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Obras no pátio de Cruzeiro

Parcerias são sempre fundamentais para bom andamento dos trabalhos. Aqui temos um exemplo de parceria: ABPF e Prefeitura Municipal de Cruzeiro.

A atual gestão sempre recebeu a ABPF e encarou com muito entusiasmo os projetos da entidade para com o município, principalmente a criação do museu ferroviário e recuperação da ferrovia.

E tudo isso não ficou apenas na conversa e reuniões, hoje vemos de forma prática a parceria rendendo frutos e cada um se ajudando como pode. Com a reforma das linhas e limpeza, está sendo criada uma enorme quantidade de terra e entulho e a prefeitura prontamente auxiliou a ABPF na retirada desse material, somente essa semana, foram retirados 11 (ONZE) caminhões de entulho do pátio ferroviário.

E o melhor de tudo, esse material não vai ser descartado, a prefeitura faz manutenção de centenas de kms de estradas de terra na zona rural e segundo informações do pessoal de obras, esse material tem grande valor para eles, pois a terra por conter muitas pedras é muito útil na manutenção dessas estradas!

Mais uma vez a preservação ferroviária contribuindo não somente para manutenção do patrimônio, mas ajudando a comunidade!

Como outros exemplos de parcerias de grande sucesso, podemos citar o caso de Jaguariúna. Assim como Cruzeiro, no passado uma visão política duvidosa colocou tudo a perder na preservação ferroviária. Mas bastou uma nova gestão, preocupada com o patrimônio ferroviário e o turismo, que o resultado foi um novo viaduto ferroviário e o trem voltando a cidade após mais de duas décadas.

Outro exemplo é a parceria da ABPF com a prefeitura de Guararema, onde todo ano milhares de crianças da rede municipal e pessoas atendidas por diversos projetos sociais da prefeitura realizam o passeio de trem gratuitamente, sendo esse 100% custeado pela ABPF, não havendo nenhum custo para o município ou qualquer outro órgão ou empresa. Isso possibilita a estas pessoas terem contato com o patrimônio ferroviário e a própria história do seu município!

 
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Publicado por em 19 de junho de 2020 em Uncategorized

 

Transporte da locomotiva nº10

Chegou hoje nas oficinas de Cruzeiro a locomotiva nº10, ex SPR, fabricada na Inglaterra pela Sharp, Stewart & Co. em 1867. Essa é hoje a terceira locomotiva mais antiga existente no país, ficando atrás apenas da Baroneza (1852) e da nº15, ex SPR (1862) e, após todo o processo de reforma, será a mais antiga em funcionamento no Brasil.

Essa é de fato a primeira locomotiva da ABPF, doada a associação em fins dos anos 70 pelo seu proprietário anterior, o Frigorífico Bordon, que por sua vez a adquiriu anos antes da então EFSJ para uso nas manobras dentro de seu pátio.

Foi levada para Jaguariúna, sede da ABPF na época onde permaneceu por algum tempo, aguardando a oportunidade de ser recuperada. O fato de ser uma locomotiva de bitola larga era um grande limitador para o uso da mesma, uma vez que na época a ABPF só possuía o trecho em bitola métrica de Campinas a Jaguariúna mas, o mais importante havia sido conquistado: a preservação da mesma.

A possibilidade de se realmente a utilizar só veio na década de 1990, quando a ABPF conseguiu a cessão do antigo desvio da Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo capital. Esse desvio, de cerca de 1km em bitola larga abriu a possibilidade para a ABPF de resgatar e utilizar o material de bitola larga.

Em 2001 foi concluída a restauração, com apoio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Engenheiro Lincoln Palaia, passando a locomotiva então a trabalhar junto com a nº5, ex. EFCB no “Trem dos Imigrantes”.

Posteriormente, com o projeto do “Trem dos Ingleses”, foi levada para Paranapiacaba para tracionar o trem turístico no pátio do museu.

Lá funcionou por alguns anos, até que a sua fornalha, feita de cobre assim como em todas as locomotivas a vapor fabricadas até a década de 1870 e, em alguns casos até depois dessa década, sofreu com a fadiga do material, apresentando diversas trincas, um problema crônico de todas as locomotivas a vapor que possuem fornalhas feitas com esse material (por isso a adoção do aço a partir da década de 1870).

A solução para este problema é a substituição completa da fornalha por uma nova, feita de aço, algo que é impossível de ser feito no local onde ela estava, uma vez que depende de muitos recursos (uma oficina completa, com grandes equipamentos), além de estrutura para realizar a desmontagem completa da locomotiva e a remoção da caldeira do chassi; por isso foi trazida para Cruzeiro, onde todo esse trabalho será realizado e, aproveitando-se a desmontagem completa, toda a mecânica será refeita.

Transporte para Cruzeiro

Toda a operação para transporte da locomotiva levou meses; foi necessário muito planejamento e preparação da locomotiva para poder ser rebocada. A MRS Logística foi uma parceira primordial para essa realização, uma vez que é impossível acessar o pátio de Paranapiacaba com carretas e guindastes para uma operação como essa. Desde o início, a MRS nos recebeu e começou a trabalhar em conjunto conosco para que a operação pudesse ser feita da melhor maneira possível, com plena segurança para todos e para a locomotiva.

No dia 26/05 a locomotiva nº10 manualmente (puxada e empurrada com cabos de aço e alavancas) foi levada até uma das linhas da MRS no pátio de Paranapiacaba onde uma locomotiva diesel-elétrica daquela concessionária finalmente pode rebocá-la. Nos metros finais foi puxada por uma escavadeira da MRS, gentilmente cedida pela equipe de via que estava no local.

