavada

No girador das oficinas após ser lavada

Início da desmontagem da locomotiva para funilaria e preparação para pintura

Toda pintura foi removida para realização de reparos na chaparia e preparação para receber a nova pintura

Toda pintura foi removida para realização de reparos na chaparia e preparação para receber a nova pintura

Toda pintura foi removida para realização de reparos na chaparia e preparação para receber a nova pintura

Em seguida a locomotiva recebeu o primer

Em seguida a locomotiva recebeu o primer

Em seguida a locomotiva recebeu o primer

E a pintura foi iniciada

E a pintura foi iniciada

E a pintura foi iniciada

Homenagem aos 150 anos da pioneira Cia. Paulista

… e a sucessora FEPASA

A união em prol do resgate da memória ferroviária: Rumo e ABPF

Pintura da frente já bastante adiantada: em destaque o monograma “CP” da Companhia Paulista de Estradas de Ferro

Preparação para pintura do logo “CQ”

Na traseira foi repintado o logo “CQ” como tributo e registro da história da 7202

Pintura Concluída

Pintura Concluída

Pintura concluída

A parte interna também recebeu atenção: antes e depois do interior da cabine de comando da 7202

Graças a ABPF e a Rumo a locomotiva foi salva do sucateamento e a importante parceria firmada com a Rumo propiciou a rápida recuperação da locomotiva, deixando-a novamente operacional e com uma nova pintura que faz alusão a uma significativa parte da história da malha ferroviária nacional e agora a locomotiva irá circular com uma composição especial especialmente preparada para o período natalino, circulando por boa parte das antigas linhas da Cia. Paulista, sendo dessa forma também um tributo à aquela pioneira companhia.

A 7202 está salva, não ficou somente na memória de quem a viu no período em que circulou comercialmente ou em fotografias antigas; ela está “viva”, inteiramente recuperada e, estará acessível para quem quiser vê-la, seja circulando pela malha paulista durante o mês de dezembro, seja posteriormente com a ABPF.

Nossos agradecimentos a todos que colaboraram com o envio das fotografias.

 
10 Comentários

Publicado por em 15 de dezembro de 2018 em Uncategorized

 

PONTILHÃO É RECUPERADO PELA ABPF SUL DE MINAS

O pontilhão do km85 no trecho entre São Lourenço e Soledade de Minas, que é percorrido pelo Trem das Águas foi recuperado pela Regional Sul de Minas da ABPF. No último dia 17 de outubro, uma forte tempestade caiu naquela região levando ao transbordamento do ribeirão, com alagamentos, inclusive da rodovia MGC-383. Em apenas 4 horas de chuva, choveu 25% do que era previsto para todo o mês de outubro.

O grande volume de água muito acima do nível normal juntamente com a correnteza acabou por provocar o desmoronamento de uma das cabeceiras do pontilhão, resultando na queda das duas vigas metálicas da superestrutura, ficando então a via suspensa no ar.

O pontilhão em questão é uma obra de arte original da Minas and Rio Railway Company, tendo sido construído em 1884. As cabeceiras bem como os caixões de aterro e fundações são inteiramente construídos em alvenaria de pedras irregulares encaixadas e rejuntadas com argamassa; a superestrutura consiste em duas vigas metálicas compostas por chapas de aço e cantoneira rebitadas a quente formado perfis “I”.

Vistas do pontilhão no dia da tempestade, algumas horas após o término da mesma: o nível da água já havia baixado mas ainda estava bem alto.

Vista do pontilhão no dia seguinte, já com a água do ribeirão em seu nível normal.

Desmontagem da via para realização dos trabalhos de recuperação do pontilhão.

Via permanente já removida para a realização dos trabalhos de recuperação do pontilhão

Remoção das pedras do pontilhão do leito do córrego e preparação do terreno para as obras.

Construção de fundação profunda com perfuração e injeção de concreto no solo para estabilização.

Início da montagem da armadura para confecção da sapata.

Após a conclusão da montagem da armadura, montou-se a forma para preenchimento com concreto.

Concreto sendo despejado na forma da sapata.

Concretagem da sapata concluída; ferragens de espera para receber a armadura do pilar.

Confecção das formas para a concretagem do pilar.

Montagem da forma para concretagem do pilar

Montagem da forma para concretagem do pilar.

Início do desforme do pilar após secagem do concreto.

O pilar já concluído

Trabalho concretagem da base/fundação da outra cabeceira: medida preventiva e necessária para garantia da estabilidade e segurança do pontilhão uma vez que o grande volume de água juntamente com a correnteza levou significativa porção do solo.

