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Um Passeio de Trem Especial

Apesar do grande objetivo da ABPF ser promover o resgate e a conservação do patrimônio histórico ferroviário brasileiro, sempre que possível esta procura também ajudar a sociedade por outros meios. Assim, esta semana tivemos a oportunidade de colaborar com a APAE de Itanhandu (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), AMAE e CRAS de Passa Quatro presenteando estes com dois passeios no Trem da Serra da Mantiqueira em Passa Quatro.

Aqui compartilhamos com nossos leitores algumas fotos dos dois passeios realizados:

Parte do grupo na estação de Passa Quatro

Parte do grupo na estação de Passa Quatro

Passageiros se aglomerando na estação

Passageiros se aglomerando na estação

Todos a bordo é ir em direção a Serra da Mantiqueira

Já pelo trecho indo em direção a Serra da Mantiqueira

Olhares atentos na porta do carro durante as manobras em Coronel Fulgêncio

Olhares atentos na porta do carro durante as manobras em Coronel Fulgêncio

Desembarque para visitar a estação Coronel Fulgêncio

Desembarque para visitar a estação Coronel Fulgêncio

Na viagem de retorno, novamente olhares curiosos acompanhando a locomotiva 332

Na viagem de retorno, novamente olhares curiosos acompanhando a locomotiva 332

Desembarque na estação de Passa Quatro com auxílio das "Ferreomoças"

Desembarque na estação de Passa Quatro com auxílio das “Ferreomoças”

Continuando com o desembarque em Passa Quatro

Continuando com o desembarque em Passa Quatro

Mas antes de desembarcar, muitos aproveitaram para fazer fotos de lembrança

Mas antes de desembarcar, muitos aproveitaram para fazer fotos de lembrança

 

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Recuperação das Barras de Equilíbrio da Locomotiva 522

Já mostramos aqui o trabalho feito com os feixes molas da locomotiva 522, continuando com o trabalho no sistema de suspensão da locomotiva, hoje vamos ver a recuperação das barras de equilíbrio, que foi feita durante o mês de Outubro de 2011.

A grosso modo podemos dizer que as barras de equilíbrio conectam as molas de cada uma das rodas ao longeirão da locomotiva e assim, são elas quem sustentam a locomotiva. O sistema todo é inter-conectado de forma que uma roda tenha conexão com a outra, distribuindo o peso e os movimentos da suspensão.

Além de distribuir o peso sobre as rodas, o sistema ajuda distribuir os movimentos de todo conjunto, amortizando assim os choques que as rodas sofrem, evitando movimentos bruscos na locomotiva, fornecendo assim melhor estabilidade, ajudando na conservação da locomotiva e também conforto para equipagem.

Na figura abaixo (que não é da locomotiva 522), se observamos os itens 40 (caixa de mancais), 41 (barra lateral de equilíbrio), 42 (feixe de molas) temos uma visão global de como todo sistema atua:

Detalhes de locomotiva a vapor

Detalhes de locomotiva a vapor, autor Panther (http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Panther), licensed GFDL Cc-by-sa-2.5,2.0,1.0

Trabalhos Realizados

Como sempre, o primeiro passo é remover os componentes para uma avaliação e realizar a limpeza:

Barra lateral (na direita) e tirante de suspensão da mola

Barra Lateral de Equilíbrio

Tirante de suspensão da mola

Detalhe do tirante de suspensão da mola

Depois da limpeza e ajustes, o conjunto todo passa por pintura para proteção, o resultado podemos conferir abaixo:

Barras de equilíbrio

Após trabalhar em todo conjunto, o resultado pode ser conferido abaixo:

Conjunto de equilíbrio da locomotiva

Detalhes dos componentes da parte dianteira da locomotiva

Abaixo temos a barra transversal, que é usada para distribuir as forças lateralmente na locomotiva, especialmente quando a locomotiva entra em curvas. A tendência da locomotiva ao entrar em uma curva é aumentar o peso do lado de fora da curva, a barra transversal que tem conexão com o truque dianteiro (roda guia) ajuda equilibrar essas forças, de forma a tentar manter a distribuição de peso da locomotiva sempre por igual ou o mais próximo disso.