A locomotiva nº10 já nas linhas da MRS, aguardando para ser rebocada
Aguardando a locomotiva diesel da MRS para rebocá-la até o pátio de Campo Grande

A locomotiva nº10 foi mais uma vez revistada e lubrificada e então seguiu rebocada para o pátio de Campo Grande, onde permaneceu aguardando até ontem, dia 27/05 para ser carregada na carreta para seguir viagem.

Composição com a locomotiva nº10 pronta para partir
A 10 no trecho, seguindo para Campo Grande
Parada para verificação da temperatura dos mancais e buchas das braçagens
Já no pátio de Campo Grande

Esta operação foi extremamente complexa, devido a delicadeza da locomotiva nº10 em relação as grandes locomotivas hoje usadas pela MRS, mas foi tudo planejado de forma cuidadosa pela empresa de forma a evitar “stress” desnecessário a locomotiva nº10.

Içamento da locomotiva nº 10
Sendo colocada sobre a carreta
Já devidamente ancorada à carreta, pronta para seguir viagem
Deixando o pátio de Campo Grande…
… chegando em Cruzeiro
Sendo preparada para ser descarregada

Nossos agradecimentos a MRS Logística S/A por todo o apoio e empenho para essa grande realização; sem essa parceria não teria sido possível realizar essa remoção, que é o primeiro passo para a recuperação plena da 3ª locomotiva mais antiga e que será em breve a mais antiga em funcionamento do país.

 
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Publicado por em 28 de maio de 2020 em Uncategorized

 

Obras nas linhas da Regional Sul de Minas

As obras nas vias permanentes sob responsabilidade da ABPF – Regional Sul de Minas não param. Estamos avançando nas melhorias de forma constante, com recuperação completa dos trechos onde além da manutenção periódica estamos também fazendo reformas completas, com limpeza, descontaminação de lastro, substituição de dormentes, nivelamento e alinhamento da via, complementação com lastro novo, limpeza da faixa de domínio e melhorias na drenagem da plataforma da via.

Aspecto do km 27+650 antes dos trabalhos
Aspecto do km 27+650 durante a realização dos trabalhos de limpeza da faixa de domínio
Aspecto do km 27+650 após a conclusão dos trabalhos
Km 27+700 com a limpeza feita em uma das laterais da via
Km 27+700 após limpeza das duas laterais da via
Aspecto do km 28+900 antes dos trabalhos
Aspecto do km 28+900 após serviço de limpeza da faixa de domínio
Aspectos antes e depois dos trabalhos no km 32+050: substituição de dormentes, descontaminação de lastro, alinhamento e nivelamento da via além de limpeza da faixa de domínio
Km 32+200 no início dos trabalhos: remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+200 após a conclusão dos trabalhos: descontaminação do lastro antigo, substituição de dormentes, alinhamento e nivelamento da via, aplicação de novo lastro para complementação do antigo e limpeza da faixa de domínio
Aspecto do km 32+230 no início dos trabalhos
Km 32+230 após conclusão dos trabalhos
Km 32+320 no início dos trabalhos: remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+320 após a conclusão dos trabalhos
Km 32+300 antes
Km 32+300 depois
Início dos trabalhos no km 32+400: limpeza da faixa de domínio na lateral direita
Trabalhos no km 32+400: faixa de domínio já limpa, lastro removido para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+400 após a conclusão dos trabalhos: faixa de domínio limpa, lastro descontaminado e complementado, dormentes substituídos e via alinhada e nivelada
Início dos trabalhos no km 32+500: limpeza da faixa de domínio e remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Trabalhos concluídos no km 32+500
Início dos trabalhos no km 32+550: limpeza da faixa de domínio, remoção do lastro para descontaminação e substituição de dormentes
Aspecto do km 32+550 após conclusão dos trabalhos

O Trecho de São Lourenço a Soledade de Minas, excetuados os pátios das estações, está todo com dormentação de concreto bi-bloco. Os pátios estão sendo completamente reformados, com substituição dos dormentes antigos de madeira por novos, além de descontaminação do lastro, aplicação de novo para complementação, nivelamento e alinhamento das vias. Houveram inclusive remodelações nos pátios para melhoria das condições de operação, garantindo maior segurança e praticidade.

Aspecto da via na estação de Soledade de Minas antes dos trabalhos
Trabalhos em andamento: remoção do assoreamento e do lastro para descontaminação e substituição dos dormentes
Aspecto do trecho final da linha, após o pátio de Soledade de Minas
O mesmo trecho, sendo recuperado para expansão do pátio de manobras

Nossas linhas estão hoje atingindo patamares que não eram vistos desde os anos 30/40, uma vez que depois dessa época iniciou-se a decadência dessas linhas até a total desativação e abandono em 1990.

São grandes investimentos que se tornaram possíveis graças a cessão da superestrutura, feita pelo DNIT, o que ofereceu a segurança jurídica necessária para que a ABPF pudesse realizar isso. A cessão se deu por meio do Termo 86 Bens Móveis /2018/SEATEC CGPF/DIF/DNIT, processo 50600.023266/2018-77.

 
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Publicado por em 12 de maio de 2020 em Uncategorized

 

INICIADOS OS TRABALHOS DE RECUPERAÇÃO DA ANTIGA MINAS E RIO EM CRUZEIRO

Iniciamos essa semana os trabalhos de recuperação do trecho da antiga E. F. Minas e Rio em Cruzeiro/SP. Nessa primeira etapa, vamos reformar todo o pátio de Cruzeiro, com construção de novas linhas para armazenamento do material rodante afim de se liberar as linhas que serão utilizadas pelo trem turístico que será implantado.

