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Reforma de carros Budd da MRS

Os carros da MRS nas oficinas da ABPF em Cruzeiro/SP

Em mais uma importante parceria com a MRS Logística, a ABPF auxiliou no processo de reforma dos dois carros Budd administração daquela concessionária para serem utilizados na condução de autoridades do Ministério da Infraestrutura, entre eles, o Ministro Tarcísio Gomes de Freitas, ao longo do trecho ferroviário que dá acesso ao Porto de Santos. A bordo dos carros também haviam representantes da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Santos Port Authority (SPA). A viagem aconteceu ontem, dia 24/09 e teve como objetivo apresentar os investimentos já realizados pela MRS e entender os investimentos previstos na renovação da concessão, afim de se garantir a capacidade ferroviária ao maior porto da América Latina.

Os carros foram levados para as oficinas da ABPF em Cruzeiro onde passaram por revisão, manutenção e limpeza geral para que estivessem em perfeitas condições para serem utilizados. Todo o sistema de freio foi revisado, com substituição de válvula, bem como todo o sistema de ar-condicionado, que foi recuperado, higienizado e colocado em funcionamento.

A ABPF agradece a confiança dessa importante parceira que é a MRS e sente-se lisonjeada em poder participar de alguma forma desse importante momento que a ferrovia brasileira está vivendo. Para além, os carros são peças significativas, tendo sido fabricados pela Budd nos Estados Unidos em 1949 para a então E. F. Central do Brasil, cumprindo também dessa forma o seu papel de mantenedora da memória ferroviária nacional.

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2021 em Uncategorized

 

Carro Salão-Bar mais uma vez vai a Santos

O carro salão-bar nas linhas da MRS durante realização de evento daquela concessionária

O carro salão-bar mais uma vez foi a Santos em um evento da MRS, que recebeu uma comitiva para percorrer as linhas a ela concedidas naquele município. Atendendo a uma solicitação da MRS, a ABPF prontamente disponibilizou o carro para essa importante parceira, sendo uma satisfação para a associação poder contribuir em um momento tão significativo do desenvolvimento de planos para o futuro do transporte sobre trilhos no país.

Esse tipo de evento muitas vezes é organizado de forma repentina, não havendo uma previsão de horários de movimentação. Na ida anterior do carro a Santos, quando houve uma previsão de horários de movimentação em tempo hábil, foi divulgado para pessoas da imprensa, sites, páginas e canais o itinerário da viagem o que dessa vez infelizmente não foi possível devido a urgência do evento, não havendo tempo hábil para divulgação uma vez que a equipe é muito reduzida, com poucas pessoas envolvidas nas atividades do dia a dia, que tem como prioridade manter a manutenção e funcionamento dos trens.

 
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Publicado por em 21 de agosto de 2021 em Uncategorized

 

Manobras no pátio da ABPF na Mooca

O carro Pullman sendo manobrado pela locomotiva U6B da CPTM no pátio da Mooca

Na semana passada foram realizadas manobras de rotina no pátio da ABPF na Mooca afim de se reorganizar o material rodante. Como a locomotiva a vapor nº 5 encontra-se em processo de manutenção, o que a impede de funcionar, contamos com a colaboração e apoio da CPTM, que gentilmente cedeu uma de suas locomotivas diesel com equipagem para a realização das movimentações que por sua vez fazem parte do plano de reestruturação daquele pátio da ABPF, com revisão do material rodante. Na oportunidade, com a locomotiva diesel engatada no carro Pullman da antiga Cia. Paulista, realizou-se testes do sistema de freio afim de se verificar o mesmo uma vez que pretende-se futuramente homologar este carro para tráfego nas linhas das concessionárias, a exemplo do que já foi feito com outros carros e locomotivas.

