RSS

Arquivo da tag: maria fumaça

Inicio da Reforma da Locomotiva 327

Em Outrubo de 2012 foram iniciado os trabalhos de reforma da locomotiva 327, que vem trabalhando na regional desde 2001, logo após sua primeira reforma realizada na regional Sul de Minas. A locomotiva começou seus trabalhos em Cruzeiro no extinto Trem da Serra (não confundir com o Trem da Serra da Mantiqueira em Passa Quatro), sendo depois transferida para São Lourenço, onde permanece até os dias de hoje.

A 327 vai passar por uma reforma completa já aproveitando toda estrutura da oficina construída em São Lourenço, mas avisamos que os trabalhos na locomotiva 522 continuam em paralelo com os trabalhos da 327.

A seguir algumas fotos do trabalho inicial:

Locomotiva 327 antes do inicio dos trabalhos

Locomotiva 327 antes do inicio dos trabalhos

Detalhe da locomotiva

Detalhe da locomotiva

Tender da locomotiva 327

Tender da locomotiva 327

Como toda reforma, o primeiro passo é começar a desmontagem da locomotiva, no caso da 327 o trabalho foi iniciado pelas braçagens:

Desconectando as braçagens dos cilindros

Desconectando as braçagens dos cilindros

Cruzeta já removida

Cruzeta já removida

Cruzeta e paralelo já removidos

Cruzeta e paralelo já removidos

Componentes já removidos das braçagens

Componentes já removidos das braçagens

Com as braçagens removidas foi feita então a remoção da caixa de fumaça, futuramente a locomotiva vai ganhar uma nova e a remoção no inicio da reforma se faz necessário para que os mecânicos possam acessar o superaquecedor e fazer a sua remoção, para depois remover os tubos da caldeira:

Caixa de fumaça removida

Caixa de fumaça removida, observe os tubos do superaquecedor.

Detalhe da frente da locomotiva e do superaquecedor

Detalhe da frente da locomotiva e do superaquecedor

Aspecto do superaquecedor e espelho frontal

Aspecto do superaquecedor e espelho frontal

Vista superior do local da caixa de fumaça

Vista superior do local da caixa de fumaça

Com a remoção da caixa de fumaça, os mecânicos podem também acessar as conexões do truque guia com o longeirão:

Conexões do truque guia com o longeirão

Conexões do truque guia com o longeirão

Outro ponto importante da caldeira e que é um dos primeiros pontos a ser inspecionado em uma reforma é a região da fornalha, em especial por causa dos estais, que são os dispositivos que formam a estrutura da caldeira na região da fornalha, para tal, é iniciado a remoção do revestimento da caldeira e remoção de acessórios dessa região:

Aspecto da locomotiva antes da remoção do revestimento

Aspecto da locomotiva antes da remoção do revestimento

Remoção de componentes da região da fornalha

Remoção de componentes da região da fornalha

Removendo componentes e revestimento

Removendo componentes e revestimento

Aspecto da caldeira após remoção do revestimento

Aspecto da caldeira após remoção do revestimento, observe os estais, as “bolinhas” na superfície.

Revestimento quase todo removido, aqui é possível observar também o revestimento térmico, próximo a cabine

Revestimento quase todo removido, aqui é possível observar também o revestimento térmico, próximo a cabine

Contraste entre a área sem revestimento e a área ainda com revestimento

Contraste entre a área sem revestimento e a área ainda com revestimento

A parte da caldeira no interior da cabine também teve seu revestimento removido:

Aspecto da cabine, observe que o revestimento da caldeira já foi removido.

Aspecto da cabine, observe que o revestimento da caldeira já foi removido.

Além do revestimento, foram removidos também passadiços e tanques de ar comprimido, como podemos ver nas fotos a seguir:

Aspecto da locomotiva sem passadiço e tanques de ar

Aspecto da locomotiva sem passadiço e tanques de ar

Vista superior da locomotiva

Vista superior da locomotiva

Nas próximas postagens mostraremos mais detalhes da reforma da locomotiva, aguardem!

 

Tags: , , , , , , , ,

Oficinas de São Lourenço

Para melhor atender as necessidades da regional Sul de Minas e do Trem das Águas foi iniciado a alguns anos a construção de uma nova oficina para manutenção de material rodante.

Em São Lourenço já existia a marcenaria construída pela ABPF logo no inicio das operações do Trem das Águas, ficaram concentrados por lá a reforma e manutenção de carros de passageiros, além de outros trabalhos que envolvem marcenaria, como construção de novas cabines de locomotiva, limpa trilhos, etc.

415_0269

Exemplo de trabalho da marcenaria: construção de uma nova cabine para a locomotiva 415

Construção

Hoje apresentamos aqui um breve tour pelas oficinas e sua construção, as novas oficinas ficam localizadas na estação de São Lourenço. Começamos nosso tour com uma visão do inicio dos trabalhos de construção:

Inicio da construção das oficinas

Inicio da construção das oficinas

Na foto acima podemos observar o uso de longarinas de caminhão que foram doadas pela divisão de Rodas e Chassis do grupo IOCHPE-MAXION, que sempre colaborou com a ABPF e com a regional Sul de Minas.