Organização dos dormentes para liberação das linhas e melhoria da logística do trabalho
Dormentes sendo organizados na área do pátio, paralelos a linha principal (enterrada a direita da foto)
Os dormentes estavam depositados sobre algumas vias que agora serão reformadas

O estoque de dormentes está sendo organizado para liberar as linhas que vão ser trabalhadas e para otimizar a logística das obras. Estamos com duas equipes trabalhando, formadas com alguns trabalhadores das equipes de via de Passa Quatro e São Lourenço: uma na movimentação dos dormentes e a outra na limpeza do pátio. Essa semana também já devem entrar para equipe mais dois colaboradores contratados em Cruzeiro.

O pátio está sendo totalmente limpo
Todo o mato e sujeira estão sendo recolhidos e retirados

Assim que a primeira etapa for concluída, iniciaremos os trabalhos na linha que segue para Passa Quatro/MG.

Com isso, a ABPF está nesse momento recuperando 41 quilômetros de ferrovia no país: além dos 25 quilômetros em Cruzeiro/SP, estão sendo recuperados 16 quilômetros em Morretes/PR. Não existe prazo para conclusão dessas obras, que estão sendo executadas com recursos próprios da ABPF.

 
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Publicado por em 11 de março de 2020 em Uncategorized

 

Reforma do carro PC-926390-0F

Após aproximadamente quatro meses de trabalhos intensos, foi concluída a reforma do carro de aço carbono de primeira classe matricula PC-926390-0F, o primeiro do lote de carros resgatados pela ABPF – Regional Sul de Minas no antigo depósito de Santos Dumont/MG.

Fabricado no início da década de 1970 nas oficinas da RFFSA/Central foi utilizado em diversos trechos, sendo utilizado por fim no serviço de “trem urbano” no trecho da Linha do Centro entre Mathias Barbosa e Benfica, no famoso “Trem Xangai”.

Desativado em 1996, foi recolhido juntamente com os demais carros de passageiros no depósito de Santos Dumont, onde permaneceu por 23 anos exposto à ação das intempéries e de vandalismo.Após um longo processo burocrático, com apoio do Ministério Público Federal e da MRS Logística, foi resgatado e levado para as oficinas da ABPF em Cruzeiro/SP em julho desse ano juntamente com mais 6 carros do mesmo tipo, além de 7 carros Budd de aço inoxidável.

Aspecto externo do PC-6390 ao entrar na oficina
Aspecto externo do PC-6390 ao entrar na oficina

Em agosto foram iniciados os trabalhos de reforma, onde o primeiro passo foi uma limpeza geral para que assim pudesse ser feita a desmontagem completa do carro, com remoção dos bancos (totalmente deteriorados, além de alguns faltando), remoção dos rodapés, piso, contra piso, isolamento e estrutura de madeira, que se encontravam muito deteriorados.

Um dos pontos de ferrugem do PC-6390 que será corrigido, com substituição da chapa danificada.
Um dos pontos de ferrugem do PC-6390 que será corrigido, com substituição da chapa danificada.
Processo de lixamento da caixa do carro em várias etapas
Processo de lixamento da caixa do carro em várias etapas
Uma das laterais já com o lixamento concluído.
Uma das laterais já com o lixamento concluído.
Aspecto do interior do carro PC6390 após a remoção do piso antigo: estrutura de madeira comprometida além do isolamento completamente deteriorado.
Aspecto do interior do carro PC6390 após a remoção do piso antigo: estrutura de madeira comprometida além do isolamento completamente deteriorado.
Remoção do isolamento antigo
Remoção do isolamento antigo
Aspecto interno do carro após remoção do isolamento antigo e da estrutura de madeira.
Aspecto interno do carro após remoção do isolamento antigo e da estrutura de madeira.
Remoção de sujeira e ferrugem da parte interna do carro.
Remoção de sujeira e ferrugem da parte interna do carro.
Aplicação de produto inibidor de ferrugem.
Aplicação de produto inibidor de ferrugem.
Aplicação de nova pintura para proteção da parte interna do carro
Aplicação de nova pintura para proteção da parte interna do carro
Interior do carro PC-6390 após aplicação de nova pintura.
Interior do carro PC-6390 após aplicação de nova pintura.

A partir daí iniciaram-se os trabalhos de funilaria, com remoção completa de toda a pintura antiga, com lixamento de toda a caixa do carro até o metal, removendo-se também muita massa de funilaria que havia sido utilizada anteriormente. Com esse processo foi possível identificar pontos de corrosão na chaparia, que tiveram que ser removidos com corte das partes afetadas e soldagem de chapas novas.

Novas peças de madeira para estrutura interna do carro confeccionadas na marcenaria de São Lourenço.
Novas peças de madeira para estrutura interna do carro confeccionadas na marcenaria de São Lourenço.
As novas peças de madeira recebendo pintura para proteção.
As novas peças de madeira recebendo pintura para proteção.
Aspecto do antes e depois de um dos amortecedores dos alçapões das escadas, inteiramente recuperado nas oficinas.
Aspecto do antes e depois de um dos amortecedores dos alçapões das escadas, inteiramente recuperado nas oficinas.
Aspecto de um dos foles de passagem no estado em que chegou no carro.
Aspecto de um dos foles de passagem no estado em que chegou no carro.
Remoção dos foles de passagem para recuperação
Remoção dos foles de passagem para recuperação
Um dos foles já removido.
Um dos foles já removido.
Fole já sendo recuperado.
Fole já sendo recuperado.
Solda feita na estrutura de um dos foles, que estava quebrada.
Solda feita na estrutura de um dos foles, que estava quebrada.
A estrutura de um dos foles já em adiantado processo de recuperação.
A estrutura de um dos foles já em adiantado processo de recuperação.