Barra transversal para conexão com truque dianteiro

Abaixo podemos observar uma barra lateral com seus dois tirantes:

Conjunto de Barra Lateral e tirantes de suspensão

E por fim, todo conjunto de suspensão, olhando a partir da traseira da locomotiva:

Conjunto de suspensão, com detalhe do sistema de conexão com o truque traseiro

Ajustes no Longeirão

Voltando ao longeirão da locomotiva, observamos que os pontos de apoio da barra lateral de equilíbrio precisava ser retificado e ganhar nova bucha:

Situação do ponto apoio

Preparando para novo embuchamento

Nova bucha instalada

Com este trabalho, foi feita toda preparação das barras de equilíbrio para serem todas embuchadas e ajustadas nas medidas originais exigidas pelo fabricante (Alco). No presente momento estão sendo fabricadas novas buchas para o longeirão (que pode ser visto na foto acima) e todos os pinos estão sendo recuperados ou fabricados novos, conforme a necessidade e estado de cada um.

 
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Publicado por em 17 de julho de 2013 em ABPF, Locomotiva 522, Oficinas de Cruzeiro, Restauração

 

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Restauração do Depósito de Locomotivas de Passa Quatro

Em fevereiro demos inicio a mais uma etapa do projeto de restauração do complexo ferroviário de Passa Quatro com a construção de um novo telhado para o depósito de locomotivas de Passa Quatro.

Depósito de Passa Quatro (a esquerda) no seu aspecto original

Depósito de Passa Quatro (a esquerda) no seu aspecto original

O depósito foi inaugurado em 1900, tendo sido construído pela empresa Minas e Rio para servir de oficina às locomotivas que ficavam lotadas em Passa Quatro, especialmente aquelas que trabalhavam no lado mineiro da Serra da Mantiqueira, fazendo o trajeto Passa Quatro – Estação Coronel Fulgêncio, sendo que hoje este é o trajeto percorrido pelo Trem da Serra da Mantiqueira.

Nesta primeira etapa da reforma foi construído um novo telhado, pois o antigo já estava com diversos problemas, principalmente no madeiramento. A reforma visa também trazer o depósito para um estado mais próximo de sua construção original, sendo que os principais trabalhos planejados e em execução são:

  • Fabricação de novas janelas e batentes em madeira, seguindo o estilo original e substituição das atuais “barras” instaladas pela RFFSA.
  • Fabricação de um novo portão de metal, seguindo o desenho do portão existente no depósito de Baldeação em Cruzeiro-SP, que também foi construído pela ferrovia Minas e Rio.
  • Remoção de todo o revestimento feito pela RFFSA para retornar o depósito ao seu aspeto original de “tijolinhos”, sendo que ainda esta sendo analisado a viabilidade deste item.
  • Concretagem da área interna para melhorar o ambiente de trabalho no interior do depósito e re-estruturação da oficina.
  • Demarcação e criação de um caminho para visitação do depósito após concluída a reforma.

Além da reforma do depósito, os trabalhos de restauração do complexo ferroviário envolvem:

  • Reforma das áreas da estação sob responsabilidade da ABPF
  • Criação de um pequeno museu ferroviário na estação após reforma
  • Reforma e restauração da caixa d’agua para abastecimento de locomotivas
  • Modificações e melhorias na linha do pátio ferroviário para otimizar sua utilização
  • Reforma da casa da turma de via, utilizada hoje como alojamento pela turma de via permanente e equipagem do trem.

Um item importante a se destacar é que o depósito sofreu diversas modificações ao longo de sua existência, como, por exemplo, modificação dos portões para permitir a entrada de locomotivas maiores, substituição das janelas de madeira por barras de metal, expansão do depósito, etc.