A movimentação foi rápida e o carro se deslocou apenas por cerca de 50m para a realização do teste do sistema de freio e o reposicionamento no pátio da ABPF, sendo estacionado de forma a se facilitar futuras movimentações. Salienta-se que nenhum carro, vagão ou locomotiva foi levado para a Lapa, estando todo o material rodante da associação estacionado no próprio pátio. Cabe frisar também que, conforme mencionado acima, a movimentação foi realizada por uma locomotiva da CPTM em dia e horário onde a mesma estava disponível, uma vez que a ela tem grande utilização nas linhas e oficinas da companhia e, “horários vagos” são raros, além de se ter janela de horário disponível para deslocamento da mesma pelas linhas por onde circulam os trens metropolitanos e de carga.

Manobras como essa são realizadas constantemente em todos os pátios da ABPF, seja para formação das composições para receber passageiros, seja para manutenção ou para reposicionamento do material rodante; é uma atividade de rotina realizada pelos colaboradores e voluntários de cada regional que estão presentes no dia a dia de cada unidade da associação.

Deixamos registrados aqui mais uma vez nossos agradecimentos a CPTM e a seus colaboradores pelo apoio e enaltecemos o compromisso da CPTM em apoiar a causa da preservação da memória ferroviária, importante capítulo da história não só do estado de São Paulo mas também de todo o país.

 
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Publicado por em 21 de agosto de 2021 em Uncategorized

 

REGIONAL SUL DE MINAS BUSCOU TRILHOS CEDIDOS PELO DNIT

Na última semana do mês de maio a ABPF – Regional Sul de Minas realizou a operação de transporte dos trilhos cedidos pelo DNIT. Os mesmos encontravam-se no pátio do DNIT em Irajá/RJ e agora já estão armazenados no pátio da ABPF em Cruzeiro/SP e, serão utilizados para repor os trilhos furtados do trecho entre Cruzeiro e o Túnel Grande, no alto da Serra da Mantiqueira, que está em processo de recuperação para implantação de um trem turístico. Foram cerca de 35 toneladas de trilhos, em barras nos mais diversos comprimentos totalizando aproximadamente 915 metros lineares.

Operação de carregamento no pátio do Irajá/RJ
Preparação para descarregamento no pátio de Cruzeiro/SP.
Os trilhos já descarregados no pátio de Cruzeiro/SP. Serão utilizados para repor os trilhos furtados no trecho que está sendo recuperado pela ABPF entre Cruzeiro/SP e o Túnel Grande, no alto da Serra da Mantiqueira

Esta cessão de trilhos é ainda fruto dos trabalhos realizados ao longo de anos com DNIT e PRF, sob orientação do Ministério Público Federal, que primeiro resultou no resgate dos três vagões em novembro de 2020 e agora finaliza-se com essa operação de remoção dos trilhos.

Mais uma vez, externamos nossos agradecimentos ao DNIT, a PRF e ao MPF pelo apoio e sensibilidade para com a nossa causa, que é o resgate e a valorização da memória ferroviária nacional.

 
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Publicado por em 31 de maio de 2021 em Uncategorized

 

Revisão da locomotiva 9380

A locomotiva C30-7 nº 9380 vem passando por revisão nas oficinas da ABPF- Regional Sul de Minas em Cruzeiro/SP. Os trabalhos estão concentrados na parte elétrica da locomotiva, sendo iniciados pelo compartimento de tração.

Todos os componentes foram removidos da locomotiva e estão sendo trabalhados na bancada pelo eletricista da Regional, o sr. Sebastião, que analisou e testou um por um antes de serem completamente desmontados para recuperação. Foram constatadas diversas avarias, algumas graves, outras nem tanto mas, todas serão sanadas e corrigidas.

Os componentes que podem ser limpos e recuperados o estão sendo; os que necessitam de substituição por novos estão sendo substituídos.