Devido a falta de espaço, os trabalhos se tornam um pouco mais complexos, pois ao mesmo tempo que são construídas as estruturas, já é preciso que elas sejam usadas como depósito do material rodante, como podemos observar na foto abaixo:

Estrutura dos depósitos

Estrutura dos depósitos

Com a estrutura pronta, começou-se então a instalação do telhado:

Instalação do telhado

Instalação do telhado

Novos depósitos já em uso

Novos depósitos já em uso

Na foto acima podemos observar o uso dos depósitos ainda em construção para armazenamento do material rodante. Na imagem também podemos ter uma boa visão da oficina, da esquerda para direita: futura marcenaria, local para instalação da vala, depósito.

Telhado já quase completo

Telhado já quase completo

Com o telhado já praticamente completo, tiveram inicio os trabalhos para a construção das instalações da nova marcenaria e oficina, que podemos conferir nas imagens abaixo:

Base para construção da marcenaria

Base para construção da marcenaria

Local da futura marcenaria

Local da futura marcenaria

Primeiras paredes

Primeiras paredes

Para complementar a oficina e aumentar a segurança do local a oficina foi toda cercada, além de ganhar contenções para evitar desmoronamentos:

Muro de arrimo e cerca

Muro de arrimo e cerca

Com avanço dos trabalhos, já podemos contemplar as novas oficinas, que além da marcenaria ganham refeitório, banheiros e espaço para futura biblioteca de documentação técnica:

Local para instalação do maquinário de marcenaria

Local para instalação do maquinário de marcenaria

Interior da oficina e local para refeitório

Interior da oficina e local para refeitório

Entrada da oficina, local para futura biblioteca

Entrada da oficina, local para futura biblioteca

Vala de Manutenção

Para manutenção do material rodante, é essencial ter acesso a parte de baixo dos veículos, além de infra-estrutura para remoção de rodeiros, para tal, foi construída uma vala de manutenção:

Vista interna do depósito e vala de manutenção, ainda em construção

Vista interna do depósito e vala de manutenção, ainda em construção

Aspecto da futura vala de manutenção

Aspecto da futura vala de manutenção

Inicio da escavação das fundações

Inicio das escavações das fundações

Preparando as fundações

Preparando as fundações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Preparando as fundações

Preparando as fundações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Aspecto do interior da vala durante as escavações

Inicio da concretagem das vigas de sustenção

Inicio da concretagem das vigas de sustenção

Detalhe da concretagem das vigas de sustenção

Detalhe da concretagem das vigas de sustenção

Vala de manutenção já concluída, na esquerda da foto, podemos observar o local por onde são removidos os rodeiros, observe que os trilhos nesse ponto são removíveis.

Vala de manutenção já concluída, na esquerda da foto, podemos observar o local por onde são removidos os rodeiros, observe que os trilhos nesse ponto são removíveis.

Tour Virtual

Agora que já vimos como foi a construção das oficinas, convidamos o leitor para um tour virtual, lembrando que a oficina ainda não esta totalmente pronta:

Depósito e estação

Depósito e estação

Depósito dos Carros em São Lourenço

Depósito dos Carros em São Lourenço

Vista parcia das oficinas a partir da plataforma de embarque

Vista parcial das oficinas a partir da plataforma de embarque

Na sequencia, passamos para o interior, onde podemos carros em diversos estágios de restauração:

Visão geral do depósito após retirada dos carros para formação da composição do Trem das Águas

Visão geral do depósito após retirada dos carros para formação da composição do Trem das Águas

Carros no interior do depósito, exemplares aguardando restauração, sendo restaurados e operacionais

Carros no interior do depósito, exemplares aguardando restauração, sendo restaurados e operacionais

Carros no depósito

Carros no depósito

Carros em 3 estágios difentes, da esquerda para direita: carro Leopoldina em fase final de restauração, carro bagageiro EFCB aguardando resturação, carro EFCB operacional

Carros em 3 estágios diferentes, da esquerda para direita: carro Leopoldina em fase final de restauração, carro bagageiro EFCB aguardando resturação, carro EFCB operacional

Agora que já conhecemos o depósito e parte das oficinas, vamos visitar área de trabalho:

Visão geral da marcenaria

Visão geral da marcenaria

Outra vista da Marcenaria

Outra vista da Marcenaria

Depósito de ferramentas, que conta também com refeitório, banheiros e área para acervo técnico

Depósito de ferramentas, que conta também com refeitório, banheiros e área para acervo técnico

E assim encerramos nossa breve visita. A oficina ainda não esta totalmente concluída (nas fotos acima), faltando finalizar a construção da vala de manutenção, além de outros detalhes, como sinalização adequada para visitação publica.

 
12 Comentários

Publicado por em 11 de março de 2013 em ABPF, Oficinas de São Lourenço, Trem das Águas

 

Tags: , , , , , ,

Novo apito da Locomotiva 1424

Um dos itens mais comum de vir faltando em locomotivas quando são resgatadas para preservação é o apito. Por causa disso, na nossa regional existe um deficit de apitos e procurando formas de solucionar este problema foi optado pela importação de apitos novos.