Foi necessário um intenso trabalho de funilaria, com “martelinho de ouro” afim de se remover amassados e imperfeições o máximo possível para se evitar o uso de massa de funileiro, visando assim uma melhor qualidade e durabilidade do carro.

Funilaria do carro: a etapa que mais consumiu tempo em toda a reforma
Funilaria do carro: a etapa que mais consumiu tempo em toda a reforma
Funilaria: as imperfeições foram corrigidas da melhor maneira possível, com utilização mínima de massa
Funilaria: as imperfeições foram corrigidas da melhor maneira possível, com utilização mínima de massa
Trecho de chapa substituída
Trecho de chapa que estava podre foi substituído
Início da aplicação de pintura de fundo: iniciou-se pelo teto
Início da aplicação de pintura de fundo: iniciou-se pelo teto
Pintura de fundo já aplicada no carro
Pintura de fundo já aplicada no carro

Uma nova estrutura de madeira foi inteiramente confeccionada em roxinho na marcenaria de São Lourenço para substituir as peças deterioradas que estavam no carro; um novo isolamento foi instalado, novas placas de compensado para o contra piso e um novo piso aplicado.

Todas as peças dos rodapés de alumínio foram recuperadas, desamassadas e escovadas bem como demais frisos internos e outros detalhes. Uma tarefa hercúlea a parte foi a recuperação das janelas, seja das molduras do vidro, seja (principalmente) a recuperação das venezianas, que demandaram muito tempo, paciência e esforço da equipe.

Estruturas dos bancos desmontadas para limpeza
Estruturas dos bancos desmontadas para limpeza
Novas laterais de madeira para os bancos foram confeccionadas na marcenaria de São Lourenço
Novas laterais de madeira para os bancos foram confeccionadas na marcenaria de São Lourenço
Um dos bancos após a reforma
Um dos bancos após a reforma
Bancos já prontos para serem instalados no carro
Bancos já prontos para serem instalados no carro
Finalização da montagem das placas de revestimento internas
Finalização da montagem das placas de revestimento internas
Início da instalação do piso
Início da instalação do piso
Piso instalado
Piso instalado
Os bancos já instalados no carro: interior pronto
Os bancos já instalados no carro: interior pronto
Detalhe dos apoios de pés dos bancos, revestidos com piso afim de se proteger os mesmos
Detalhe dos apoios de pés dos bancos, revestidos com piso afim de se proteger os mesmos

Toda a instalação elétrica foi refeita, com nova fiação e total atenção a todos os detalhes: além da iluminação interna, de banheiros, corredor e varanda, as lanternas de cabeceira bem como as lanternas laterais estão agora 100% funcionais!

Desmontagem e limpeza das lentes e aros das lanternas de cabeceira do carro
Desmontagem e limpeza das lentes e aros das lanternas de cabeceira do carro
As lanternas de cabeceira já instaladas e funcionando
As lanternas de cabeceira já instaladas e funcionando

A mecânica do carro também foi inteiramente revisada; os truques foram removidos e desmontados; todo o sistema de freio foi verificado e recebeu os reparos necessários, bem como os ajustes para o correto funcionamento; as mangueiras de freio foram substituídas por novas e o freio manual recebeu um novo “volante”, uma vez que o que nele se encontrava era muito pequeno e insuficiente para aplicação correta e segura da tensão necessária para frenagem do carro.

Revisão dos truques
Revisão dos truques

Em termos de pintura, optou-se pelo resgate do segundo padrão de pintura para carros de aço carbono adotado pela RFFSA, com caixa na cor “vermelho toscano” e faixas e inscrições amarelas. Para isso, seguiu-se fielmente o padrão da época, com base em documentos normativos utilizados pelas oficinas, onde tem-se a tipologia das letras e números, dimensões e posicionamento das inscrições na caixa do carro. Para atender a normas vigentes atuais, como esse carro irá trafegar em linhas concedidas, foi necessária a aplicação do SIGO completo do carro além da aplicação do mesmo nas cabeceiras, tornando-o assim, juntamente com toda a revisão mecânica e estrutural, apto a circular em todas as linhas de bitola larga ativas do país.

Instrução normativa da RFFSA para pintura de carros de aço carbono no segundo padrão
Instrução normativa da RFFSA para pintura de carros de aço carbono no segundo padrão
Vetorização dos caracteres conforme instruções normativas da RFFSA
Vetorização dos caracteres conforme instruções normativas da RFFSA
Layout de pintura conforme instruções normativas da RFFSA
Layout de pintura conforme instruções normativas da RFFSA
Processo de pintura das faixas laterais
Processo de pintura das faixas laterais
Faixas laterais concluídas
Faixas laterais concluídas
Aplicação das máscaras para pintura das inscrições
Aplicação das máscaras para pintura das inscrições
Inscrições pintadas no carro
Inscrições pintadas no carro
Pintura do carro concluída
Pintura do carro concluída
O carro concluído, apresentando o segundo padrão de pintura adotado pela RFFSA para carros aço carbono.
O carro concluído, apresentando o segundo padrão de pintura adotado pela RFFSA para carros aço carbono.