Os recursos financeiros obtidos em uma campanha promovida no final do ano passado pelo “Paparazzi Ferroviário”, Denis Castro, para angariação de fundos para aquisição de um TUE 1700 infelizmente não conseguiu atingir o objetivo total, visto o tão pouco tempo que teve antes da realização do leilão. Sendo assim, o valor arrecadado foi então revertido para a Regional Sul de Minas para utilização em suas atividades.

Com esse valor, foi possível custear alguns destes componentes novos para substituição dos avariados da locomotiva 9380 e, mostramos a seguir esses componentes bem como a nota fiscal de aquisição dos mesmos (valor da nota pago com o dinheiro da Vakinha complementado com dinheiro da Regional para dar o total).

– Nota Fiscal dos componentes adquiridos para a locomotiva 9380, paga com o valor da “Vakinha do 1700” mais complemento do caixa da Regional Sul de Minas da ABPF para dar o total
– Componentes adquiridos
– Componentes adquiridos

Nossos agradecimentos a todos os participantes que doaram recursos na “Vakinha do 1700” e ao Denis Castro, por ter revertido o valor obtido para a nossa Regional. Os recursos mesmo que não tenham ido para o objetivo original, ainda foram utilizados para fins de preservação da memória ferroviária, ajudando a colocar a locomotiva em perfeitas condições de funcionamento mais uma vez, ferramenta extremamente útil e necessária para a realização dos traslados de material rodante e operações de resgate na malha de bitola larga. Foi uma ajuda muito bem-vinda neste momento em que enfrentamos tempos difíceis, onde houve a paralisação de todos os trens da ABPF, nossa principal fonte de receita.

 
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Publicado por em 17 de março de 2021 em Uncategorized

 

Resgate de vagões

Içamento do vagão tanque fabricado pela Gregg em 1936 para a Shell

Mais uma importante conquista da ABPF nesse ano de 2020: três vagões foram salvos da sucata. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas desde março, com a paralisação de todos os trens que perdurou por mais de seis meses devido a pandemia, os trabalhos de preservação, inclusive os burocráticos, não pararam e os resultados estão aparecendo.

A operação de transporte que começou ontem, dia 25/11 e terminou hoje, dia 26/11 com o descarregamento e a acomodação dos três vagões no pátio da ABPF em Cruzeiro é fruto de um trabalho da associação que se iniciou em 2015. Foram mais de 5 anos, desde o momento em que os voluntários João Bosco Setti, Eliezer Poubel Magliano e Luiz Felipe Lopes Dias identificaram a existência desse vagão tanque em Praia Formosa que, no entanto, naquele momento já não se encontrava mais ali; a descoberta de que todo o material havia sido levado para um suposto depósito do DNIT, o qual por eles foi descoberto e lá foram, fotografaram tudo e inclusive escreveram o primeiro “não cortar” no vagão tanque. Ali se iniciou uma verdadeira epopeia, com pedido formal feito pela ABPF ao DNIT; foi quando para surpresa geral que descobriu-se que ainda se tratava de um “bem operacional”, o que ocasionou um grande entrave devido ao processo existente; somente agora, em 2020, com a PRF, foi possível chegar num acordo para preservá-lo.

Sob orientação do Ministério Público Federal, a Polícia Rodoviária Federal coordenou o processo para desocupar a área e convocou entidades preservacionistas para recolher o que fosse relevante para preservação. Após inúmeras reuniões e discussões, chegou-se em um acordo que resultou no resgaste desses três vagões. Foi autorizado também o recolhimento de truques e diversos componentes avulsos como rodeiros e engates, itens esses muito úteis e necessários para reposição na frota da ABPF.

A operação de retirada e transporte dos vagões foi complexa e muito onerosa, havendo a necessidade de contratação de um guindaste de longo alcance e capacidade além de três carretas apropriadas, fora toda a mão de obra necessária.

Içamento do vagão “Box” fabricado pela Energoinvest na Iguslávia em 1976
Içamento do vagão Hopper fabricado pela Cobrasma em 1976

Os três vagões, um tanque, um Hopper e um “box” já estão no pátio da ABPF em Cruzeiro/SP onde serão reformados futuramente e irão compor o acervo do museu ferroviário que está sendo criado.