Alguns itens são inviáveis para se restaurar como no projeto original, um exemplo são os portões, pois se voltarmos ao tamanho original, o material rodante hoje em uso pelo Trem da Serra da Mantiqueira não vai mais poder entrar no depósito, pois é muito maior que o material rodante utilizado nos primeiros anos da ferrovia Minas e Rio.

A seguir, algumas fotos do trabalho feito até o momento, que além do madeiramento novo do telhado, inclui a troca de todas as 12.000 telhas:

Aspecto do depósito no inicio dos trabalhos, observe o telhado já sendo removido

Aspecto do depósito no inicio dos trabalhos, observe o telhado já sendo removido

Detalhe da remoção do telhado antigo e da nova estrutura

Detalhe da remoção do telhado antigo e da nova estrutura

O depósito praticamente já todo destelhado

O depósito praticamente já todo destelhado, observe a pilha de telhas novas

Vista do outro lado do depósito, já com novas telhas sendo instaladas no lanternim

Vista do outro lado do depósito, já com novas telhas sendo instaladas no lanternim

Novo telhado completo

Novo telhado completo

Vista do outro lado do depósito com o novo telhado

Vista do outro lado do depósito com o novo telhado

 

Remoção do Revestimento Antigo

Como pode ser observado nas fotos anteriores, foi feita também a remoção do revestimento das paredes para se estudar a possibilidade de retornar o depósito a sua característica original, ou seja, sem revestimento de cimento, mas com tijolos a vista.

Até o momento este projeto não tem se mostrado totalmente viável, devido as dificuldades em se remover o revestimento sem danificar os tijolos, no momento estão sendo analisadas alternativas.

Remoção do reboco feito pela RFFSA para análise da situação dos "tijolinhos"

Remoção do reboco feito pela RFFSA para análise da situação dos “tijolinhos”

 

Inicio da Reforma da Locomotiva 327

Em Outrubo de 2012 foram iniciado os trabalhos de reforma da locomotiva 327, que vem trabalhando na regional desde 2001, logo após sua primeira reforma realizada na regional Sul de Minas. A locomotiva começou seus trabalhos em Cruzeiro no extinto Trem da Serra (não confundir com o Trem da Serra da Mantiqueira em Passa Quatro), sendo depois transferida para São Lourenço, onde permanece até os dias de hoje.

A 327 vai passar por uma reforma completa já aproveitando toda estrutura da oficina construída em São Lourenço, mas avisamos que os trabalhos na locomotiva 522 continuam em paralelo com os trabalhos da 327.

A seguir algumas fotos do trabalho inicial:

Locomotiva 327 antes do inicio dos trabalhos

Locomotiva 327 antes do inicio dos trabalhos

Detalhe da locomotiva

Detalhe da locomotiva

Tender da locomotiva 327

Tender da locomotiva 327

Como toda reforma, o primeiro passo é começar a desmontagem da locomotiva, no caso da 327 o trabalho foi iniciado pelas braçagens:

Desconectando as braçagens dos cilindros

Desconectando as braçagens dos cilindros

Cruzeta já removida

Cruzeta já removida

Cruzeta e paralelo já removidos

Cruzeta e paralelo já removidos

Componentes já removidos das braçagens

Componentes já removidos das braçagens

Com as braçagens removidas foi feita então a remoção da caixa de fumaça, futuramente a locomotiva vai ganhar uma nova e a remoção no inicio da reforma se faz necessário para que os mecânicos possam acessar o superaquecedor e fazer a sua remoção, para depois remover os tubos da caldeira:

Caixa de fumaça removida

Caixa de fumaça removida, observe os tubos do superaquecedor.