Ainda existem uns poucos fabricantes no mundo de componentes de locomotivas a vapor, em geral fornecem partes para ferrovias preservadas e em alguns casos, para entusiastas.

No caso do apito existe nos Estados Unidos um certo hobby quanto a colecionar e ter apitos a vapor funcionais em casa, onde alguns entusiastas usam compressores de ar para tocarem seus apitos ou até mesmo caldeiras estáticas, podendo assim ter o som mais fiel possível.

Dessa forma, em 2011 começamos a negociação com um desses produtores para a fabricação e importação de um apito de locomotiva para nossa frota. O produtor em particular possuía diversos modelos e tamanhos e por seleção entre os voluntários da regional, decidiu-se por um apito de 6 notas, algo que nenhuma das locomotivas da nossa regional possuem. Curiosamente, descobrimos mais tarde que este apito talvez seja o único do Brasil, segundo alguns pesquisadores.

Após alguns meses recebemos nosso apito, que devido a um erro do fornecedor veio sem a válvula original. Entre os entraves burocráticos e dificuldades de importação, acabamos por desenvolver uma válvula própria nas Oficinas de Cruzeiro e finalmente o apito pode ser instalado.

Apito nas oficinas de Cruzeiro

Apito nas oficinas de Cruzeiro

Decidiu-se então pela instalação do apito na locomotiva 1424, sendo assim seu apito ficou disponível para outra locomotiva quando esta sair da reforma:

Apito já instalado na locomotiva

Apito já instalado na locomotiva

Como fotos não fazem jus ao som do apito, criamos um pequeno vídeo para mostrar como ficou o desempenho do novo apito:

Lembrando que aqueles que desejarem ver e ouvir o novo apito ao vivo, basta visitar o Trem das Águas em São Lourenço.

 

Tags: , , , , , ,

Filmagens de Gabriela em São Lourenço

Em Maio e em Outrubro o Trem das Águas foi cenário da produção Gabriela, onde por dois dias a estação de São de Lourenço passou a ser a estação de Ilhéus.

Hoje vamos apresentar aqui um pouco dos bastidores das gravações realizadas em Maio.

Como já vimos nas filmagens em Passa Quatro, os trabalhos começam logo cedo e geralmente de madrugada. Abaixo temos a locomotiva 1424 já com pressão e sendo abastecida com água para o longo dia que estava por vir:

Abastecendo a locomotiva

Com a locomotiva pronta, foram feitas algumas manobras e o trem posicionado na plataforma para aguardar o inicio dos trabalhos:

Composição pronta na plataforma

Logo a estação foi tomada por trabalhadores, figurantes, artistas e equipamentos de filmagem:

Trabalhos na estação

Em alguns momentos, tínhamos a sensação de ter voltado no tempo:

Voltando no tempo

A plataforma da estação foi o principal cenário das filmagens:

Filmagens na plataforma

Filmagem na plataforma

Os colaboradores e voluntários da ABPF tiveram também que se adequar e passaram a fazer trabalho de figurantes, abaixo nosso maquinista voluntário Felipe Sanches pousa orgulhoso com uniforme completo de ferroviário:

Maquinista voluntário Felipe Sanches

Os figurantes gentilmente posaram para fotografias:

Figurantes

A estação de São Lourenço além de cenário, acabou virando posto de operações de filmagens, estoque de materiais e ponto de descanso:

Saguão da Estação

Foram também gravadas diversas cenas do trem chegando na estação e para isso o pátio da estação também recebeu diversos equipamentos:

Filmando chegada do trem

Para deixar a chegada na estação mais realista, a composição recuava até sumir de vista, o que rendeu algumas fotos em locais que raramente todo o trem costuma ir:

Trem “escondido” para chegada na estação

Aguardando ordem para entrar na estação

Detalhe da cabine da locomotiva, com destaque para os rádios de comunicação com a equipe de filmagem:

Cabine

Após as filmagens na estação, foram feitas diversas cenas pelo trecho e para tal, foram instalados equipamentos em um dos carros:

Instalando equipamentos no trem

Ajustando os equipamentos

 
4 Comentários

Publicado por em 27 de novembro de 2012 em ABPF, Filmagem, Locomotiva 1424, São Lourenço, Trem das Águas

 

Tags: , , , , ,

Restauração da porta da fornalha da locomotiva 522

Continuando com nosso relato sobre a reforma da locomotiva 522, hoje mostraremos a restauração da porta da fornalha.

A porta da fornalha como o nome já indica é a porta por onde o foguista introduz na locomotiva os combustíveis usados para alimentar o fogo que aquece a caldeira, no caso das locomotivas da nossa regional é usado lenha, que é fornecido por fazendas de eucalipto reflorestado.