Sobre os vagões:

Vagão tanque TNA-619449-4G – Fabricado na Bélgica pela GREGG CAR CO LTD em 1936 para a SHELL que o alocou para transportes na malha da Leopoldina, onde recebeu a matrícula TZV-599. Foi vendido para a A.G.E.F. – Rede Federal de Armazéns Gerais Ferroviários S/A (controlada pela Rede Ferroviária Federal S/A) e permaneceu na EFL.

Passou a ser utilizado em serviços de apoio para transporte de óleo diesel entre as oficinas e recuperação de óleos de cárter, além de resíduos também usados no final da vida útil das locomotivas a vapor como combustível e para sua lubrificação.

Após ser desativado, seguiu de Campos para a “fila da morte” que se formou no pátio de Praia Formosa, onde felizmente não foi cortado. Com as obras da região do porto do Rio, foi transferido com outros materiais e empilhado no então pátio do DNIT em Irajá.

Este vagão muito provavelmente é o último exemplar desse tipo e origem ainda existente e agora será preservado pela ABPF e irá compor o acervo do museu ferroviário que está sendo constituído em Cruzeiro/SP.

O pequeno vagão tanque fabricado na Bélgica já nos trilhos no pátio de Cruzeiro/SP.

Vagão ‘box” FRD-618089-2G – Um “box” fabricado pela Energoinvest na Iuguslávia e montado pela CCC – Companhia Comercio e Construções em 1976. Antes um modelo abundante nas linhas de bitola métrica da antiga RFFSA, aos poucos está sendo substituído por modelos mais novos, tornando esse um exemplar significativo para a preservação. Ele foi alocado originalmente pela RFFSA na SR-8 – Superintendência Regional Campos. Desativado, estava na “fila da morte” que se formou no pátio de Praia Formosa, onde felizmente não foi cortado. Com as obras da região do porto do Rio, foi transferido com outros materiais e empilhado no então pátio do DNIT em Irajá.

O vagão Box fabricado na Iugoslávia e montado no Brasil já nos trilhos do pátio de Cruzeiro

Vagão Hopper HND-619196-7E – Fabricado pela Cobrasma em 1976 para a RFFSA, foi alocado na Superintendência Regional Belo Horizonte – SR-2.

Este vagão não só será uma peça que irá compor o acervo do museu ferroviário que está sendo constituído como também será de uso imprescindível nas obras de reforma da Linha Cruzeiro a Passa Quatro, pois ele é próprio para transporte e descarregamento de brita na via. Após circular por diversas linhas, estava circulando na região de Campos; foi desativado e estava na “fila da morte” que se formou no pátio de Praia Formosa, onde felizmente não foi cortado. Com as obras da região do porto do Rio, foi transferido com outros materiais e empilhado no então pátio do DNIT em Irajá.

O Hopper fabricado pela Cobrasma em 1976 já sobre os trilhos do pátio de Cruzeiro/SP

Nossos agradecimentos ao DNIT, a Polícia Rodoviária Federal, Superintendência do Rio de Janeiro na figura do Superintendente Inspetor Silvinei Vasques e ao Ministério Público Federal que acreditaram no trabalho sério desenvolvido pela ABPF e tornaram possível esse importante resgate de material ferroviário histórico.

 
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Publicado por em 26 de novembro de 2020 em Uncategorized

 

RESGATE DAS LOCOMOTIVAS ELÉTRICAS: MISSÃO CUMPRIDA!

Uma das maiores operações de resgate de material ferroviário histórico já realizadas no país foi concluída hoje com pleno sucesso!