Detalhe da frente da locomotiva e do superaquecedor

Detalhe da frente da locomotiva e do superaquecedor

Aspecto do superaquecedor e espelho frontal

Aspecto do superaquecedor e espelho frontal

Vista superior do local da caixa de fumaça

Vista superior do local da caixa de fumaça

Com a remoção da caixa de fumaça, os mecânicos podem também acessar as conexões do truque guia com o longeirão:

Conexões do truque guia com o longeirão

Conexões do truque guia com o longeirão

Outro ponto importante da caldeira e que é um dos primeiros pontos a ser inspecionado em uma reforma é a região da fornalha, em especial por causa dos estais, que são os dispositivos que formam a estrutura da caldeira na região da fornalha, para tal, é iniciado a remoção do revestimento da caldeira e remoção de acessórios dessa região:

Aspecto da locomotiva antes da remoção do revestimento

Aspecto da locomotiva antes da remoção do revestimento

Remoção de componentes da região da fornalha

Remoção de componentes da região da fornalha

Removendo componentes e revestimento

Removendo componentes e revestimento

Aspecto da caldeira após remoção do revestimento

Aspecto da caldeira após remoção do revestimento, observe os estais, as “bolinhas” na superfície.

Revestimento quase todo removido, aqui é possível observar também o revestimento térmico, próximo a cabine

Revestimento quase todo removido, aqui é possível observar também o revestimento térmico, próximo a cabine

Contraste entre a área sem revestimento e a área ainda com revestimento

Contraste entre a área sem revestimento e a área ainda com revestimento

A parte da caldeira no interior da cabine também teve seu revestimento removido:

Aspecto da cabine, observe que o revestimento da caldeira já foi removido.

Aspecto da cabine, observe que o revestimento da caldeira já foi removido.

Além do revestimento, foram removidos também passadiços e tanques de ar comprimido, como podemos ver nas fotos a seguir:

Aspecto da locomotiva sem passadiço e tanques de ar

Aspecto da locomotiva sem passadiço e tanques de ar

Vista superior da locomotiva

Vista superior da locomotiva

Nas próximas postagens mostraremos mais detalhes da reforma da locomotiva, aguardem!

 

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Oficinas de São Lourenço

Para melhor atender as necessidades da regional Sul de Minas e do Trem das Águas foi iniciado a alguns anos a construção de uma nova oficina para manutenção de material rodante.

Em São Lourenço já existia a marcenaria construída pela ABPF logo no inicio das operações do Trem das Águas, ficaram concentrados por lá a reforma e manutenção de carros de passageiros, além de outros trabalhos que envolvem marcenaria, como construção de novas cabines de locomotiva, limpa trilhos, etc.

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Exemplo de trabalho da marcenaria: construção de uma nova cabine para a locomotiva 415

Construção

Hoje apresentamos aqui um breve tour pelas oficinas e sua construção, as novas oficinas ficam localizadas na estação de São Lourenço. Começamos nosso tour com uma visão do inicio dos trabalhos de construção:

Inicio da construção das oficinas

Inicio da construção das oficinas

Na foto acima podemos observar o uso de longarinas de caminhão que foram doadas pela divisão de Rodas e Chassis do grupo IOCHPE-MAXION, que sempre colaborou com a ABPF e com a regional Sul de Minas.

Devido a falta de espaço, os trabalhos se tornam um pouco mais complexos, pois ao mesmo tempo que são construídas as estruturas, já é preciso que elas sejam usadas como depósito do material rodante, como podemos observar na foto abaixo:

Estrutura dos depósitos

Estrutura dos depósitos

Com a estrutura pronta, começou-se então a instalação do telhado:

Instalação do telhado

Instalação do telhado

Novos depósitos já em uso

Novos depósitos já em uso

Na foto acima podemos observar o uso dos depósitos ainda em construção para armazenamento do material rodante. Na imagem também podemos ter uma boa visão da oficina, da esquerda para direita: futura marcenaria, local para instalação da vala, depósito.