O primeiro passo como sempre é remover todo conjunto para que seja possível executar o trabalho, como podemos ver na foto abaixo:

Conjunto da porta da fornalha logo após ser removido

Infelizmente a porta da fornalha estava emperrada e a unica forma encontrada para solta-la foi cortando o pino da dobradiça:

Após cortar o pino da dobradiça

Detalhe da dobradiça

Removendo os últimos pedaços do pino da dobradiça

Finalmente a porta foi solta

Quadro sem a porta

Porta da fornalha após ser removida

Outro problema encontrado foi no quadro da porta da fornalha, que estava quebrado. Este então foi soldado e ganhou um reforço. Um fato importante é que neste ponto, pode ser usada uma solda comum, pois a porta da fornalha e o quadro não sofrem com calor da fornalha, pois ambas as partes ficam montadas por fora da fornalha e a porta possui uma chapa de sacrifício chamada de guarda fogo (que não aparece nas fotos) para protege-la do fogo:

Quadro no inicio dos reparos

Inicio da soldagem do quadro

Fazendo acabamento na solda

Detalhe do reforço instalado

Após todos os reparos é feita a pintura de fundo para proteger o metal enquanto ele ficar guardado nas oficinas aguardando a montagem da locomotiva:

Porta da fornalha após pintura

Quadro da porta após pintura

Detalhe do reforço e da solda realizada

Conjunto todo de porta e quadro

 
8 Comentários

Publicado por em 13 de novembro de 2012 em ABPF, Locomotiva 522, Oficinas de Cruzeiro, Restauração

 

Tags: , , , , ,

Filmagens em Passa Quatro

Em Maio Passa Quatro e o Trem da Serra da Mantiqueira foram mais uma vez cenário de filmagens, desta vez de um comercial.

Os trabalhos deveriam começar bem cedo e para isso a equipagem formada em parte por voluntários precisou madrugar para preparar a locomotiva 332:

Locomotiva 332 sendo abastecida para o longo dia que estava por vir

Lembrado que a locomotiva 332 precisa de pelo menos três horas para ser preparada, processo que envolve diversas vericações da condições da locomotiva, lubrificação, etc. Após aquecida e já com pressão, ela é levada para fora do depósito onde é abastecida e pode então ir para a estação.

Locomotiva 332 já estacionada na estação

No pátio da estação

Amanhecendo o dia tiveram inicio os trabalhos de filmagem, sendo que grande parte das filmagens ocorreram na própria estação e com o trem na plataforma:

Composição pronta já na linha principal

Equipe de filmagem na plataforma da estação

Equipe de filmagem

Após as filmagens na estação, o trem partiu com toda equipe e equipamentos para tomadas pelo trecho:

No trecho…

No trecho escolhendo local para filmagem

No final do dia, a cidade de Passa Quatro também acabou servindo de cenário, como podemos ver nas imagens a seguir:

Filmagens nas ruas de Passa Quatro

Filmagens em Passa Quatro

E o resultado final deste trabalho já pode ser conferido na televisão e no vídeo abaixo:

 

Tags: , , , , ,

Trailer do filme Gonzaga – De pai para filho

Já esta disponível no youtube o primeiro trailer do filme Gonzaga – De Pai para filho que mostra por alguns instantes uma das cenas gravadas em Passa Quatro, conforme relatamos neste artigo.

O site oficial do filme pode ser visitado no endereço: www.gonzagadepaiparafilho.com.br

 

Tags: , , , , , ,

Recuperação dos feixes de mola da locomotiva 522

Continuando com nosso relato da reforma da locomotiva 522, vamos hoje mostrar o trabalho para recuperação dos feixes de mola da suspensão da locomotiva.

Aspecto dos feixes de mola logo após terem sido retiradas da locomotiva

Todas os feixes de mola das rodas motrizes

Condições dos feixes de mola

Como todo conjunto de tração da locomotiva já foi desmontado começa-se então a recuperação individual dos componentes. No caso dos feixes de mola, são todos desmontados e cada mola é inspecionada, se estiver em condições é re-aproveitada, caso contrário uma nova peça é fabricada.

Detalhe das condições das molas

Durante a limpeza e desmontagem é constado que os feixes de mola foram sendo recuperadas pela ferrovia original da locomotiva com o uso de peças irregulares e fora do padrão, assim podemos observar na foto abaixo como as molas fica assimétricas e com um aspecto bem irregular:

Aspecto irregular das molas devido ao uso de peças fora do padrão

Devido aos muitos anos que a locomotiva ficou parada, sujeira e ferrugem acumuladas, é praticamente impossível remover as molas das presilhas, então a solução é cortar as presilhas:

Presilhas cortadas

Como sempre, é feita uma boa limpeza para termos uma boa visão do aspecto de cada componente, após limpeza são feitos diversos ensaios para se montar as molas da forma adequada e se re-aproveitando as partes possíveis:

Molas montadas de forma correta

Quando alguma mola não se encontra no padrão de qualidade desejado é preciso fabricar uma nova:

Ajustando nova mola

Após muito trabalho, o quebra cabeça todo é montado, observe como as molas estão muito mais simétricas:

Conjunto de molas montado novamente

Após concluir a montagem das molas e estas chegarem em um estado satisfatório e dentro do nosso padrão de qualidade, é feita a limpeza final para as molas serem guardadas até a montagem da locomotiva:

Molas prontas

 
1 comentário

Publicado por em 25 de setembro de 2012 em ABPF, Cruzeiro, Locomotiva 522, Oficinas de Cruzeiro, Restauração

 

Tags: , , , ,

Recuperação Inicial das Braçagens da Locomotiva 522

Continuando com o relato da reforma da locomotiva 522 hoje vamos mostrar parte do trabalho feito em Julho do ano passado para limpeza e recuperação parcial das braçagens da locomotiva.