As locomotivas sendo posicionadas no pátio da ABPF em Cruzeiro/SP, onde serão preservadas

Foi um sucesso a operação de resgate das três locomotivas elétricas que estavam no depósito da Luz, na capital paulista! Foram 4 dias, mais de 200km de trilhos percorridos em uma das maiores operações de resgate de material ferroviário histórico já realizadas no país!

Tudo isso só foi possível graças ao empenho e a união da ABPF, DNIT, MRS e CPTM em uma parceria em prol da preservação da memória ferroviária nacional sem precedentes.

A três locomotivas, uma GE “V8” fabricada em 1946 e duas English Electric, fabricadas em 1949 e 1955, desativadas há mais de duas décadas serão agora preservadas pela ABPF em Cruzeiro/SP, onde a associação tem uma grande oficina de locomotivas e um pátio com material ferroviário histórico que irá compor um museu ferroviário que será construído.

Manobras no pátio da Luz da CPTM para formação da composição
A composição especial no trecho
Trem partindo da estação de São José dos Campos
A composição se aproximando de Aparecida
Passando por Guaratinguetá
Seguindo para Cruzeiro
As locomotivas elétricas entrando no pátio da ABPF em Cruzeiro onde serão preservadas
Parte da equipe responsável pelo sucesso dessa grande operação

O apoio e sensibilidade do DNIT em nos ouvir e dar todo apoio e depositar em nós a confiança para que sejamos os guardiões das locomotivas, evitando assim que as mesmas se tornem sucata, bem como o primordial apoio da CPTM, que nos ofereceu suas oficinas para que pudéssemos realizar a revisão e preparar as locomotivas para a viagem além de todo o auxílio para o translado da composição desde a Luz até o pátio de Engenheiro Manoel Feio, deixamos aqui registrados os nossos agradecimentos a ambos.

Nossos agradecimentos também a MRS, que se sensibilizou e nos ofereceu todo o apoio para a operação, abrindo horários em sua grade para encaixar o nosso trem, fornecendo equipe de apoio e escolta para a composição durante todo o trajeto na linha sob sua concessão, bem como vigilância constante nos locais onde o trem pernoitou; sem esse apoio esse resgate não teria sido possível. A MRS demonstrou todo o seu profissionalismo e seriedade em organizar e viabilizar toda a logística da operação bem como a sua atenção para com a memória ferroviária nacional.

 
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Publicado por em 16 de setembro de 2020 em Uncategorized

 

RESGATE DE ANTIGAS LOCOMOTIVAS ELÉTRICAS EM SÃO PAULO

Uma grande operação de preservação ferroviária fruto de uma grande parceria

Seis antigas locomotivas elétricas fabricadas entre 1946 e 1955 e que foram desativadas há mais de 20 anos e que encontravam-se armazenadas no depósito da Luz em São Paulo desde 2008 encontram agora um novo destino: todas elas serão devidamente preservadas!

Tratam-se de três locomotivas fabricadas pela GE nos E.U.A. em 1946 tipo 2-C+C-2 (apelidadas como “V8”) para a antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro e, três locomotivas fabricadas pela English Electric na Inglaterra, sendo duas construídas em 1949 e uma em 1955 tipo C+C (apelidadas como “Pimentinha”) para a antiga EFSJ – Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, sendo as “V8” utilizadas até por volta de 1998 e as “Pimentinhas” utilizadas até por volta de 1996.

A preservação dessas locomotivas é fruto de uma grande união entre entidades preservacionistas, órgãos governamentais e concessionárias ferroviárias: ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, IMF – Instituto de Memória Ferroviária, DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, MRS Logística, CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e Rumo Logística.