Telhado já quase completo

Telhado já quase completo

Com o telhado já praticamente completo, tiveram inicio os trabalhos para a construção das instalações da nova marcenaria e oficina, que podemos conferir nas imagens abaixo:

Base para construção da marcenaria

Base para construção da marcenaria

Local da futura marcenaria

Local da futura marcenaria

Primeiras paredes

Primeiras paredes

Para complementar a oficina e aumentar a segurança do local a oficina foi toda cercada, além de ganhar contenções para evitar desmoronamentos:

Muro de arrimo e cerca

Muro de arrimo e cerca

Com avanço dos trabalhos, já podemos contemplar as novas oficinas, que além da marcenaria ganham refeitório, banheiros e espaço para futura biblioteca de documentação técnica:

Local para instalação do maquinário de marcenaria

Local para instalação do maquinário de marcenaria

Interior da oficina e local para refeitório

Interior da oficina e local para refeitório

Entrada da oficina, local para futura biblioteca

Entrada da oficina, local para futura biblioteca

Vala de Manutenção

Para manutenção do material rodante, é essencial ter acesso a parte de baixo dos veículos, além de infra-estrutura para remoção de rodeiros, para tal, foi construída uma vala de manutenção:

Vista interna do depósito e vala de manutenção, ainda em construção

Vista interna do depósito e vala de manutenção, ainda em construção

Aspecto da futura vala de manutenção

Aspecto da futura vala de manutenção

Inicio da escavação das fundações

Inicio das escavações das fundações

Preparando as fundações

Preparando as fundações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Preparando as fundações

Preparando as fundações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Inicio da concretagem das vigas de sustenção

Inicio da concretagem das vigas de sustenção

Detalhe da concretagem das vigas de sustenção

Detalhe da concretagem das vigas de sustenção

Vala de manutenção já concluída, na esquerda da foto, podemos observar o local por onde são removidos os rodeiros, observe que os trilhos nesse ponto são removíveis.

Vala de manutenção já concluída, na esquerda da foto, podemos observar o local por onde são removidos os rodeiros, observe que os trilhos nesse ponto são removíveis.

Tour Virtual

Agora que já vimos como foi a construção das oficinas, convidamos o leitor para um tour virtual, lembrando que a oficina ainda não esta totalmente pronta:

Depósito e estação

Depósito e estação

Depósito dos Carros em São Lourenço

Depósito dos Carros em São Lourenço

Vista parcia das oficinas a partir da plataforma de embarque

Vista parcial das oficinas a partir da plataforma de embarque

Na sequencia, passamos para o interior, onde podemos carros em diversos estágios de restauração:

Visão geral do depósito após retirada dos carros para formação da composição do Trem das Águas

Visão geral do depósito após retirada dos carros para formação da composição do Trem das Águas

Carros no interior do depósito, exemplares aguardando restauração, sendo restaurados e operacionais

Carros no interior do depósito, exemplares aguardando restauração, sendo restaurados e operacionais

Carros no depósito

Carros no depósito

Carros em 3 estágios difentes, da esquerda para direita: carro Leopoldina em fase final de restauração, carro bagageiro EFCB aguardando resturação, carro EFCB operacional

Carros em 3 estágios diferentes, da esquerda para direita: carro Leopoldina em fase final de restauração, carro bagageiro EFCB aguardando resturação, carro EFCB operacional

Agora que já conhecemos o depósito e parte das oficinas, vamos visitar área de trabalho:

Visão geral da marcenaria

Visão geral da marcenaria

Outra vista da Marcenaria

Outra vista da Marcenaria

Depósito de ferramentas, que conta também com refeitório, banheiros e área para acervo técnico

Depósito de ferramentas, que conta também com refeitório, banheiros e área para acervo técnico

E assim encerramos nossa breve visita. A oficina ainda não esta totalmente concluída (nas fotos acima), faltando finalizar a construção da vala de manutenção, além de outros detalhes, como sinalização adequada para visitação publica.

 
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Publicado por em 11 de março de 2013 em ABPF, Oficinas de São Lourenço, Trem das Águas

 

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Novo apito da Locomotiva 1424

Um dos itens mais comum de vir faltando em locomotivas quando são resgatadas para preservação é o apito. Por causa disso, na nossa regional existe um deficit de apitos e procurando formas de solucionar este problema foi optado pela importação de apitos novos.