O carro já foi inspecionado por um dos engenheiros mecânicos da ABPF, que realizou medições dos rodeiros, verificando frisos e banda de rodagem, além de ultrassom nas rodas e eixos. Os aparelhos de choque e tração bem como os engates também foram inspecionados, além do sistema de freio e estrutura do carro. Para além, o carro passará ainda por inspeção de técnicos e engenheiros das concessionárias ferroviárias para homologação para fins de circulação em suas malhas respectivas.

Realização de ultrassom por engenheiro da ABPF nos truques do carro
Realização de ultrassom por engenheiro da ABPF nos truques do carro

Em menos de quatro meses a ABPF recuperou inteiramente um carro com quase 50 anos de idade que estava desativado e se deteriorando a mais de 20 anos; a reforma atendeu a critérios técnicos de segurança e manutenção além de históricos, com respeito às características originais, tornando-se plenamente operacional e apto a circular por qualquer linha de bitola larga do país sem restrições.

Mais uma vez não podemos deixar de registar o apoio recebido do Ministério Público Federal, do IPHAN e da MRS Logística que abraçaram essa causa e viabilizaram a operação de resgate e a toda a nossa equipe que se dedicou e trabalhou arduamente para que mais esse sonho se concretiza-se.

 
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Publicado por em 14 de dezembro de 2019 em Uncategorized

 

Ampliação do pátio de Cruzeiro

Iniciamos essa semana obras de expansão do pátio da estação de Cruzeiro, algo necessário para podermos manobrar o material de bitola larga que chegou, além de desocupar a linha 2 (de bitola mista) que será fundamental para a operação do trem turístico num futuro próximo; por essa via a locomotiva fará a volta quando o trem turístico estiver em operação, além de manobras da composição quando necessário.

Os dormentes já sendo posicionados para ampliação da via de estacionamento do pátio

Essa não é uma obra diretamente na linha que vai ser usada para o trem turístico, mas é uma etapa absolutamente necessária para se preparar a estação para receber essas obras. Essa é uma via secundária de pátio, que vai ser usada primariamente apenas para estacionamento de material rodante, não tendo sentido usar dormentes novos nesse caso. Para além, os dormentes que estão sendo utilizados foram inspecionados e tem plenas condições de suportar a via e o material rodante que nela for estacionado.

Os trilhos sendo colocados para ampliação da via de estacionamento do pátio

Ainda não temos data prevista para iniciar as obras diretamente no trecho de Cruzeiro ao túnel grande, no alto da Serra da Mantiqueira pois a equipe que irá trabalhar nessa revitalização da ferrovia ainda está finalizando a manutenção do trecho do Trem das Águas, entre São Lourenço e Soledade de Minas; assim que esse trabalho for finalizado, uma parte dessa equipe será transferida para Cruzeiro, além de ser complementada com a contratação de mão de obra local para aí sim iniciarmos os trabalhos no trecho.

 
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Publicado por em 21 de novembro de 2019 em Uncategorized

 

ABPF REGIONAL SUL DE MINAS ADQUIRE A LOCOMOTIVA Nº 9380

A singular locomotiva chamou a atenção da associação quando foi colocada a venda em um leilão devido a sua relevância, não só no Brasil mas também no mundo, uma vez que apenas 3 unidades desse modelo foram fabricadas.

9380 0

A ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Regional Sul de Minas não só deu mais um importante passo adiante na preservação da memória ferroviária nacional, mas também mundial. Como parte de nossa atenção voltada ao material rodante mais “novo” e significativo historicamente, a ABPF segue adiante no resgate de locomotivas diesel-elétricas e, agora adquire mais uma locomotiva diesel-elétrica de grande porte: trata-se da locomotiva GE modelo C36-7 nº 9380 ex. Ferronorte/Fiagril.

A locomotiva foi adquirida do seu proprietário, a empresa Fiagril, em um leilão realizado no último dia 10. Essa é mais uma ação voltada ao resgate da memória das ferrovias brasileiras.

Breve histórico

A locomotiva 9380, originalmente uma C36-7, foi fabricada em abril de 1978 para a Hamersley Iron Railroad, na Austrália; chegou naquela ferrovia com mais duas unidades idênticas, sendo numeradas como 5057, 5058 e 5059, todas fabricadas pela A. Goninan & Co, em Broadmeadow, Newcastle, Austrália, sob licença da GE. Essas locomotivas foram utilizadas na citada ferrovia até 1997, quando foram retiradas de operação devido a chegada das novas locomotivas GE Dash-9.

Em agosto de 1998, as três foram vendidas para a National Railway Equipment Company – NREC e exportadas para os Estados Unidos onde foram inicialmente alugadas para a Norfolk Southern Railway. Em 2005, a 5059 foi vendida para a Minnesota Commercial Railroad, onde recebeu o nº 59 e as outras duas foram vendidas para o Brasil, adquiridas pela Fiagril, uma empresa de comercialização de soja, sediada em Lucas do Rio Verde-MT, para escoar parte de sua soja pelos trilhos da então Brasil Ferrovias.

As locomotivas foram então reformadas na MGE em Hortolândia-SP e ainda em 2005 colocadas em serviço na Brasil Ferrovias – Ferronorte. A antiga 5057 tronou-se a 9380 e a antiga 5058 tornou-se a 9381 e ambas iniciaram suas “vidas” no Brasil sob as cores da Brasil Ferrovias – Ferronorte. Pouco depois, a BF rebaixou todas as C36 para C30.

Em 2006 a ALL – América Latina Logística adquiriu a BF. A 9381 foi transferida pela ALL para a MRS em 2007 em troca da EMD SD40-2 5238. A 9381 foi então renumerada pela MRS e tornou-se a 3749 e permanece ativa atualmente, repontecializada novamente como C36 e com micorprocessamento.