Foram meses de negociações e preparação para chegarmos a esse momento: o transporte das locomotivas para os locais onde serão preservadas. Todas as locomotivas foram rigorosamente inspecionadas pelas concessionárias pela qual devem circular, inspeções feitas com o objetivo de se garantir que elas tivessem plenas condições de serem rebocadas e pudessem trafegar com segurança pelas linhas daquelas. Adequações bem como manutenção foram solicitadas pelas equipes técnicas das concessionárias, sendo essas realizadas pela equipe de voluntários da ABPF nas oficinas da Luz da CPTM, que deu todo o apoio para a realização dessas atividades. Todas as locomotivas foram devidamente lubrificadas, tiveram seus truques limpos e inspecionados, toda a timoneria de freio que apresentava risco de soltura ou de colisão com algum item junto a via permanente foi removida e guardada dentro das cabines das locomotivas para posterior remontagem. Todos os pantógrafos foram amarrados afim de se evitar que os mesmos se levantem durante a viagem. Os engates também foram revisados afim de se garantir que os mesmos estejam plenamente funcionais e seguros.

Após conclusão dos trabalhos, as locomotivas foram consideradas aptas a circular rebocadas pelas ferrovias, fruto do trabalho sério e dedicado de toda a equipe que se empenhou ao máximo por dias para o cumprimento de todos os itens de segurança.

A jornada começa com três locomotivas que seguirão para o pátio e oficinas da ABPF em Cruzeiro/SP, sendo rebocadas pelas duas locomotivas diesel-elétricas C30-7 da ABPF. Serão levadas duas English Eletric (9007 e 9016) e uma GE (6381) que seguirão no dia 12/09 da Luz para o pátio de Manoel Feio (horário a definir), onde o trem permanecerá até o dia 14/09 – 08:00hs, quando seguirá viagem até São José dos Campos, onde pernoitará. No dia 15/09 – 08:00hs o trem segue de São José dos Campos para Roseira, onde também pernoitará. O último trecho da viagem irá ser percorrido no dia 16/09 – 08:00hs, seguindo de Roseira até Cruzeiro.

Informamos que a programação do transporte esta sujeita a alterações devido a necessidades operacionais e não temos como garantir atualização desta em tempo hábil. Também não temos como garantir precisão de informação divulgadas por páginas e sites de terceiros com base em especulações.

                Aqueles que decidirem registrar ou acompanhar a composição, solicitamos que respeitem a ferrovia, não invadindo suas áreas privativas e nem permanecendo nos trilhos. Contamos com a colaboração de todos para que a operação seja um sucesso e com total segurança!

A evolução da composição poderá ser acompanhada pelas nossas páginas no facebook e também pelo aplicativo de rastreamento de composições da ABPF, disponível na Play Store: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.abpf.train_tracker&hl=en

Essa composição, que vai ser rebocada por locomotivas da ABPF, tornam concreto o plano original da associação em adquirir locomotivas em padrões mais modernos, que além de oferecerem suporte nas operações dos trens turísticos, são essenciais para esse tipo de operação. No caso, destacamos a locomotiva 9380, que na época de sua aquisição ocasionou diversas críticas pois alguns não consideraram a locomotiva “histórica”, desconhecendo que uma das razões para a aquisição era justamente ter disponível uma locomotiva para tração em trens especiais desse tipo, que requerem ao menos duas locomotivas. Para além, não existem locomotivas mais “populares”, como por exemplo a U20C, disponíveis para venda que estejam em condições recuperáveis e, por isso, optou-se pela aquisição da 9380, que dentre as locomotivas disponíveis para aquisição naquele momento era a mais “interessante”, por ser uma de apenas três fabricadas no mundo e apresentava ótimas condições técnicas.

A English Eletric 9006, conhecida também como “Albatroz”, aguardará a oportunidade para em um futuro breve ser levada para a Regional São Paulo da ABPF, onde será preservada no pátio da Mooca.

As outras duas locomotivas “V8” (6378 e 6383) também permaneceram no depósito da Lapa em São Paulo aguardando a oportunidade para serem rebocadas para Rio Claro/SP, onde serão preservadas na sede do IMF.