Ainda existem uns poucos fabricantes no mundo de componentes de locomotivas a vapor, em geral fornecem partes para ferrovias preservadas e em alguns casos, para entusiastas.

No caso do apito existe nos Estados Unidos um certo hobby quanto a colecionar e ter apitos a vapor funcionais em casa, onde alguns entusiastas usam compressores de ar para tocarem seus apitos ou até mesmo caldeiras estáticas, podendo assim ter o som mais fiel possível.

Dessa forma, em 2011 começamos a negociação com um desses produtores para a fabricação e importação de um apito de locomotiva para nossa frota. O produtor em particular possuía diversos modelos e tamanhos e por seleção entre os voluntários da regional, decidiu-se por um apito de 6 notas, algo que nenhuma das locomotivas da nossa regional possuem. Curiosamente, descobrimos mais tarde que este apito talvez seja o único do Brasil, segundo alguns pesquisadores.

Após alguns meses recebemos nosso apito, que devido a um erro do fornecedor veio sem a válvula original. Entre os entraves burocráticos e dificuldades de importação, acabamos por desenvolver uma válvula própria nas Oficinas de Cruzeiro e finalmente o apito pode ser instalado.

Apito nas oficinas de Cruzeiro

Apito nas oficinas de Cruzeiro

Decidiu-se então pela instalação do apito na locomotiva 1424, sendo assim seu apito ficou disponível para outra locomotiva quando esta sair da reforma:

Apito já instalado na locomotiva

Apito já instalado na locomotiva

Como fotos não fazem jus ao som do apito, criamos um pequeno vídeo para mostrar como ficou o desempenho do novo apito:

Lembrando que aqueles que desejarem ver e ouvir o novo apito ao vivo, basta visitar o Trem das Águas em São Lourenço.

 

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Filmagens de Gabriela em São Lourenço

Em Maio e em Outrubro o Trem das Águas foi cenário da produção Gabriela, onde por dois dias a estação de São de Lourenço passou a ser a estação de Ilhéus.

Hoje vamos apresentar aqui um pouco dos bastidores das gravações realizadas em Maio.

Como já vimos nas filmagens em Passa Quatro, os trabalhos começam logo cedo e geralmente de madrugada. Abaixo temos a locomotiva 1424 já com pressão e sendo abastecida com água para o longo dia que estava por vir:

Abastecendo a locomotiva

Com a locomotiva pronta, foram feitas algumas manobras e o trem posicionado na plataforma para aguardar o inicio dos trabalhos:

Composição pronta na plataforma

Logo a estação foi tomada por trabalhadores, figurantes, artistas e equipamentos de filmagem:

Trabalhos na estação

Em alguns momentos, tínhamos a sensação de ter voltado no tempo:

Voltando no tempo

A plataforma da estação foi o principal cenário das filmagens:

Filmagens na plataforma

Filmagem na plataforma

Os colaboradores e voluntários da ABPF tiveram também que se adequar e passaram a fazer trabalho de figurantes, abaixo nosso maquinista voluntário Felipe Sanches pousa orgulhoso com uniforme completo de ferroviário:

Maquinista voluntário Felipe Sanches

Os figurantes gentilmente posaram para fotografias:

Figurantes

A estação de São Lourenço além de cenário, acabou virando posto de operações de filmagens, estoque de materiais e ponto de descanso:

Saguão da Estação

Foram também gravadas diversas cenas do trem chegando na estação e para isso o pátio da estação também recebeu diversos equipamentos:

Filmando chegada do trem

Para deixar a chegada na estação mais realista, a composição recuava até sumir de vista, o que rendeu algumas fotos em locais que raramente todo o trem costuma ir:

Trem “escondido” para chegada na estação

Aguardando ordem para entrar na estação

Detalhe da cabine da locomotiva, com destaque para os rádios de comunicação com a equipe de filmagem:

Cabine

Após as filmagens na estação, foram feitas diversas cenas pelo trecho e para tal, foram instalados equipamentos em um dos carros:

Instalando equipamentos no trem

Ajustando os equipamentos

 
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Publicado por em 27 de novembro de 2012 em ABPF, Filmagem, Locomotiva 1424, São Lourenço, Trem das Águas

 

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Restauração da porta da fornalha da locomotiva 522

Continuando com nosso relato sobre a reforma da locomotiva 522, hoje mostraremos a restauração da porta da fornalha.

