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Arquivo da categoria: Locomotiva 1424

Novo apito da Locomotiva 1424

Um dos itens mais comum de vir faltando em locomotivas quando são resgatadas para preservação é o apito. Por causa disso, na nossa regional existe um deficit de apitos e procurando formas de solucionar este problema foi optado pela importação de apitos novos.

Ainda existem uns poucos fabricantes no mundo de componentes de locomotivas a vapor, em geral fornecem partes para ferrovias preservadas e em alguns casos, para entusiastas.

No caso do apito existe nos Estados Unidos um certo hobby quanto a colecionar e ter apitos a vapor funcionais em casa, onde alguns entusiastas usam compressores de ar para tocarem seus apitos ou até mesmo caldeiras estáticas, podendo assim ter o som mais fiel possível.

Dessa forma, em 2011 começamos a negociação com um desses produtores para a fabricação e importação de um apito de locomotiva para nossa frota. O produtor em particular possuía diversos modelos e tamanhos e por seleção entre os voluntários da regional, decidiu-se por um apito de 6 notas, algo que nenhuma das locomotivas da nossa regional possuem. Curiosamente, descobrimos mais tarde que este apito talvez seja o único do Brasil, segundo alguns pesquisadores.

Após alguns meses recebemos nosso apito, que devido a um erro do fornecedor veio sem a válvula original. Entre os entraves burocráticos e dificuldades de importação, acabamos por desenvolver uma válvula própria nas Oficinas de Cruzeiro e finalmente o apito pode ser instalado.

Apito nas oficinas de Cruzeiro

Apito nas oficinas de Cruzeiro

Decidiu-se então pela instalação do apito na locomotiva 1424, sendo assim seu apito ficou disponível para outra locomotiva quando esta sair da reforma:

Apito já instalado na locomotiva

Apito já instalado na locomotiva

Como fotos não fazem jus ao som do apito, criamos um pequeno vídeo para mostrar como ficou o desempenho do novo apito:

Lembrando que aqueles que desejarem ver e ouvir o novo apito ao vivo, basta visitar o Trem das Águas em São Lourenço.

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Filmagens de Gabriela em São Lourenço

Em Maio e em Outrubro o Trem das Águas foi cenário da produção Gabriela, onde por dois dias a estação de São de Lourenço passou a ser a estação de Ilhéus.

Hoje vamos apresentar aqui um pouco dos bastidores das gravações realizadas em Maio.

Como já vimos nas filmagens em Passa Quatro, os trabalhos começam logo cedo e geralmente de madrugada. Abaixo temos a locomotiva 1424 já com pressão e sendo abastecida com água para o longo dia que estava por vir:

Abastecendo a locomotiva

Com a locomotiva pronta, foram feitas algumas manobras e o trem posicionado na plataforma para aguardar o inicio dos trabalhos:

Composição pronta na plataforma

Logo a estação foi tomada por trabalhadores, figurantes, artistas e equipamentos de filmagem:

Trabalhos na estação

Em alguns momentos, tínhamos a sensação de ter voltado no tempo:

Voltando no tempo

A plataforma da estação foi o principal cenário das filmagens:

Filmagens na plataforma

Filmagem na plataforma

Os colaboradores e voluntários da ABPF tiveram também que se adequar e passaram a fazer trabalho de figurantes, abaixo nosso maquinista voluntário Felipe Sanches pousa orgulhoso com uniforme completo de ferroviário:

Maquinista voluntário Felipe Sanches

Os figurantes gentilmente posaram para fotografias:

Figurantes

A estação de São Lourenço além de cenário, acabou virando posto de operações de filmagens, estoque de materiais e ponto de descanso:

Saguão da Estação

Foram também gravadas diversas cenas do trem chegando na estação e para isso o pátio da estação também recebeu diversos equipamentos:

Filmando chegada do trem

Para deixar a chegada na estação mais realista, a composição recuava até sumir de vista, o que rendeu algumas fotos em locais que raramente todo o trem costuma ir:

Trem “escondido” para chegada na estação

Aguardando ordem para entrar na estação

Detalhe da cabine da locomotiva, com destaque para os rádios de comunicação com a equipe de filmagem:

Cabine

Após as filmagens na estação, foram feitas diversas cenas pelo trecho e para tal, foram instalados equipamentos em um dos carros:

Instalando equipamentos no trem

Ajustando os equipamentos

 
4 Comentários

Publicado por em 27 de novembro de 2012 em ABPF, Filmagem, Locomotiva 1424, São Lourenço, Trem das Águas

 

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Testes de linha com a locomotiva 1424

Em Março foi realizado um teste na linha de São Sebastião do Rio Verde no trecho já restaurado na frente de São Lourenço. A 1424 trafegou por aproximadamente 3km de via, trecho que já teve toda troca de dormentes e alinhamento completos, faltando apenas a reposição do lastro.