Essa ação de preservação é uma das mais significativas dos últimos tempos no país, onde seis locomotivas históricas com mais de 60 anos de idade (a mais nova tem 65 e as mais antigas tem 74) foram salvas do esquecimento e sucateamento graças ao empenho e o desejo comum entre todos os envolvidos no reconhecimento da ferrovia como instrumento de desenvolvimento e representação cultural, parte de nosso legado histórico e do desenvolvimento técnico e logístico, contribuindo de sobremaneira para a preservação da memória e da história nacionais.

Por fim, deixamos aqui nosso agradecimento a Cordeiros Hobby, que tem nos dado apoio nesta e em outras operações! Obrigado!

 
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Publicado por em 3 de setembro de 2020 em Uncategorized

 

Obras no pátio de Cruzeiro

Parcerias são sempre fundamentais para bom andamento dos trabalhos. Aqui temos um exemplo de parceria: ABPF e Prefeitura Municipal de Cruzeiro.

A atual gestão sempre recebeu a ABPF e encarou com muito entusiasmo os projetos da entidade para com o município, principalmente a criação do museu ferroviário e recuperação da ferrovia.

E tudo isso não ficou apenas na conversa e reuniões, hoje vemos de forma prática a parceria rendendo frutos e cada um se ajudando como pode. Com a reforma das linhas e limpeza, está sendo criada uma enorme quantidade de terra e entulho e a prefeitura prontamente auxiliou a ABPF na retirada desse material, somente essa semana, foram retirados 11 (ONZE) caminhões de entulho do pátio ferroviário.

E o melhor de tudo, esse material não vai ser descartado, a prefeitura faz manutenção de centenas de kms de estradas de terra na zona rural e segundo informações do pessoal de obras, esse material tem grande valor para eles, pois a terra por conter muitas pedras é muito útil na manutenção dessas estradas!

Mais uma vez a preservação ferroviária contribuindo não somente para manutenção do patrimônio, mas ajudando a comunidade!

Como outros exemplos de parcerias de grande sucesso, podemos citar o caso de Jaguariúna. Assim como Cruzeiro, no passado uma visão política duvidosa colocou tudo a perder na preservação ferroviária. Mas bastou uma nova gestão, preocupada com o patrimônio ferroviário e o turismo, que o resultado foi um novo viaduto ferroviário e o trem voltando a cidade após mais de duas décadas.

Outro exemplo é a parceria da ABPF com a prefeitura de Guararema, onde todo ano milhares de crianças da rede municipal e pessoas atendidas por diversos projetos sociais da prefeitura realizam o passeio de trem gratuitamente, sendo esse 100% custeado pela ABPF, não havendo nenhum custo para o município ou qualquer outro órgão ou empresa. Isso possibilita a estas pessoas terem contato com o patrimônio ferroviário e a própria história do seu município!

 
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Publicado por em 19 de junho de 2020 em Uncategorized

 

Transporte da locomotiva nº10

Chegou hoje nas oficinas de Cruzeiro a locomotiva nº10, ex SPR, fabricada na Inglaterra pela Sharp, Stewart & Co. em 1867. Essa é hoje a terceira locomotiva mais antiga existente no país, ficando atrás apenas da Baroneza (1852) e da nº15, ex SPR (1862) e, após todo o processo de reforma, será a mais antiga em funcionamento no Brasil.

Essa é de fato a primeira locomotiva da ABPF, doada a associação em fins dos anos 70 pelo seu proprietário anterior, o Frigorífico Bordon, que por sua vez a adquiriu anos antes da então EFSJ para uso nas manobras dentro de seu pátio.

Foi levada para Jaguariúna, sede da ABPF na época onde permaneceu por algum tempo, aguardando a oportunidade de ser recuperada. O fato de ser uma locomotiva de bitola larga era um grande limitador para o uso da mesma, uma vez que na época a ABPF só possuía o trecho em bitola métrica de Campinas a Jaguariúna mas, o mais importante havia sido conquistado: a preservação da mesma.