Em 2008 a 9380 recebeu então as cores da ALL (as quais mantém até hoje).

Em 2015 a ALL foi adquirida pela Rumo Logística, que manteve a 9380 em operação até fins 2018, quando então foi devolvida para o proprietário.

Em setembro de 2019 foi colocada à venda pelo proprietário em um leilão, sendo arrematada pela ABPF – Regional Sul de Minas.

A antiga 5059, que tornou-se 59 da ferrovia norte-americana Minnesota Commercial foi retirada de serviço e atualmente encontra-se recolhida em um pátio, aguardando destinação.

A 9380 é uma locomotiva rara, sendo uma das três únicas fabricadas no mundo e uma das duas que vieram para o país. Seu diferencial em relação às demais C36-7 e C30-7 existentes no país se dá, primeiro, em razão da origem (locomotiva fabricada na Austrália) e, pela característica admissão de ar do motor diesel, maior do que a padrão, com uma “corcova com aletas” afim de comportar os filtros de ar maiores, necessários devido às condições de trabalho na ferrovia Australiana, que corta regiões desérticas, com presença de muita poeira.

Diferencia-se também pelo tanque de combustível de maior capacidade, o qual é “mais alto”, com sua parte superior chegando até a saia do estrado, além de ser mais comprido, uma vez que os reservatórios de ar são montados somente atrás do tanque, permitindo então que esse chegue até próximo do truque dianteiro. Outra característica única é o revestimento térmico duplo da cabine, aplicado para amenizar as altas temperaturas enfrentadas na Austrália.

A 9380 agora será incorporada à frota da ABPF em Guararema/SP e, possivelmente, irá antes para Cruzeiro para receber manutenção.

Ficha Técnica da 9380

Fabricante: A. Goninan & Co, – Newcastle, Austrália (licenciada pela GE)

Data de fabricação: abril de 1978

Número de série: 53

Modelo: C36-7 (rebaixada pela BF para C30-7)

Data entrada em operação no Brasil: Jun/2005

Peso: 190 toneladas

Ferrovias: original Hamersley Iron Railroad nº 5057; depois NREX nº 5057; depois BF nº 9380

A 5057 sendo içada no porto de Dampier para embarcar no navio MV Iron Baron em 1978. Fonte: railheritagewa.org.au

A 5057 sendo içada no porto de Dampier para embarcar no navio MV Iron Baron em 1978. Fonte: railheritagewa.org.au

Já em serviço, a 5057 liderando trem de minério de ferro na Hamersley Iron Railroad, na Austrália em 11/12/1983. Foto: Rodney Gaulke

Já em serviço, a 5057 liderando trem de minério de ferro na Hamersley Iron Railroad, na Austrália em 11/12/1983. Foto: Rodney Gaulke

Foto da 5057 já fora de serviço na Austrália, recolhida em Dampier em julho de 1998 – foto publicada no site Pilbara Trains.

Foto da 5057 já fora de serviço na Austrália, recolhida em Dampier em julho de 1998 – foto publicada no site Pilbara Trains.

A 5057 recém chegada no Brasil. A pintura ainda era a da HI, somente com as inscrições daquela ferrovia tampadas e com a aplicação do “NREX” nas laterais da cabine. Foto: Rafael Dutil

A 5057 recém chegada no Brasil. A pintura ainda era a da HI, somente com as inscrições daquela ferrovia tampadas e com a aplicação do “NREX” nas laterais da cabine. Foto: Rafael Dutil

A 5057 em reforma na MGE, já recebendo as cores da Brasil Ferrovias. Foto: Rafael Dutil

A 5057 em reforma na MGE, já recebendo as cores da Brasil Ferrovias. Foto: Rafael Dutil

A 5057, agora 9380 saindo da reforma, pronta para entrar em operação na Ferronorte. Foto: Rafael Dutil

A 5057, agora 9380 saindo da reforma, pronta para entrar em operação na Ferronorte. Foto: Rafael Dutil

A 9380 pouco tempo após receber a pintura ALL, no pátio de São Carlos em 30/08/2008. Foto: Matheus Teixeira

A 9380 pouco tempo após receber a pintura ALL, no pátio de São Carlos em 30/08/2008. Foto: Matheus Teixeira

A 9380 em Itirapina, em 21/08/2018, pouco antes de ser retirada de serviço. Foto: Felipe Carvalho

A 9380 em Itirapina, em 21/08/2018, pouco antes de ser retirada de serviço. Foto: Felipe Carvalho

A 9380 em 2019, já recolhida e colocada à venda em foto do site oficial do leiloeiro. Foto: SUPERBID.

A 9380 em 2019, já recolhida e colocada à venda em foto do site oficial do leiloeiro. Foto: SUPERBID.

Primeira visita da equipe da ABPF a 9380 após a compra: ela encontra-se abrigada em um dos galpões em Araraquara. Foto: Beny Imkamp.

Primeira visita da equipe da ABPF a 9380 após a compra: ela encontra-se abrigada em um dos galpões em Araraquara. Foto: Beny Imkamp.

 
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Publicado por em 3 de outubro de 2019 em Uncategorized

 

INICIADA REFORMA DO PRIMEIRO CARRO QUE VEIO DE SANTOS DUMONT

A ABPF – Regional Sul de Minas iniciou em suas oficinas em Cruzerio/SP a reforma de um dos carros que vieram de Santos Dumont/MG que chegaram em julho. Trata-se de um carro de aço carbono de bitola larga, matrícula PC-6390. Todo o revestimento interno já foi removido, juntamente com todo o antigo isolamento térmico e a estrutura de madeira, os quais estavam bastante deteriorados.