 

Concretagem concluída.

Duas novas sapatas de apoio foram construídas dentro do caixão de aterro para maior apoio e distribuição da carga

Duas novas sapatas de apoio foram construídas dentro do caixão de aterro para maior apoio e distribuição da carga

Instalação das novas vigas de aço no pontilhão

Instalação das novas vigas de aço no pontilhão

Após a conclusão das obras no pontilhão, iniciou-se a recolocação da via permanente

A via sendo reinstalada no pontilhão

A via permanente já reinstalada no pontilhão, aguardando a instalação dos contra-trilhos e a colocação de lastro

No dia 14/11 foi feito o teste do pontilhão com liberação do engenheiro responsável pela obra, com a passagem da locomotiva 332 com trem de serviço.

As vigas originais de 4,5m de comprimento foram substituídas por novas vigas de aço com 12m, com duas novas sapatas de apoio para trás do pilar, dentro do caixão de aterro, para melhor distribuição da carga.

Em menos de 30 dias a primeira etapa das obras foi concluída, sendo cumprido o cronograma com pleno êxito que previa a conclusão até o dia 12/11, tendo a ABPF recuperado o pontilhão operacionalmente, colocando o Trem das Águas novamente em circulação, garantindo o acesso dos turistas a este importante capítulo da história bem como disponibilizando novamente um dos principais atrativos turísticos da cidade.

Nas próximas semanas inicia-se a segunda etapa, com a instalação do revestimento com as pedras originais, devolvendo o aspecto estético original ao pontilhão.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 17 de novembro de 2018 em Uncategorized

 

TRANSPORTE E TESTE DA LOCOMOTIVA 327: A NOVA LOCOMOTIVA DO TREM DA SERRA DA MANTIQUEIRA JÁ ESTÁ EM PLENO SERVIÇO

Na última semana a locomotiva 327 foi preparada, embarcada, transportada para Passa Quatro. Foi testada pela primeira vez naquele trecho rebocando a locomotiva 332 com pleno sucesso e já assumiu os trabalhos a frente do Trem da Serra da Mantiqueira.

A 327 foi inteiramente reformada nas oficinas de Cruzeiro, processo esse que levou aproximadamente 6 anos, com atenção total a todos os componentes e detalhes, deixando-a em condições muito próximas as de 0 km.

A 327 finalizada em Cruzeiro, aguardando o embarque

Aspecto do interior da cabine concluído

A 327 sendo embarcada na carreta que a transportou para Passa Quatro

Já embarcada e devidamente amarrada à carreta

O tênder seguiu separado, na carroceria do caminhão

Saída de Cruzeiro, bem cedinho, na madrugada ainda

Chegada em Passa Quatro, já no pátio da estação

Chegada em Passa Quatro, já no pátio da estação

O caminhão com o Tênder também já no pátio da estação de Passa Quatro

No último dia 27 foram realizados os testes com a locomotiva 327 no trecho em Passa Quatro – MG, onde todo o trajeto foi feito com a 327 rebocando a 332 com pleno sucesso. No final de semana dos dias 28 e 29 todas as viagens foram feitas pela 327.

Acendimento da 327 de manhã cedo para os testes

Já acesa, na linha 1 do pátio da estação

Já acesa, na linha 1 do pátio da estação

Lado a lado com a 332, locomotiva a qual ela vai substituir

O trem de testes na estação de Coronel Fulgêncio; a 332 foi rebocada para criar lastro afim de se testar a capacidade da 327

Breve parada no trecho para se verificar a locomotiva

O trem já na estação de Coronel Fulgêncio; teste coroado com pleno êxito

Com a entrada em serviço da 327 é o fim de uma era; a 332 estava a frente do Trem da Serra da Mantiqueira desde a inauguração, em 2004 e em breve ela voltará para São Lourenço para substituir a 1424 temporariamente, que entrará em manutenção.

 
9 Comentários

Publicado por em 31 de julho de 2018 em Uncategorized

 

RESGATE DA LOCOMOTIVA GE C30-7A Nº 7202

A ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Regional Sul de Minas hoje dá mais um importante passo adiante na preservação da memória ferroviária nacional. Avançando na linha do tempo, nossa atenção está cada vez mais voltada ao material rodante mais “novo” e significativo historicamente. A ABPF já vem nos últimos anos resgatando locomotivas diesel-elétricas, diesel-hidráulicas, diesel-mecânicas, carros de aço carbono e inox dentre outros itens e agora adquire uma locomotiva diesel-elétrica de grande porte de geração mais recente do que as anteriores: trata-se da locomotiva GE modelo C30-7A nº 7202 ex. Cutrale-Quintella.