A porta da fornalha como o nome já indica é a porta por onde o foguista introduz na locomotiva os combustíveis usados para alimentar o fogo que aquece a caldeira, no caso das locomotivas da nossa regional é usado lenha, que é fornecido por fazendas de eucalipto reflorestado.

O primeiro passo como sempre é remover todo conjunto para que seja possível executar o trabalho, como podemos ver na foto abaixo:

Conjunto da porta da fornalha logo após ser removido

Infelizmente a porta da fornalha estava emperrada e a unica forma encontrada para solta-la foi cortando o pino da dobradiça:

Após cortar o pino da dobradiça

Detalhe da dobradiça

Removendo os últimos pedaços do pino da dobradiça

Finalmente a porta foi solta

Quadro sem a porta

Porta da fornalha após ser removida

Outro problema encontrado foi no quadro da porta da fornalha, que estava quebrado. Este então foi soldado e ganhou um reforço. Um fato importante é que neste ponto, pode ser usada uma solda comum, pois a porta da fornalha e o quadro não sofrem com calor da fornalha, pois ambas as partes ficam montadas por fora da fornalha e a porta possui uma chapa de sacrifício chamada de guarda fogo (que não aparece nas fotos) para protege-la do fogo:

Quadro no inicio dos reparos

Inicio da soldagem do quadro

Fazendo acabamento na solda

Detalhe do reforço instalado

Após todos os reparos é feita a pintura de fundo para proteger o metal enquanto ele ficar guardado nas oficinas aguardando a montagem da locomotiva:

Porta da fornalha após pintura

Quadro da porta após pintura

Detalhe do reforço e da solda realizada

Conjunto todo de porta e quadro

 
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Publicado por em 13 de novembro de 2012 em ABPF, Locomotiva 522, Oficinas de Cruzeiro, Restauração

 

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Filmagens em Passa Quatro

Em Maio Passa Quatro e o Trem da Serra da Mantiqueira foram mais uma vez cenário de filmagens, desta vez de um comercial.

Os trabalhos deveriam começar bem cedo e para isso a equipagem formada em parte por voluntários precisou madrugar para preparar a locomotiva 332:

Locomotiva 332 sendo abastecida para o longo dia que estava por vir

Lembrado que a locomotiva 332 precisa de pelo menos três horas para ser preparada, processo que envolve diversas vericações da condições da locomotiva, lubrificação, etc. Após aquecida e já com pressão, ela é levada para fora do depósito onde é abastecida e pode então ir para a estação.

Locomotiva 332 já estacionada na estação

No pátio da estação

Amanhecendo o dia tiveram inicio os trabalhos de filmagem, sendo que grande parte das filmagens ocorreram na própria estação e com o trem na plataforma:

Composição pronta já na linha principal

Equipe de filmagem na plataforma da estação

Equipe de filmagem

Após as filmagens na estação, o trem partiu com toda equipe e equipamentos para tomadas pelo trecho:

No trecho…

No trecho escolhendo local para filmagem

No final do dia, a cidade de Passa Quatro também acabou servindo de cenário, como podemos ver nas imagens a seguir:

Filmagens nas ruas de Passa Quatro

Filmagens em Passa Quatro

E o resultado final deste trabalho já pode ser conferido na televisão e no vídeo abaixo:

 

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Trailer do filme Gonzaga – De pai para filho

Já esta disponível no youtube o primeiro trailer do filme Gonzaga – De Pai para filho que mostra por alguns instantes uma das cenas gravadas em Passa Quatro, conforme relatamos neste artigo.

O site oficial do filme pode ser visitado no endereço: www.gonzagadepaiparafilho.com.br

 

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