Após desmontagem as braçagens passam por todo um processo de limpeza que permite averiguar suas reais condições e eventuais reparos.

Aspecto parcial da distribuição, cruzeta e paralelo antes da desmontagem

Exemplo do péssimo estado de algumas peças, repare na peça da direita (ainda não limpa) os calços usados.

Detalhe da cruzeta antes da limpeza

Após limpeza

Comparação antes e depois do paralelo

Detalhe do paralelo

Peças já limpas

Detalhe do quadrante antes de ser limpo

Quadrante já limpo

Antes da limpeza

Após limpeza

Comparação entre o peças da distribuição (quadrante e barra radial) ainda a limpar (esquerda) e já limpas

Detalhe de antes e depois do quadrante

Outro exemplo de antes e depois

 
3 Comentários

Publicado por em 29 de junho de 2012 em ABPF, Locomotiva 522, Oficinas de Cruzeiro, Restauração

 

Tags: , , , ,

Renascimento da Locomotiva 415

Locomotiva 415 em Cruzeiro

Apresentamos hoje a reforma da locomotiva 415, que apesar de não fazer parte do nosso acervo, foi reformada nas oficinas de Cruzeiro a pedido de um particular e hoje consideramos ela como “membro honorário” da regional.

A locomotiva 415 é ex EFS (Estrada de Ferro Sorocabana) fabricada em 1913 pela Lima Locomotive Works e até onde se sabe, uma três locomotivas Lima em operação no Brasil. Ela pertencia a Votorantim e foi doada por esta a um particular, que confiou a ABPF – Regional Sul de Minas a reforma desta.

Hoje a 415 encontra-se em propriedade particular do seu proprietário e quando este deseja operar a locomotiva requisita a regional o envio de uma equipe que cuida do funcionamento da locomotiva e manutenção periódica desta.

A reforma toda durou cerca de dois anos, foi feito em partes em paralelo com a reforma da locomotiva 1424, que hoje opera em São Lourenço no Trem das Águas.

No total são mais de 6000 fotos, aqui iremos apresentar em torno de 400 fotos das que consideramos mais interessantes e mostrar de forma inédita na internet brasileira, o passo a passo em detalhes da reforma de uma locomotiva.

Transporte para Cruzeiro

Para começar, a 415 na Votorantim ainda como monumento em Votorantim-SP onde enfeitava a fabrica de cimento, ficou neste local por cerca de 30 anos:

O primeiro passo para a reforma é trazer a locomotiva para as oficinas, como guindastes são extremamente caros, optou-se pela construção de uma rampa para o embarque dela em carretas, o primeiro a ser embarcado foi o tender:

Após o embarque do tender, foi a vez de preparar a locomotiva. As braçagens tiveram que ser removidas, pois estavam todas completamente travadas pela ferrugem. Nas fotos é possível notar os macacos utilizados para se levantar a locomotiva para poder se descolar os mancais das mangas de eixo, que estavam mais de 30 anos sem uma gota de óleo:

Após embarque da locomotiva, começou-se o transporte delas para Cruzeiro. A equipe da regional ainda ficou mais um pouco em Votorantim para poder desmontar a rampa e levar tudo de volta para casa.

Chegando em Cruzeiro começou-se o desembarque pelo tender e em seguida foi retirada a locomotiva. É possível observar que um dos carros da regional (que esta na fila aguardando reforma) foi utilizado para se evitar o peso de duas locomotivas sobre a rampa. Mais uma vez, a valente locomotiva 2 fazendo o que sabe fazer melhor, manobras:

Inicio da Desmontagem

Após alguns dias, foi iniciada a limpeza e a longa desmontagem da locomotiva, processo padrão para poder-se avaliar o real estado da locomotiva e os trabalhos que vão ser precisos:

A cabine, que se encontrava em condições precárias foi logo removida para facilitar os trabalhos na locomotiva:

Após retirada da cabine, começou então a remoção de todos acessórios e revestimento externo da locomotiva. Infelizmente o temido maçarico é parte integrante do processo devido a parafusos que são completamente corroídos pela ferrugem ou que até se “fundem” com a locomotiva:

Com o revestimento removido, foi detectado que não era possível nem mesmo fazer um teste hisdrostático devido a grande corrosão dos tubos, foi dado inicio então a remoção dos mesmos. Logo mais uma dificuldade surgiu, como existia um acumulo imenso de sujeira no interior da caldeira, a unica forma encontrada para se retirar os tubos foi cortando-se o espelho:

O próximo passo foi separar a caldeira do longeirão da locomotiva, como na época só havia disponível um caminhão munck, foi preciso improvisar:

Reparos na Caldeira

Devido a alta corrosão, nenhum dos espelhos pode ser mantido e dois novos espelhos foram fabricados nas oficinas. A remoção dos espelhos é um tanto complexa, pois é preciso se preservar um dos espelhos para que possa ser usado como modelo para fabricação dos novos, isso exige então um corte preciso de forma a se manter intacto o espelho. Durante a fabricação, ambos os espelhos são feitos juntos, com as duas chapas soldadas uma sobre a outra para que fiquem perfeitamente iguais:

A instalação dos tubos é feita utilizando-se o mesmo processo dos fabricantes, os tubos são expandidos utilizando-se o expandidor e não requerem nenhuma solda para sua instalação:

Com novos tubos a caldeira é preparada para o teste hidrostático, que revela eventuais vazamentos e outros reparos que possam ser necessários. Depois é feito um teste por ultra-som com engenheiro credenciado para ser avaliado a pressão máxima que a caldeira poderá suportar com segurança, teste feito anualmente por todas locomotivas em operação, por fim a caldeira é pintada:

O cinzeiro da locomotiva estava quase virando “cinzas”, então o que sobrou foi usado como modelo para construção de um novo:

Reparos no Longeirão e Suspensão

Com caldeira pronta, foi hora de começar os trabalhos no longeirão. Na sequencia abaixo temos o aspecto do longeirão antes da reforma e este no final dos trabalhos. Observe na ultima foto como cenário de fundo muda, devido aos dormentes de concretos terem sidos levados e instalados em São Lourenço:

Trincas

Pelas fotos acima, o trabalho parece que foi simples, mas o longeirão tinha muitas surpresas guardadas. Existiam diversas trincas que precisavam ser reparadas. Algumas inclusive já haviam sido reparadas anteriormente de forma errada e é claro, apresentaram novos problemas.

Para se reparar uma trinca, primeiramente é preciso eliminar-se a trinca, isto é feito cavando-se em volta dela até que a mesma desapareça. No caso da 415, como é comum nas locomotivas brasileiras, que geralmente sempre passam por uma péssima manutenção na sua ferrovia de origem, algumas trincas eram bem profundas.

Após toda escavação para se eliminar a trinca, o “buraco” resultante do processo é preenchido com solda:

Corrosão por Urina

Durante os trabalhos do longeirão, todos os feixes de mola da locomotiva foram trocados. Abaixo temos uma sequência curiosa do que ocorre com uma locomotiva que acaba em praças publicas e virando banheiro publico, algo tão comum no Brasil:

Nas fotos acima, observe como o feixe de molas teve uma corrosão excessiva devido a urina e ao estado que chegou. Na ultima foto, podemos observar o feixe novo já no lugar.

Finalizando o Longeirão

Na sequência mostramos diversas fotos de antes e depois dos trabalhos realizados no longeirão, mancais e molas da suspensão:

Cilindros

Próximo passo foi trabalhar os cilindros da locomotiva, que é claro, também estavam em péssimas condições. Foram desmontados, limpos e reparados, uma visão geral do processo é mostrada abaixo:

Nos cilindros a equipe encontrou uma das partes mais trabalhosas da reforma toda. Atualmente não se conhece nenhuma maquina capaz de retificar as válvulas deste modelo da locomotiva, a solução foi então fazer de forma manual.

Para isso foi preciso fazer os guias laterais (que são vistos nos cantos de algumas fotos abaixo) alinhando a válvula exatamente na posição de trabalho dela e esfregar por horas até chegar no resultado final que pode ser conferido abaixo:

Ainda trabalhando nos cilindros, foi preciso fabricar novos prisioneiros, que são usados para se fixar a tampa das válvulas de distribuição. Os originais serviram apenas de modelo para fabricação dos novos, conforme pode ser conferido abaixo:

Outra peça que veio faltando na 415 foram as gaxetas dos doi cilindros. Foi uma das surpresas durante a desmontagem dessa máquina, abaixo temos o cilindro sem as gaxetas e depois já com as gaxetas novas:

Olhando nas fotos anteriores parece ser uma simples peça. Mas é uma peça bem chata de “acertar”. Toda a usinagem e fundição foi feita aqui na nossa oficina:

O próximo passo foram os pistões, estes deram também um grande trabalho e foi preciso uma tarde inteira para se conseguir descolar e remover os anéis. Depois foi feita usinagem da haste e limpeza da ferrugem:

Rodas

Agora voltamos um pouco as rodas da locomotiva e vamos acompanhar os trabalhos no truque guia da locomotiva:

Na sequencia foram recuperadas as rodas motrizes da locomotiva, que passaram por uma boa limpeza e polimento:

Parceria com a EFCJ

Um trabalho inédito realizado na ABPF foi o enchimento de frisos pelo processo de arco submerso. Contando com a parceria da EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão) este trabalho foi possível e eles nos cederam a mão de obra especializada, além do maquinário necessário.