Aspecto externo do PC-6390 ao entrar na oficina

Aspecto externo do PC-6390 ao entrar na oficina

Um dos pontos de ferrugem do PC-6390 que será corrigido, com substituição da chapa danificada.

Um dos pontos de ferrugem do PC-6390 que será corrigido, com substituição da chapa danificada.

Processo de lixamento da caixa do carro em várias etapas

Processo de lixamento da caixa do carro em várias etapas

Uma das laterais já com o lixamento concluído

Uma das laterais já com o lixamento concluído

Aspecto do interior do carro PC-6390 após a remoção do piso antigo: estrutura de madeira comprometida além do isolamento completamente deteriorado.

Aspecto do interior do carro PC-6390 após a remoção do piso antigo: estrutura de madeira comprometida além do isolamento completamente deteriorado.

Remoção do isolamento antigo.

Remoção do isolamento antigo.

Aspecto interno do carro após remoção do isolamento antigo e da estrutura de madeira.

Aspecto interno do carro após remoção do isolamento antigo e da estrutura de madeira.

Remoção de sujeira e ferrugem da parte interna do carro.

Remoção de sujeira e ferrugem da parte interna do carro.

Aplicação de produto inibidor de ferrugem.

Aplicação de produto inibidor de ferrugem.

Aplicação de nova pintura para proteção da parte interna do carro.

Aplicação de nova pintura para proteção da parte interna do carro.

Interior do carro PC-6390 após aplicação de nova pintura.

Interior do carro PC-6390 após aplicação de nova pintura.

A marcenaria de São Lourenço já providenciou novas peças de madeira para remontagem da estrutura interna do carro, tudo feito em “Roxinho”.

Novas peças de madeira para estrutura interna do carro confeccionadas na marcenaria de São Lourenço.

Novas peças de madeira para estrutura interna do carro confeccionadas na marcenaria de São Lourenço.

As novas peças de madeira recebendo pintura para proteção.

As novas peças de madeira recebendo pintura para proteção.

Aspecto do antes e depois de um dos amortecedores dos alçapões das escadas, inteiramente recuperado nas oficinas.

Aspecto do antes e depois de um dos amortecedores dos alçapões das escadas, inteiramente recuperado nas oficinas.

Ainda na parte externa, os foles de passagem foram removidos e estão sendo recuperados bem como todas as escadas retráteis. Toda a caixa foi lixada para remoção de toda a tinta antiga e ferrugem; com essa limpeza, é possível verificar todo os pontos de ferrugem existentes para que os mesmos sejam corrigidos, com substituição do trecho da chapa comprometido.

Aspecto de um dos foles de passagem no estado em que chegou no carro.

Aspecto de um dos foles de passagem no estado em que chegou no carro.

Remoção dos foles de passagem para recuperação

Remoção dos foles de passagem para recuperação

Fole já sendo recuperado

Fole já sendo recuperado

Solda feita na estrutura de um dos foles, que estava quebrada

Solda feita na estrutura de um dos foles, que estava quebrada

A estrutura de um dos foles já em adiantado processo de recuperação.

A estrutura de um dos foles já em adiantado processo de recuperação.

 
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Publicado por em 24 de setembro de 2019 em Uncategorized

 

COMPOSIÇÃO ESPECIAL FOI ATRAÇÃO EM ENCONTRO DE FERROMODELISMO DE SÃO CARLOS

A composição estacionada no pátio da estação de São Carlos atraiu grande número de visitantes

A composição estacionada no pátio da estação de São Carlos atraiu grande número de visitantes

A ABPF, mais uma vez em parceria com a Rumo Logística e com a CPTM esteve presente em um evento de ferromodelismo no interior do estado de São Paulo; dessa vez a composição especial, formada pela locomotiva C30-7A nº7202, o carro salão-bar PI-3102 e a automotriz CPTM nº1 teve como destino a estação de São Carlos, onde ocorre todos os anos um dos mais tradicionais encontros de ferromodelismo do país.

Toda a composição ficou estacionada no pátio da estação e permaneceu aberta à visitação durante todo o período de realização do evento, possibilitando o contato do público com a mesma, sendo para muitos a primeira oportunidade de subir e entrar na cabine de uma locomotiva diesel-elétrica, bem como entrar em um carro de passageiros e, conhecer uma automotriz, equipamento esse raro nas ferrovias brasileiras, tendo sido pouco utilizadas e apenas em trechos específicos. No caso das linhas da antiga Cia. Paulista de Estradas de Ferro, depois FEPASA e hoje Rumo Malha Norte, as automotrizes nunca foram utilizadas, sendo essa então a primeira vez que uma delas chega e permanece em São Carlos sendo, portanto, um fato inédito.

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O interesse dos presentes em visitar a composição foi grande; filas se formaram durante todos os dias do evento.

O interesse dos presentes em visitar a composição foi grande; filas se formaram durante todos os dias do evento.

A locomotiva C30-7A nº7202 foi adquirida de um particular no ano passado sendo, portanto, um bem particular, de propriedade da associação, e foi reformada em parceria com a Rumo Logística, importante parceira na causa da preservação ferroviária. O carro PI-3102 foi doado pelo DNIT para a ABPF, que o resgatou e realizou toda a manutenção necessária para que o mesmo voltasse a ter plenas condições operacionais e de segurança. A automotriz por sua vez pertence a frota da CPTM e foi inteiramente recuperada pela companhia.