Aspecto da via logo após a estação de São Lourenço

Via permanente

Uma das grandes retas do trecho

Pontilhão

Aproximando-se do viaduto que fica na entrada de São Lourenço

A pequena locomotiva diesel Alemã, ex CBA esta fazendo os trabalhos de via em São Lourenço, como pode ser visto nas fotos abaixo:

Locomotiva nos trabalhos de via

Detalhe da pequena locomotiva diesel

A 1424 pode trafegar até o viaduto que fica na entrada da cidade de São Lourenço, desde 1993 que esse trecho da ferrovia não recebia uma locomotiva de grande porte:

Locomotiva 1424 próxima ao viaduto

Vista da 1424 a partir do viaduto

Vista geral das duas locomotivas

1424 sob o viaduto

Na chegada do viaduto, vindo de São Lourenço, existe um bonito trecho em “S”, que pode ser apreciado nas fotos a seguir:

Vista do S, olhando em direção a São Lourenço

Vista do S a partir do viaduto

Após a sessão de fotos teve inicio a viagem de retorno, que pode ser conferida a seguir:

Aspecto da via

Trecho da via que havia sido desmontado, já recuperado

Aproximando-se da chave inferior do pátio de São Lourenço

Entrando no pátio de São Lourenço

Vista parcial do pátio de São Lourenço

 

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Samba e Vapor 2012

“Samba e Vapor” foi o nome dado à excursão promovida pelo LCGB (Locomotive Club of Great Britain ou “Clube da Locomotiva da Grã Bretanha”) que trouxe ao Brasil 26 integrantes do clube, sendo 23 ingleses, 2 australianos e 1 alemão.

O grupo visitou o Brasil dos dias 23 de Fevereiro a 10 de Março e com apoio da Regional Sul de Minas que cuidou dos contatos e da organização da parte ferroviária da excursão, visitaram diversas ferrovias a vapor preservadas, sendo a grande maioria ferrovias mantida pela ABPF.

O grande objetivo do grupo era fotografar e filmar o maior número possível de locomotivas a vapor em operação e com o suporte da ABPF foi possível ao grupo conhecer dezenas de locomotivas, sendo que presenciaram 19 em funcionamento e muitas outras preservadas ou aguardando restauração.

A excursão teve inicio no Rio de Janeiro que foi a porta de entrada dos visitantes no Brasil, após passar uma noite na cidade o grupo partiu então em direção a São João Del Rei MG, para visitar o complexo da VFCO (Viação Férrea Centro Oeste) mantida pela FCA (Ferrovia Centro Atlântica) e que foi criada a partir de esforços da ABPF junto ao governo federal.

Além disso, parte do grupo se deslocou a Ouro Preto MG para fotografar e conhecer o acervo que a ABPF cedeu a FCA para operar o Trem dos Inconfidentes.

Após o final de semana o grupo retornou na segunda-feira para o Rio de Janeiro, onde visitou a Fazenda Mato Alto e pode conhecer o acervo mantido na Fazenda além de realizar filmagens e fotografias de todo material.

Após a visita o grupo permaneceu por dois dias na cidade para conhecer os principais pontos turísticos, para então novamente voltar à estrada e visitar outras ferrovias.

A próxima parada do grupo foi Passa Quatro MG, onde conheceram a operação da Regional Sul de Minas e realizaram dois passeios de trem exclusivos, sendo um no período da manhã e outro no período da tarde, tirando proveito assim de diferentes pontos de fotografia com o sol da manhã e o sol da tarde.

Parte do grupo se posicionando para fotografar o Trem da Serra da Mantiqueira em Passa Quatro

A necessidade do trem exclusivo era devido às exigências especiais do grupo, que tinha como prioridade fotografar e filmar o trem e não fazer o passeio. Para tal o grupo escolhia diversos pontos na ferrovia, onde o trem parava e fazia o desembarque dos passageiros, após o desembarque o trem recuava e realizava diversas passagens para criar oportunidades para filmagem e fotografias.

Outra tomada do Trem da Serra da Mantiqueira

No final do dia o grupo seguiu para São Lourenço onde foi recebido com um jantar na estação onde já foi possível conhecer o acervo da ABPF e ver o que era esperado para o dia seguinte.

Sexta feira as 09:00hs da manhã parte então o trem especial formado pela locomotiva 1424 e 5 carros de madeira, durante a viagem para Soledade de Minas novamente foram realizados diversas tomadas e a viagem que normalmente leva 40 minutos dessa vez levou 3 horas para que os visitantes pudessem aproveitar todos os bons pontos para fotografia.

Composição especial do Trem das Águas

Logo após retornar a São Lourenço o grupo partiu para Cruzeiro, onde visitou a Amsted Maxion, que mais uma vez abriu suas portas para que entusiastas pudessem ver de perto as locomotivas do tipo “Sentinel”, as duas ultimas no mundo ainda em uso comercial.