Porém, foi preciso adaptar o maquinário deles para trabalhar com rodas de locomotivas a vapor, para o tal, foi construído um dispositivo com roletes e macacos hidráulicos para ajustar a altura e diminuir o peso do rodeiro no maquinário. Além disso foi feito o balanceamento do mesmo devido os contra-pesos, notem as chapas presas ao mesmo:

Com as adaptações no maquinário foi iniciado o processo de enchimento dos frisos:

Nas fotos abaixo, temos um comparativo do friso do rodeiro antes e depois:

Além dos frisos, as mangas de eixo e as cubações das rodas estavam muito deterioradas, assim as mangas foram usinadas também nas oficinas da EFCJ e depois foi instalada uma nova cubação, no final já vemos as rodas passando pela limpeza e pintura:

Caixas dos Mancais

Com as rodas motrizes prontas era hora de preparar as caixas dos mancais. Estes, estavam literalmente caindo aos pedaços e como a 415 trabalhou seus últimos anos em uma fabrica de cimento, havia muito cimento acumulado nestes. Alguns nem pedaços tinham, pois haviam sofrido desgaste total:

Pelas fotos parece simples, mas o processo é um pouco mais complexo: primeiramente é feito um disco de metal patente, usinado e montado na caixa. A fixação dele é feito com parafusos de latão que também foram fabricados artesanalmente, após a montagem é feito o acabamento, processo todo que levou semanas de trabalho para se preparar as seis caixas:

Como as mangas de eixo foram todas usinadas devido a corrosão, os mancais foram todos usinados e ajustados conforme suas respectivas mangas, nas fotos abaixo temos o detalhe dos mancais usinados e os rodeiros com as caixas montadas para ajustes finos:

Braçagens

Na sequência foram preparadas as braçagens, que foram uma das partes menos trabalhosas da locomotiva, mas que acabaram tomando um bom tempo durante o seu polimento. Na sequencia abaixo, vários comparativos e o quebra-cabeça final:

Detalhe da fabricação da mola da alavanca de marcha. Esta é uma das peças que veio faltando na 415. Nós desmontamos uma idêntica de uma das locomotivas da fila de espera, ccopiamos e montamos novamente no local original:

Stais

Voltando para caldeira, desta vez foi a vez das cumbucas, que são as tampas da ponta móvel dos “stais de bola” ou “stais flexíveis”. Todas elas estavam podres e precisaram ser substituídas.

Foram todas fabricadas na nossa oficina uma a uma e depois soldadas na locomotiva:

Ainda na caldeira foram sendo feitos diversos trabalhos, na sequencia abaixo vemos os reparos na parte da caldeira que fica escondida atrás do suporte que a prende no longeirão. Reparem na quantidade de sujeira:

Após a limpeza do local e da limpeza do furo dos stais foi feito um novo teste hidrostático e olha só quem deu sinal de quebra: A marca de água escorrendo ali são dos stais quebrados. Estes furos nos stais são justamente para avisar quando um deles quebrar. No caso da locomotiva com pressão fica saindo um esguicho de água e vapor, além do barulhinho:

Após remoção dos stais, novos são colocados no lugar, como podemos ver abaixo:

Caixa de Fumaça

A caixa de fumaça precisou ser toda refeita, pois a original apodreceu completamente e mesmo com boa aparência, descobrimos que ela na verdade estava toda remendada com fibra de vidro. A original após remoção foi usada como modelo e a nova foi construída em duas partes, exatamente como a original:

Abaixo temos uma comparação da tampa original com a nova:

Para o acabamento final, foi feita rebitagem a quente da caixa de fumaça, que neste caso foi feito apenas para efeito estético, pois o rebite estava soldado do outro lado. E para que fique um acabamento perfeito rebitamos o lado de fora dele para ficar bem mais agradável ao nossos olhos:

Claro que o chaminé não foi esquecido e nem mesmo este pode ser aproveitado:

Não alteramos o tamanho original do chaminé, o problema é que ele simplesmente desmanchou quando tiramos da locomotiva. Fizemos a nova chaminé copiando a original. A única diferença é que aquele acabamento vermelho no topo dela, conhecido como capitel, foi fabricado de cobre completamente moldado e trabalhado a mão!

Regulador

A válvula do regulador precisou ser reconstruída. Foi feita uma tentativa de restaurar a válvula original mas o trabalho acabou não saindo na qualidade desejada, então decidiu-se por se fabricar uma nova. Abaixo podemos ver a válvula original (esquerda) e a nova:

A alavanca do regulador precisou ser fabricada quase toda nova, pois com a locomotiva veio apenas uma parte (que é o pequeno pedaço enferrujado a direita na primeira foto abaixo):

Tampa da Fornalha

Abaixo vemos a nova tampa da fornalha. A 415 veio sem a tampa da fornalha e com o apoio da Abpf Sc foi possível fabricar esta nova, pois eles possuem uma Lima igual a ela em operação. Eles desmontaram a locomotiva deles e mandaram fundir esta tampa para 415:

Primeiro Fogo

Finalmente, após um longo trabalho (que ainda esta longe do fim) a 415 pode ser novamente acesa. Com o primeiro fogo pode-se então fazer a limpeza a quente da tubulação dos cilindros, que podemos observar na sequencia abaixo:

A locomotiva também ganhou válvulas de segurança e injetores novos, comprados da empresa Comodoro. Todas nossas locomotivas usam essas peças novas e a 415 não poderia ser exceção:

Revestimento da Caldeira

Com os testes da caldeira finalizada e esta já estando praticamente pronta, inicio-se então a construção do novo revestimento para a caldeira. A primeira parte deste trabalho foi a fabricação das cintas de apoio e a montagem destas:

Com as cintas no lugar, é dado inicio a fabricação das chapas de revestimento utilizando-se modelos de papelão. Após fabricadas, as chapas são testadas na sua posição final, estando de acordo, recebem uma aplicação de fundo protetor para maior durabilidade:

Com as novas chapas de revestimento prontas é feito então o revestimento térmico com lã de vidro e instalação definitiva das chapas:

Cabine

Enquanto todo trabalho em Cruzeiro era realizado, na carpintaria em São Lourenço era construída a nova cabine:

Com a nova cabine pronta e todo revestimento instalado, chegava então a hora de instalar a cabine e finalmente a 415 voltou a ficar parecida com uma locomotiva:

Hora de fazer o acabamento da cabine, para tal foi confeccionado um novo painel e feita limpeza nas chapas de revestimento. As chapas de revestimento da cabine foram uma das poucas peças da locomotiva que ainda estavam inteiras e logo descobrimos o porque, eram feitas de latão:

Para-Choques

Continuando com o madeiramento da locomotiva foi a vez dos para-choques da locomotiva que estavam em estado deplorável conforme podemos comparar com as fotos abaixo:

Claro que não somente o para-choque estava podre, mas todos parafusos de fixação também estavam e com isso, foi necessário fabricar novos parafusos:

Após a fabricação dos parafusos começou a fase do alinhamento das peças e marcação de toda a furação para a montagem do engate e do para-choque na locomotiva, além é claro de incluir entalhes na madeira para um encaixe perfeito dos parafusos:

Após a montagem e furação, veio a marcação de mais furação ! Tudo finalizado e veio a parte do acabamento com a montagem chapa de revestimento e finalmente a instalação na locomotiva:

Pintura e Acabamento

Finalmente pronta ! Ou quase. Utilizando mais uma vez o galpão da Ecil emprestado trabalhamos alguns dias em seu interior para poder escapar das chuvas e fazer todo o acabamento final e a pintura:

Uma das partes mais trabalhosas foi acertar a tonalidade do verde da Sorocabana. Foram testadas várias tintas e esta das fotos acima foi a que mais agradou. Vale lembrar que nas fotos existem várias diferenças na tonalidade das cores de acordo com a iluminação do local.

Um detalhe sobre pintura das locomotivas é que é extremamente difícil encontrar fotos coloridas destas locomotivas com sua pintura original. Sem mencionar que quando tais fotos são encontradas, as locomotivas das fotos geralmente estão com a pintura totalmente desgastadas, sujas e queimadas pelo sol. Sem falar que a própria foto geralmente já se encontra com desgaste e perda de cor, assim, determinar a cor exata de uma locomotiva é quase impossível.

Para a caixa de fumaça foi usada a cor grafite, que foi criada a partir de misturas que nosso pintor preparou:

Por fim, foi feita a preparação e a pintura final:

Os cilindros precisaram de chapas de revestimento novas, como podemos ver abaixo:

Agora é a vez dos “enfeites” que são todos originais:

Na limpeza e ajustes do apito, uma surpresa, ele é todo de bronze:

O sino é todo original e para polir nada melhor que montar ele no torno:

E o resultado por enquanto é:

Tender

O tender original da 415 estava completamente podre e inservível e para remediar isso, foi construído um novo tender:

Na caixa de fumaça foi feita rebitagem a quente por questões estéticas, já o tender ele foi rebitado a quente e construído da maneira antiga:

Após toda rebitagem de mais de dois mil rebites foram instalados os itens finais do tender, como sapatas de apoio, escadas e pega mãos:

E finalmente caixa do tender concluída e comparação com o original:

Truques do Tender

Com a nova caixa pronta, foi a vez dos truques do tender, que foram totalmente reformados:

Chassi do Tender

O chassi também precisou de reparos, como trocas de travessas laterais e vários desempenos:

Montagem e Pintura do Tender

Com todas as partes prontas, era hora de montar o tender novamente:

Com tender montado, foi hora de fazer a nova boca de enchimento, onde optamos pelo uso dos rebites falsos:

Agora, instalação das grades de contenção da lenha:

Com as grades instaladas, foi feita a preparação para pintura do tender, observe nas fotos que o tender foi utilizado para testar os diversos tons de verde:

Por fim foram instalados os acabamentos, os escudos da EFS são replicadas fundidas em latão feitas pela Regional de Campinas:

Teste Final

Com a reforma concluída a 415 fez então o seu ultimo teste de linha em Cruzeiro, onde a mikado 520, que se encontra na fila da reforma, foi usada para “fazer peso” para a 415 poder fazer um pouco de esforço no pátio:

Após os testes, a 415 ficou guardada nas dependências da Ecil, que são os prédios das antigas oficinas da RVSM (Rede de Viação Sul Mineiras), construídas em 1930, sendo que esta foi a ultima locomotiva a entrar nessas oficinais, poucos anos depois todas as linhas foram tiradas:

Despedida

Encerramos esse relato com as ultimas fotos da 415 em Cruzeiro, logo após ela foi carregada e enviada para seu lar final, onde a equipe de via permanente da ABPF construiu uma linha para ela de aproximadamente 1km e o seu proprietário construiu uma belo galpão para abriga-la do tempo:

 
41 Comentários

Publicado por em 15 de junho de 2012 em ABPF, Locomotiva 415, Oficinas de Cruzeiro, Restauração

 

Tags: , , ,