A possibilidade de se realmente a utilizar só veio na década de 1990, quando a ABPF conseguiu a cessão do antigo desvio da Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo capital. Esse desvio, de cerca de 1km em bitola larga abriu a possibilidade para a ABPF de resgatar e utilizar o material de bitola larga.

Em 2001 foi concluída a restauração, com apoio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Engenheiro Lincoln Palaia, passando a locomotiva então a trabalhar junto com a nº5, ex. EFCB no “Trem dos Imigrantes”.

Posteriormente, com o projeto do “Trem dos Ingleses”, foi levada para Paranapiacaba para tracionar o trem turístico no pátio do museu.

Lá funcionou por alguns anos, até que a sua fornalha, feita de cobre assim como em todas as locomotivas a vapor fabricadas até a década de 1870 e, em alguns casos até depois dessa década, sofreu com a fadiga do material, apresentando diversas trincas, um problema crônico de todas as locomotivas a vapor que possuem fornalhas feitas com esse material (por isso a adoção do aço a partir da década de 1870).

A solução para este problema é a substituição completa da fornalha por uma nova, feita de aço, algo que é impossível de ser feito no local onde ela estava, uma vez que depende de muitos recursos (uma oficina completa, com grandes equipamentos), além de estrutura para realizar a desmontagem completa da locomotiva e a remoção da caldeira do chassi; por isso foi trazida para Cruzeiro, onde todo esse trabalho será realizado e, aproveitando-se a desmontagem completa, toda a mecânica será refeita.

Transporte para Cruzeiro

Toda a operação para transporte da locomotiva levou meses; foi necessário muito planejamento e preparação da locomotiva para poder ser rebocada. A MRS Logística foi uma parceira primordial para essa realização, uma vez que é impossível acessar o pátio de Paranapiacaba com carretas e guindastes para uma operação como essa. Desde o início, a MRS nos recebeu e começou a trabalhar em conjunto conosco para que a operação pudesse ser feita da melhor maneira possível, com plena segurança para todos e para a locomotiva.

No dia 26/05 a locomotiva nº10 manualmente (puxada e empurrada com cabos de aço e alavancas) foi levada até uma das linhas da MRS no pátio de Paranapiacaba onde uma locomotiva diesel-elétrica daquela concessionária finalmente pode rebocá-la. Nos metros finais foi puxada por uma escavadeira da MRS, gentilmente cedida pela equipe de via que estava no local.

A locomotiva nº10 já nas linhas da MRS, aguardando para ser rebocada
Aguardando a locomotiva diesel da MRS para rebocá-la até o pátio de Campo Grande

A locomotiva nº10 foi mais uma vez revistada e lubrificada e então seguiu rebocada para o pátio de Campo Grande, onde permaneceu aguardando até ontem, dia 27/05 para ser carregada na carreta para seguir viagem.

Composição com a locomotiva nº10 pronta para partir
A 10 no trecho, seguindo para Campo Grande
Parada para verificação da temperatura dos mancais e buchas das braçagens
Já no pátio de Campo Grande

Esta operação foi extremamente complexa, devido a delicadeza da locomotiva nº10 em relação as grandes locomotivas hoje usadas pela MRS, mas foi tudo planejado de forma cuidadosa pela empresa de forma a evitar “stress” desnecessário a locomotiva nº10.

Içamento da locomotiva nº 10
Sendo colocada sobre a carreta
Já devidamente ancorada à carreta, pronta para seguir viagem
Deixando o pátio de Campo Grande…
… chegando em Cruzeiro
Sendo preparada para ser descarregada

Nossos agradecimentos a MRS Logística S/A por todo o apoio e empenho para essa grande realização; sem essa parceria não teria sido possível realizar essa remoção, que é o primeiro passo para a recuperação plena da 3ª locomotiva mais antiga e que será em breve a mais antiga em funcionamento do país.

 
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Publicado por em 28 de maio de 2020 em Uncategorized