A comitiva seguiu então para as oficinas da Regional Sul de Minas, onde conheceu o restante do acervo da regional e os trabalhos de restauração, para depois partir para São José dos Campos onde pernoitou.

Já no Sábado o grupo prosseguiu para Campinas, onde ao invés de fretar um trem especial foi decidido desfrutar de toda operação da regional, onde no sábado iriam circular três trens, com encontros, manobras e etc. Ainda foi possível contar com a colaboração e sempre prestativa regional de Campinas que facilitou algumas paradas extras do trem para fotografias e filmagem, aproveitando-se assim ao máximo da mais complexa operação com trens a vapor do Brasil.

grupo na estação Tanquinho na VFCJ

No domingo o grupo teve o dia mais extenso de toda excursão, foram visitados quatro locais de preservação. O dia começou com uma visita a Estrada de Ferro Perus Pirapora, mantida pelo IFPPC (Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural – http://peruspirapora.blogspot.com.br/), que fez um trem especial misto (com vagões de carga e um carro de passageiros) para deleite dos visitantes.

Trem misto especial na EFPP

Na sequência foi visitado o Parque Dom Pedro, já na capital paulista, que conta com duas locomotivas a vapor e uma locomotiva elétrica em exposição, do parque o grupo se dirigiu ao Trem do Imigrante para visitar o Pátio da Mooca mantido pela regional de São Paulo, foi feito um passeio de trem e depois uma extensa visita a todo acervo. Por fim, se dirigiram a Paranapiacaba em Santo André para conhecer o Trem dos Ingleses, outra operação da regional de São Paulo.

Fotografando o Trem dos Ingleses em Paranapiacaba

Já na segunda-feira o grupo madrugou para poder pegar um voo logo cedo para Joinville – SC de onde seguiu para Rio Negrinho – SC visitando assim o acervo mantido na cidade pela Regional de Santa Catarina. Foram realizadas também manobras com duas locomotivas a vapor simulando chegadas e partidas da estação de Rio Negrinho.

A locomotiva 760 foi o grande destaque em Rio Negrinho

Na manhã seguinte foi feita uma visita ao NuRVI (Núcleo Regional do Vale to Itajaí), onde além da visita ao acervo da regional foi realizada uma visita a Usina Salto Pilão que gentilmente abriu suas portas aos entusiastas. No trecho da EFSC (Estrada de Ferro Santa Catarina) restaurado foram feitas diversas fotografias e filmagens aproveitando-se das magníficas obras de arte da ferrovia, que inclui viadutos e túneis.

Fotografando no túnel da EFSC

Quarta feira o grupo já se encontrava em Piratuba para visitar o trem do contestado, mantido também pela Regional de Santa Catarina. Foram dois trens especiais, sendo o primeiro de meio percurso e o segundo com o percurso completo, com horário calculado de forma a se chegar ao final do passeio com o sol em posição para a tradicional foto da ponte de ferro.

Trem de meio percurso em Piratuba

Partindo de Piratuba

Grande final da viagem em Piratuba

O ultimo trem visitado foi o mantido pelo SALV (Sociedade dos Amigos da Locomotiva a Vapor) em Tubarão SC, a visita incluiu um tour pelo museu ferroviário e um trem especial misto com quatro vagões de cargas de forma a simular os antigos trens de carvão da Ferrovia Teresa Cristina.

Conclusões Finais

Mais uma vez a ABPF mostrou que a preservação ferroviária não se trata apenas de preservar a memória de um país, mas que explorado de forma correta e consciente pode trazer diversos frutos a nação. Desta vez tivemos 26 visitantes internacionais que certamente vão divulgar o Brasil e seus trens para diversas pessoas, sem contar que o LCGB possui mais de 1000 associados por todo mundo que em breve vão receber um relatório da viagem ao Brasil.

Vários integrantes do grupo destacaram que ficaram surpresos com todo o trabalho da ABPF além de destacar a pontualidade dos trens, mencionando que em alguns casos, os trens já estavam prontos uma hora antes do combinado.  Alguns membros inclusive citaram que a ABPF deveria considerar expandir suas operações para fora do Brasil, em especial nos países vizinhos.

Por fim, os organizadores mencionam que devido o grande sucesso da excursão já pensam em realizar um segundo tour, se preocupam apenas que vai ser quase impossível, segundo palavras deles próprios, fazer uma excursão tão perfeita quanto esta.

Também é espera-se que este evento ajude e possa servir de inspiração para criação de eventos semelhantes por entidades nacionais e grupos de entusiastas, promovendo assim visitas e trens especiais para fomentar o turismo ferroviário nacional.

Por fim, fica o agradecimento a todos colaboradores e voluntários da ABPF que tornaram essa visita um grande sucesso, sem a paciência, colaboração e esforços de toda a entidade, essa excursão não teria sido o sucesso que foi. Parabéns a todos!

 

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