A 7202 bem cedo, sendo preparada para o translado de Rio Claro para as oficinas de Araraquara

A locomotiva foi adquirida da empresa de reciclagem que a adquiriu juntamente com as seis demais afim de se evitar que a mesma tivesse o mesmo destino das outras: o desmanche para reaproveitamento dos materiais.

A ABPF e a Rumo firmaram uma grande parceria e hoje, dia 16/07, a locomotiva segue para as oficinas da Rumo em Araraquara, onde será recuperada e colocada em ordem de marcha. Projetos estão sendo elaborados em parceria para posterior utilização da mesma. A Rumo tem sido uma grande parceira da ABPF na causa da preservação ferroviária; tem demosntrado grande sensibilidade e interesse no resgate da memória ferroviária do país e vem sendo um valoroso parceiro.

A ABPF agradece à Rumo e a todos os seus colaboradores, em especial ao seu presidente, Dr. Júlio Fontana e a sra. Carmen, que tem sido preponderantes em grandes realizações no tocante à ações voltadas ao resgate da memória das ferrovias brasileiras.

Breve histórico

A GE C30-7A nada mais é do que uma variante da antiga C30-7 com algumas atualizações. Externamente é similar ao modelo antigo, tendo como diferença mais significativa o arranjo das portas de acesso ao longo do corpo longo da locomotiva; são seis portas altas de cada lado (ao invés de oito como nas C30-7). A principal diferença entre o modelo atualizado e o antigo é a motorização: o antigo motor diesel FDL de 16 cilindros foi substituído por um de 12 capaz de produzir os mesmos 3.000 cavalos de com um cosnumo menor de combustível.

Foto da 7202 recém completada em dezembro de 1990 – foto de divulgação publicada na Revista Ferroviária de dezembro de 1990 – Acervo de Flávio Cavalcanti – Centro-Oeste Brasil

A 7202 no pátio de manobras da Fepasa em Jundiaí, em 1996. Fotos: Fernando Picarelli Martins

A 7202 no pátio de manobras da Fepasa em Jundiaí, em 1996. Fotos: Fernando Picarelli Martins

A ferrovia norte-americana Conrail foi a primeira e única daquele país a adiqurir as C30-7A, sendo 50 unidades fabricadas entre maio e junho de 1984 e entregues no mesmo ano, não havendo encomendas posteriores.

Das 50 unidades da Conrail, em 2001 doze foram adquiridas pela Chicago Freight Car Leasing Australia em 2001 que utilizou seus componentes de tração na reconstrução de 442 locomotivas da classe GL, que vieram a entrar em operação na Austrália a partir de 2003.

Somente em 1990 a Cutrale-Quintella veio a realizar um segundo pedido de locomotivas desse modelo, sendo essa a última compra de locomotivas C30-7A no mundo. Foram sete unidades ao todo, numeradas de 7201 a 7207 destinadas a tracionar tracionar trens de soja e laranja (farelo cítrico) para exportação, no trecho da estação Boa Vista (Campinas) à estação Perequê (baixada santista), com cerca de 250 km de extensão, sendo entregues para operação no dia 10 de janeiro de 1991. Eram operadas e mantidas pela FEPASA e quando do processo de desetatização da malha ferroviária, passaram a ser operadas e mantidas pela Ferroban, que se tornou Brasil Ferrovias, posteriormente incorporada pela ALL e finalmente Rumo.

Foram retiradas de operação em 2017, sendo devolvidas ao proprietário (Cutrale-Quintella) que veio a vendê-las, sendo todas as unidades adquiridas por uma empresa de reciclagem que chegou a desmontar seis das sete locomotivas, restando apenas a nº7202.

A 7202 no dia da primeira visita da equipe da ABPF – Regional Sul de Minas

Após algum tempo, a 7202 foi oferecida para a ABPF pelo proprietário, onde o mesmo manifestou-se que caso não houvesse interesse da associação em adquirí-la, a mesma teria o mesmo destino das demais: desmanche para reaproveitamento dos materiais. Uma visita foi então agendada para se avaliar o estado atual da locomotiva e a partir daí iniciaram-se as negociações, onde os detalhes e valores foram acordados e a locomotiva então adquirida da empresa de reciclagem pela ABPF, evitando-se assim que a mesma tivesse o mesmo destino das demais.