O evento foi um grande sucesso, e a composição foi a cereja do bolo: foi muito grande o número de visitantes nos dois dias de realização do evento, sendo o movimento constante, chegando a formar filas de interessados para tal visitação, sendo recebidos pela tripulação da ABPF, sempre disponível para esclarecer dúvidas, prestar informações e matar a curiosidade das pessoas, muitas delas tendo o primeiro contato com um “trem”.

A equipe responsável pelo translado da composição, sendo da esquerda para a direita: Bruno Scagliusi (ABPF), Adalberto Oliveira (CPTM), Danilo Souza (maquinista Rumo), Edibar (supervisor Rumo), (coordenador Rumo) e Beny Imkamp (ABPF)

A equipe responsável pelo translado da composição, sendo da esquerda para a direita: Bruno Scagliusi (ABPF), Adalberto Oliveira (CPTM), Danilo Souza (maquinista Rumo), Edvar (supervisor Rumo), Mattos (coordenador Rumo) e Beny Imkamp (ABPF)

A ABPF mais uma vez cumpre com a sua missão, que é promover o resgate e a conservação do patrimônio histórico ferroviário brasileiro, disponibilizando os bens à visitação pública, desde que a conservação dos mesmos não seja colocada em risco.

Juntamente com as parceiras, Rumo Logística e CPTM, mais uma vez firmamos o compromisso perante a sociedade no reconhecimento da ferrovia como instrumento de desenvolvimento e representação cultural, parte de nosso legado histórico e do desenvolvimento técnico e logístico, além de contribuir para a perpetuação da memória e da história nacionais.

Aproveitamos também para deixar nosso agradecimento a MRS Logística, também nossa parceria na preservação ferroviária e que mais uma vez gentilmente colaborou com o evento, dando apoio para o translado da composição no trajeto Guararema – Estudantes (Mogi das Cruzes).

 
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Publicado por em 6 de agosto de 2019 em Uncategorized

 

RESGATE DE CARROS DE BITOLA LARGA

A composição seguindo pela Linha do Centro rumo a Cruzeiro

A ABPF – Regional Sul de Minas está resgatando 14 carros de bitola larga, sendo 7 de aço carbono e 7 de aço inox.

Graças a uma ação rápida da ABPF em parceria com o Ministério Público Federal, conseguiu-se um prazo para que se pudesse selecionar e retirar os carros do antigo depósito de Santos Dumont e assim evitar que todos os carros fossem vendidos para serem cortados como sucata. Infelizmente não temos condições de salvar todos e não sabemos qual destino será dado aos muitos que ainda ficaram no depósito.

O trem especial com os 14 carros partiu ontem, dia 12/07 por volta das 15:00h e está seguindo viagem. O destino final é o pátio de Cruzeiro/SP, onde a ABPF já vem preparando as linhas para recebe-los. Lá os carros serão reformados conforme nossa disponibilidade de mão de obra e demais recursos.

Nossos agradecimentos as primordiais parcerias do MPF – Ministério Público Federal e IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sem os quais essa empreitada não seria possível. Graças ao empenho e sensibilização desses conseguimos resgatar todos esses carros. Agradecemos sobretudo ao DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes que se sensibilizou e deu total apoio e foi preponderante para o sucesso dessa ação. Agradecemos a todos pela confiança depositada em nossa associação e por acreditarem na nossa ideia.

Muito importante destacar aqui a atuação do MPF, na figura do Gabinete do Dr. Fernando Martins, que vem agindo de forma muito próxima e atenta sobre esse tipo de matéria, sendo que a sua intervenção nessa questão também foi fundamental para que toda essa ação fosse possível. A sensibilidade e atenção desse Gabinete para com o tema ferrovia e preservação ferroviária foi decisiva e fundamental para que essa cooperação inédita entre órgãos federais, concessionária e OSCIP acontecesse e para o sucesso de tal empreitada.

Não poderíamos deixar de agradecer e registrar também o grande apoio dado pela MRS Logística, importante parceira em vários momentos e que vem contribuindo de forma preponderante para a preservação ferroviária no país; a ela também agradecemos por acreditar na seriedade do nosso trabalho e por todo apoio dado ao longo de todos esses anos.

Esse foi um trabalho realizado ao longo de mais de 3 meses, incluindo duas semanas inteiras de revisão técnica dos carros por equipe da ABPF, manobras e preparação para viagem.

Com essa ação garantiremos um destino adequado aos carros, demonstrando dessa forma o interesse também do MPF, DNIT, IPHAN e MRS Logística perante a sociedade no reconhecimento da ferrovia como instrumento de desenvolvimento e representação cultural, parte de nosso legado histórico e do desenvolvimento técnico e logístico, além da contribuição para a preservação da memória e da história nacionais, sendo essa uma grande conquista, uma vitória muito significativa para a preservação ferroviária brasileira, evitando que todos esses carros simplesmente desaparecessem retalhados e vendidos como sucata pelo peso do metal.

É uma grande conquista e um fato inédito em se tratando de material rodante de bitola larga, que até o momento vinha sendo resgatado de maneira muito tímida e que se tornou possível graças as grandes parcerias e a criação de infraestrutura por parte da ABPF para recebê-los.

Parte desses carros irá compor o acervo do museu ferroviário que será criado em Cruzeiro/SP, uma vez que os investimentos bem como os planos para criação do museu ferroviário em Passa Quatro/MG foram cancelados.

 
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Publicado por em 13 de julho de 2019 em Uncategorized