A 7202 sendo rebocada até o entroncamento onde seria anexada ao trem que a levará para as oficinas de Araraquara

Manobras ao entardecer, já aguardando o trem que chegaria para anexá-la para seguir viagem até Araraquara

Aspecto da 7202 aguardando as manobras para anexação ao trem que ainda não havia chego

Aspecto da 7202 aguardando as manobras para anexação ao trem que ainda não havia chego

 

Já era noite quando o trem chegou e as manobras aconteceram

Já era noite quando o trem chegou e as manobras aconteceram

O trem pronto, aguardando a licença para partir com a 7202 anexada

Mais uma foto da 7202 como estava em Rio Claro quando foi vista pela primeira vez. Esse foi o primeiro passo dado em direção às negociações que propiciaram a garantia de salvaguarda da mesma

 
18 Comentários

Publicado por em 16 de julho de 2018 em Uncategorized

 

Pintura da locomotiva 327

Abordaremos sucintamente aqui o procedimento de pintura dos filetes e letreiros realizado na locomotiva nº 327 da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, trabalho esse executado entre os dias 21/05/2018 e 24/05/2018 nas oficinas de Cruzeiro.

Salientamos que um dos principais viés da ABPF como instituição preservacionista é a manutenção e resgate das características originais do material histórico pertencente ao seu acervo.

Dentro dos procedimentos que a ABPF já tem implementado à algum tempo, um minucioso trabalho de pesquisa, catalogação e registro de todos os elementos gráficos aplicados no material rodante que compõem seu acervo vem sendo realizado. O material que ainda apresenta esses elementos semi-preservados, está sendo catalogado, com o registro de todos os elementos, com a coleta de todas as dimensões, desenhos e fotografias, além dos tons de tinta utilizados, para que posteriormente, após a conclusão dos trabalhos de recuperação do veículo, sejam reaplicados da forma original.

Para a 327 houve todo o cuidado de se pesquisar, através de documentos e fotografias antigas a tipologia das letras e dos números bem como suas dimensões através de cálculo de escala na fotografia baseado nas medidas reais de cada veículo além das dimensões (espessura, raios de curva e espaçamento) dos filetes, feitos com as medidas das especificações da Leopoldina; as cores foram determinadas com base em dezenas de fotografias antigas, para que se chegasse em tonalidades o mais próximas possível das antigas.

Preparação das máscaras “Leopoldina” para pintura no tênder

Preparação da máscara para pintura do “327” no para-choque da locomotiva

Houve o mesmo cuidado na preparação das medidas dos filetes da cabine, tênder, domo e areeiro

Toda essa pesquisa e o trabalho para o desenvolvimento dos elementos gráficos o mais próximos possível dos originais levou meses até que se obteve o resultado mais fidedigno possível, visando a fidelidade e a preservação do material ferroviário histórico.

A locomotiva 327 pronta para receber a pintura dos letreiros e filetes

Início da marcação dos filetes da cabine

Conferindo as medidas da espessura do filete

Filetes já marcados na cabine para pintura

Os filetes já pintados nas cores do último padrão de pintura para locomotivas a vapor da leopoldina

A placa com a numeração da locomotiva já instalada; houve também o cuidado de se pintar os números e as letras com as cores corretas

Início da marcação dos filetes do tênder

Filetes do tênder já marcados para pintura

Isolamento da lateral da cabine e do tênder para a pintura dos filetes: foi utilizada pistola de pintura para um melhor acabamento

Aplicação da máscara com o “Leopoldina” no tênder

Início da pintura do “Leopoldina” no tênder

O filete amarelo foi pintado na mesma etapa da inscrição “Leopoldina”

Pintura do tênder concluída

Início da marcação dos filetes no domo de vapor

Marcação dos filetes no areeiro

Máscara aplicada e isolamento feito para a pintura do número no para-choque da locomotiva

O número já pintado no para-choque da locomotiva

A 327 já com a pintura concluída

Outra vista da 327 já com a pintura concluída

A execução da pintura desses elementos levou quatro dias inteiros com dedicação de uma equipe que em alguns momentos chegou a contar com até quatro colaboradores nas oficinas de Cruzeiro e mostra um pouco a dimensão do trabalho necessário para a integral recuperação de uma locomotiva; foram quatro dias apenas para a aplicação dos elementos, isso feito após um extenso trabalho de pintura de toda a locomotiva que já foi realizado após um extenso trabalho de funilaria e acabamento que por sua vez foi realizado após um extenso trabalho de reconstrução completa da locomotiva, que levou cerca de 6 anos para ser concluído, deixando a locomotiva em condições de nova, 100% apta ao trabalho com plenas condições de segurança e confiabilidade.

 
2 Comentários

Publicado por em 30 de maio de 2018 em Uncategorized